terça-feira, 18 de dezembro de 2012

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Esclerose Múltipla: Tipos, Sintomas e Tratamentos

O que é a Esclerose Múltipla?

A esclerose múltipla (EM) é uma doença inflamatória que não tem cura, e é extremamente invasiva. Atinge as fibras nervosas responsáveis pela transmissão de comandos do cérebro à várias partes do corpo, provocando um descontrole interno generalizado. Muitas vezes o termo esclerosado é usado para as pessoas que perdem a memória ou apresentam outras confusões mentais quando vão envelhecendo. Não tem nada a ver! A esclerose múltipla não tem nenhuma relação com as limitações que surgem com o envelhecimento. Trata-se de um problema comum em adultos jovens, na faixa de 20 a 40 anos. O maior pico é por volta dos 30 anos. Raramente pessoas na terceira idade desenvolvem a doença.

A esclerose múltipla não é um processo degenerativo contagioso e, na maioria dos casos, não é fatal. Apesar de não ser herdada, atinge pessoas geneticamente predispostas a doença e se manifesta de diferentes modos. Atualmente, há cerca de 25 mil brasileiros que sofrem deste mal. E, em geral, as mulheres são as mais atingidas (na proporção de duas mulheres para um homem).

O diagnóstico não é simples e pode levar alguns anos para ser feito corretamente, pois os sintomas se assemelham, em alguns casos, com outros tipos de doenças do sistema nervoso (devido aos sintomas iniciais, muitas vezes o paciente nem procura orientação médica). Entre os principais sintomas da doença estão: alteração no controle de urina e fezes, comprometimento da memória, depressão, dificuldades de movimentos, fala e deglutição, dores articulares, dormências, fadiga intensa, mudanças de humor, paralisia total ou parcial de uma parte do corpo, perda da visão em um ou ambos os olhos, queimações, sensações de formigamento. tremores e tonturas.

Segundo o neurologista Dagoberto Callegaro, "estes sinais podem levar horas ou dias para aparecer. Em média, a doença inicia com um surto por ano ou um a cada dez meses. Chamamos de surto um novo sintoma neurológico que provoca uma alteração sensitiva ou motora".

A forma mais comum de esclerose múltipla é a recorrente-remitente (quando os surtos podem deixar sequelas ou não). A primário-progressiva é a pior forma de esclerose, onde a evolução da doença é galopante. A rápida progressão pode causar paralisia dos membros, perda da visão ou demência se não for tratada a tempo.
A esclerose múltipla pode se manifestar de 4 formas:
  • Remitente-recorrente: é a manifestação clínica mais comum, caracterizada por surtos que duram dias ou semanas e, em seguida, desaparecem.
  • Progressivo-primária: apresenta uma progressão de sintomas e comprometimentos (sequelas) desde o seu aparecimento.
  • Progressivo-secundária: pacientes que evoluíram da forma remitente-recorrente e vão piorando lenta e progressivamente.
  • Progressivo-recorrente: do tipo progressiva com surtos. Desde o início da doença, mostra a progressão clara das incapacidades geradas a cada crise.
A ciência ainda não descobriu a causa da doença nem sua cura (atribui-se à doença a uma reação auto-imune do organismo, que em algum momento e por algum motivo, começa a atacar o Sistema Nervoso Central). Acredita-se que o motivo mais provável seja um vírus não identificado até o momento.

Entendendo melhor o desenvolvimento da esclerose múltipla.

Ainda não se sabe o porquê do ataque ao Sistema Nervoso Central , que é dirigido à mielina - uma substância gordurosa que cobre as fibras nervosas do cérebro e facilita a comunicação entre as células. Esse ataque acontece silenciosamente e recebe o nome de desmielinização (o processo de destruição das camadas da mielina). Uma vez que as camadas da mielina vão sendo destruídas, as mensagens que saem do cérebro são atrasadas ou bloqueadas de vez, alterando, assim, o funcionamento da região que esperava um comando de ordem. Onde quer que a camada protetora seja destruída, forma-se um tecido parecido com uma cicatriz. Daí o nome esclerose. E é múltipla, pois atinge várias áreas do cérebro e da medula espinhal .

A gravidade de cada caso está relacionada com a área afetada. Se atinge a medula, o paciente geralmente manifesta fraqueza, dormência ou paralisia dos braços e pernas. Não se tem como avaliar o desgaste da mielina; por isso, o diagnóstico é basicamente clínico, baseado nas queixas dos pacientes, em seu histórico médico, na avaliação dos sintomas e na existência de sinais neurológicos (através de testes para avaliação de coordenação, reflexos e sensibilidades). Exames como ressonância magnética, avaliação do líquido da medula espinhal (liquor) e potencial evocado também são fundamentais neste momento.

A atenção da família e de pessoas próximas é essencial ao doente.

Como o indivíduo perde a capacidade de fazer coisas simples, o apoio familiar ajuda a manter sua vida quase normal e sua saúde mental em melhor condição.

É importante controlar o estresse físico e emocional .

Sessões de fisioterapia auxiliam no tratamento. Procurar reduzir o excesso de peso e praticar algum tipo de atividade física (caminhada, hidroginástica, por exemplo).

A luz no fim do túnel.

Atualmente não existe a cura para a doença. Entretanto, como vimos, as pesquisas não param. Existem avanços na área e novos medicamentos que podem, pelo menos, tornar os efeitos da esclerose múltipla menos agressivos. É o caso dos remédios chamados imunomoduladores e imunosupressores (capazes de aliviar ou reduzir os sintomas da esclerose).

O acompanhamento terapêutico também é fundamental ao paciente de esclerose múltipla , cuidar da mente é tão importante quanto tomar a medicação correta. O neurologista Cícero Galli Coimbra afirma que, "O sistema imunológico é ativado toda vez que enfrentamos uma situação de estresse grave. Avisado de que algo está errado em nosso organismo, ele começa a vasculhá-lo na tentativa de identificar "invasores" como vírus e bactérias. Por fim, acaba atacando a bainha de mielina que envolve os neurônios. Com a estabilidade emocional, 85% dos surtos podem ser reduzidos. Psicoterapia e terapia ocupacional são indicadas para organizar os pensamentos e as atividades".

Não há como prevenir a esclerose múltipla. Nem se pode afirmar quem ou não é propenso à doença. A recomendação é manter uma dieta equilibrada. E para aqueles que já foram atingidos pelo mal, uma dieta adequada é recomendada.
  • As fibras presentes em cereais integrais e leguminosas ajudam a fazer a digestão.
  • Dietas de baixo teor de gorduras saturadas (presente em produtos de origem animal) e ricas em ômega 3 podem retardar a evolução da doença (baseado em estudos realizados).
  • Evite ingerir alimentos duros, pois são difíceis de digerir e podem provocar engasgos.
  • Refeições pastosas ou líquidas (purês e/ou sopas) são as mais recomendadas. 
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Fontes: Revista Viva saúde, Guia da Vida Saudável e Alimentação e Saúde de A a Z

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Saiba como cuidar bem dos rins

Essa dupla dinâmica pode correr sérios riscos em silêncio. Saiba como evitar problemas renais com atitudes bem simples.


Apenas 150 gramas muito bem distribuídos em 12 centímetros de altura (clique na imagem para conferir a explicação) — parece pouco, principalmente quando comparados a pulmões e fígado. Porém, os rins são responsáveis por funções vitais no organismo. E, quando esses pequenos notáveis convalescem, é encrenca na certa: a doença renal crônica (DRC), mal que não costuma avisar sobre sua existência, destrói as estruturas renais até chegar ao ponto em que o órgão para de funcionar.

"DRC é o termo que se refere a todas as doenças que afetam os rins por três meses ou mais, o que diminui a filtração e afeta algumas de suas atribuições", explica a nefrologista Gianna Mastroianni, diretora do Departamento de Epidemiologia e Prevenção da Sociedade Brasileira de Nefrologia. O problema é tão sério que renomadas instituições brasileiras criaram a campanha Previna-se, vencedora do Prêmio SAÚDE 2011 na categoria Saúde e Prevenção. "Nem sempre as doenças renais têm sintomas. Em muitos casos, o indivíduo não percebe e o diagnóstico é feito com atraso", completa Gianna.

Apesar de ser caracterizada como uma doença silenciosa, a DRC pode dar alguns sinais. No entanto, quando eles aparecem, costuma ser tarde demais. "O rim é um órgão muito resistente, e esses sintomas só vão se manifestar nos estágios 4 e 5 do problema, quando ele está muito avançado", conta o nefrologista Leonardo Kroth, da Sociedade Gaúcha de Nefrologia. Além de só surgirem em situações extremas, muitas dessas manifestações tendem a ser confundidas com outras enfermidades. Daí a importância de sempre visitar o médico e pedir os exames que detectam as alterações indesejadas nos filtros do corpo humano.

Quando a DRC bate à porta

E se a pessoa descobrir que seus rins não estão trabalhando como deveriam? "Ela precisa se consultar periodicamente com um nefrologista, fazer exames com regularidade, cuidar muito bem da pressão arterial e da glicemia, além de outras modificações que ocorrem na doença renal, como mudanças nos níveis de cálcio e fósforo", atesta Marcos Vieira, diretor clínico da Fundação Pró-Rim, em Santa Catarina.

Nos casos em que a DRC progrediu além da conta e os rins perderam grande parte de sua capacidade de eliminar a sujeira do organismo, o indivíduo pode optar por dois caminhos: receber o rim de algum doador compatível ou seguir para a diálise. "Ok, alguns pacientes não têm condições clínicas de realizar um transplante. Mas, nos demais, esse é o tratamento de preferência", esclarece Vieira.

No entanto, a ausência de alguém que esteja apto a doar um de seus rins faz com que a maioria dos convalescentes siga para a hemodiálise, quando uma máquina substitui as principais funções que eram realizadas pelo aparelho excretor. Algumas atitudes simples podem eliminar muitos desses transtornos. Confira a seguir como manter essa dupla a todo vapor.

Diabete e pressão na rédea curta
Quando esses marcadores estão em níveis exagerados, a probabilidade de desenvolver a DRC é ainda maior. Além da aterosclerose, a formação de placas de gordura, sobretudo na artéria renal, há uma sobrecarga do trabalho de filtração dos rins. "E a incidência dessas duas doenças vem aumentando nos últimos anos, algo agravado pelo envelhecimento da população, além de sedentarismo e obesidade", diz Gianna Mastroianni. Nos casos em que o estrago já foi feito, a primeira medida é ficar de olho na pressão e no diabete.

De bem com a balança
Manter-se no peso ideal também é uma regra de ouro para seguir com os rins a mil. Indivíduos com o índice de massa corporal (IMC) nos parâmetros saudáveis ficam protegidos dos pés à cabeça e, nesse pacote de benesses, os filtros naturais saem ganhando. "Hoje em dia, existe uma epidemia mundial de obesidade. O excesso de peso leva à hipertensão e ao diabete. Quando hábitos saudáveis são adquiridos, o risco de sofrer com um problema no rim é bem menor", destaca o nefrologista Nestor Schor, da Universidade Federal de São Paulo.

Alimentação equilibrada, rins a salvo
Tomar cuidado com o excesso de gordura e ingerir alimentos ricos em vitaminas e fibras vai colaborar bastante para a manutenção das funções renais. Quando o indivíduo já sofre com a DRC, é provável que seja obrigado a fazer algumas mudanças em seu cardápio. "Aí é importante adotar uma dieta com menor quantidade de proteína para evitar a sobrecarga renal", afirma Marcos Vieira. Esse menu deve ser avaliado pelo médico e por um nutricionista.

Analgésicos só com orientação
Remédios só deveriam entrar em cena com a indicação de um especialista. Até mesmo quando aparece aquela simples dor de cabeça, fuja da automedicação. Na hora, ela pode até ser solucionada, mas, a longo prazo, quem pode sofrer são seus rins. "Tanto os analgésicos quanto os anti-inflamatórios são capazes de prejudicá-los, se tomados em excesso, porque favorecem a ocorrência de doenças renais", alerta Nestor Schor. Procure sempre orientação médica para identificar o causador do incômodo e debelá-lo da melhor maneira possível.

Devagar com a bebida
Quando ingerido com parcimônia, o álcool pode até beneficiar o trabalho dos rins. Os experts chegam a recomendar uma ou duas doses bem pequenas. Porém, enfiar o pé na jaca não vai agradar aos pequenos filtros, que sofrem indiretamente. "Em excesso, o álcool pode causar hipertensão, que vai evoluir até gerar problemas renais", adverte o nefrologista André Luis Baracat. A bebida também causa prejuízos ao fígado, o que, em última instância, vai desembocar em um estrago nos rins.

Apagar o cigarro em definitivo
No personagem principal desta reportagem, a atuação do fumo é tão nefasta quanto em outras partes do corpo. E a explicação está no surgimento de pequenos bloqueios, as placas de gordura, que diminuem o calibre dos tubos por onde circula o sangue. Isso causa problemas de pressão que, por sua vez, levam à DRC. "Os rins são cheios de vasos sanguíneos. O cigarro desencadeia inflamações que prejudicam o órgão", destaca o nefrologista André Luis Baracat, do Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo.



Dueto eficiente

Dois exames muito comuns checam o funcionamento renal. E melhor: médicos de qualquer especialidade podem requisitá-los.

Exame de sangue
Ao medir o nível de creatinina, um resíduo originado da atividade muscular corriqueira, é possível calcular a quantas anda o trabalho de filtração dos rins. Quando os níveis da substância estão elevados, é sinal de que algo não vai bem.

Exame de urina
Esse teste vai mostrar a presença de uma proteína, a albumina, no líquido amarelo. O composto orgânico não costuma aparecer no xixi, já que ele é retido quando chega aos rins. Porém, se existirem problemas, a albumina será liberada sem empecilhos.



Doenças preliminares

Alguns problemas de saúde podem levar ao desenvolvimento da DRC:

- Diabete;
- Hipertensão;
- Glomerulonefrite (infecção no glomérulo);
- Má-formação nos rins;
- Lúpus;
- Cálculo renal;
- Tumores;
- Infecções urinárias recorrentes.

Fique atento para estes sintomas

- Cansaço;
- Insônia;
- Inchaço nos pés e tornozelos;
- Inchaço nos olhos;
- Nictúria (vontade de ir ao banheiro durante a noite);
- Mau hálito;
- Mal-estar;
- Urina espumosa ou com sangue.

Olha a chuva!

No verão, o Brasil sofre com as enchentes. Junto com esse problema, doenças como a leptospirose podem surgir e atrapalhar o funcionamento dos rins, causando até a insuficiência renal aguda. É de extrema importância ficar o menor tempo possível em contato com a água da inundação, usando botas e luvas de borracha.

Fonte: Revista saúde, editora abril

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Tabagismo e Gestação

A gestação é um momento muito especial para a mulher. Planos, desejos e sonhos já vão sendo criados para o pequeno ser que virá ao mundo.

Inseguranças e questionamentos também surgem:
‘Será que o parto ocorrerá tranquilo?’,
‘Será que vai nascer com saúde?’,
‘Como será seu rostinho?’.

Enfim, toda mãe se preocupa com que o filho nasça bem e saudável. Estas e outras preocupações fazem da gestação o momento propício para repensar o hábito de fumar. Uma gestação sem cigarro traz benefícios em dobro, para a mãe e o bebê. Segundo pesquisas, as gestantes são o grupo da população que apresenta os melhores resultados e melhor relação custo-efetividade na cessação do tabagismo.


Benefícios para a mãe e o bebê

Hoje muitos sabem dos pontos negativos do uso de cigarro, porém poucos sabem que os benefícios de uma vida sem o cigarro são imensos.

1. Já nos primeiros 20 minutos sem fumar a frequência cardíaca se aproxima do normal,
2. Os níveis de monóxido de carbono voltam ao normal em 12 horas e
3. Em 5 dias a maior parte de nicotina já é eliminada pelo corpo.
4. No período de 2 semanas até 3 meses a circulação e a respiração melhoram, tornando a pessoa mais ativa e disposta.

Com a mãe livre do cigarro, aumentam as chances do bebê nascer com o peso normal. O pulmão da criança terá um desenvolvimento funcional sem alterações, reduzindo as chances de apresentar no futuro doenças respiratórias, como asma e bronquite, assim como reduz muito o risco de doenças cardíacas. Também o desenvolvimento neurológico, cognitivo e psico-motor serão mais saudáveis. Outro benefício para a mãe, é que ela perceberá uma melhora no paladar e no olfato. Também evitará passar nicotina pelo leite para criança durante a amamentação.

ATENÇÃO

Vale lembrar que pais fumantes ou outros que fumam e convivem no mesmo ambiente (casa e trabalho) que a gestante devem estar cientes dos riscos do tabagismo passivo, pois a fumaça do cigarro contém substâncias tóxicas que são absorvidas pela gestante e passam pelo sangue para o bebê.

Tratamento 

Algumas gestantes param de fumar espontaneamente assim que recebem a notícia da gravidez, motivadas a proteger o bebê. Entretanto, muitas permanecem fumando ou fracassam em suas tentativas de parar, por não se sentirem confiantes ou preparadas para isto. E há aquelas que aumentam o uso do cigarro, porque muitas vezes fumar reduz o estresse e, em algumas circunstâncias, a gestação pode ser um fator de estresse. Neste momento o aconselhamento e o suporte de um profissional de saúde especializado neste tratamento se tornam indispensáveis.

Sabe-se que intervenções no início da gestação com abordagens breves, claras e objetivas motivam a gestante a pensar sobre o hábito de fumar e são efetivas para o abandono do cigarro.

Há eficácia comprovada de uso medicações e TRN (terapia de reposição de nicotina) juntamente com tratamento psicoterápico na cessação do tabagismo. Nas gestantes, o uso de farmacoterapias deve ser avaliado pelo médico especializado caso a caso.

Atualmente, as abordagens psicoterápicas da Entrevista Motivacional e da Terapia Cognitivo Comportamental são as que demonstram maiores índices de sucesso no tratamento do tabagismo. O tratamento pode ser realizado em grupo ou individualmente, com tempo determinado e com o objetivo de fornecer informações e estratégias necessárias para lidar com os obstáculos encontrados pelas pessoas que querem parar de fumar.

Fortalecer a auto confiança e ajudar as gestantes em prol de uma vida sem cigarro, é a certeza de uma gravidez mais tranquila e  de um bebê com crescimento saudável.


Fonte: Help saúde

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Livre-se da gordura no fígado

Cerca de 20% dos brasileiros sofrem com a esteatose hepática. Aprenda sete estratégias à mesa que ajudam o órgão a perder a gordura.

´Ele é o grande vilão da história´, define a nutricionista Luciana de Carvalho, do departamento de gastroenterologia da Universidade Federal de São Paulo.  

Maneire no carboidrato

´Ele é o grande vilão da história´, define a nutricionista Luciana de Carvalho, do departamento de gastroenterologia da Universidade Federal de São Paulo. "Isso não significa que pães e massas devam ser abolidos do dia a dia", esclarece a especialista. "Mas é preciso consumi-los com moderação."

Quem se abarrota de carnes vermelhas, manteiga, frituras e biscoitos industrializados leva para dentro do organismo um batalhão de gorduras saturada e trans. Daí, a silhueta e, claro, o fígado engordam.

Cuidado com algumas gorduras

Quem se abarrota de carnes vermelhas, manteiga, frituras e biscoitos industrializados leva para dentro do organismo um batalhão de gorduras saturada e trans. Daí, a silhueta e, claro, o fígado engordam.

A aveia, o farelo de trigo, as massas integrais, as frutas e as verduras são exemplos de fontes dessas substâncias que se revelam grandes aliadas de um fígado em forma. 

Invista nas fibras

A aveia, o farelo de trigo, as massas integrais, as frutas e as verduras são exemplos de fontes dessas substâncias que se revelam grandes aliadas de um fígado em forma.

Estamos falando dos ácidos graxos monoinsaturados e dos parceiros polinsaturados. Com o perdão dos palavrões, são essas as gorduras que merecem respeito porque ajudam o fígado emagrecer. 

Aposte nas gorduras do bem

Estamos falando dos ácidos graxos monoinsaturados e dos parceiros polinsaturados. Com o perdão dos palavrões, são essas as gorduras que merecem respeito porque ajudam o fígado emagrecer.

Ícones de qualquer alimentação balanceada, os vegetais são os principais reservatórios das substâncias que enfrentam os radicais livres, moléculas que podem prejudicar o corpo - e o fígado. 

Conte com eles: os antioxidantes

Ícones de qualquer alimentação balanceada, os vegetais são os principais reservatórios das substâncias que enfrentam os radicais livres, moléculas que podem prejudicar o corpo - e o fígado.

Eis um assunto que merece bastante cautela. Quando o fígado engorda mas ainda não se tornou refém inflamações - só nesses casos -, pode-se tomar até uma taça de vinho tinto (de 100 a 200 mililitros) por dia. 

Atenção ao álcool

Eis um assunto que merece bastante cautela. Quando o fígado engorda mas ainda não se tornou refém inflamações - só nesses casos -, pode-se tomar até uma taça de vinho tinto (de 100 a 200 mililitros) por dia.

Perca peso, mas vá devagar É necessário manter o rigor - aliando a dieta à prática de exercícios físicos - para emagrecer, mas é loucura tentar mandar para o espaço quilos e quilos num curto espaço de tempo. 

Perca peso, mas vá devagar

Perca peso, mas vá devagar É necessário manter o rigor - aliando a dieta à prática de exercícios físicos - para emagrecer, mas é loucura tentar mandar para o espaço quilos e quilos num curto espaço de tempo.

Fonte: Revista saúd, editora abril

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Ginkgo biloba tem poder

Pesquisas alimentam a esperança de que a planta do Oriente previna (e ataque) tumores no ovário, na mama, no cérebro e no fígado. Com o seu extrato por perto, as células malignas se autodestroem.


Nome Científico: Ginkgo biloba L.
Nome popular: Nogueira-do-japão
Origem: Extremo Oriente
Aspecto: As folhas se dispõem em leque e são semelhantes ao trevo. A altura da árvore pode chegar a 40 metros. O fruto lembra uma ameixa e contém uma noz que pode ser assada e comida


A ginkgo biloba foi a primeira planta a brotar após a destruição provocada pela bomba atômica na cidade de Hiroshima, no Japão


A ginkgo já é famosa por suas façanhas. O extrato obtido de suas folhas comprovadamente reduz as tonturas, refresca a memória, alivia as dores nas pernas e nos braços e acaba com o zumbido no ouvido. Por tudo isso ela arrebanhou uma vasta clientela, composta na maior parte por idosos. Mas suspeita-se que o poder dessa planta de folhas de formato de leque vá além. Estudos realizados em laboratório e com seres humanos sugerem sua capacidade de prevenir e atacar tumores — mais um importante item que se acrescenta ao seu currículo.


Uma das pesquisas que obtiveram resultados mais estrondosos foi concluída no final do ano passado. Ao todo, 1 388 mulheres foram acompanhadas por seis meses. Todas relataram tomar algum tipo de remédio fitoterápico — equinácea, ervade- são-joão, ginseng e ginkgo. As que ingeriram esta última diariamente tiveram uma incidência 60% menor de tumores de ovário. Para entender o que estava ocorrendo, os surpresos cientistas levaram a ginkgo para dentro do laboratório. Lá misturaram o extrato da planta a culturas de células de ovário cancerosas. Bastou uma pequena dose para que o crescimento delas fosse reduzido em 80%.


ESTUDO PIONEIRO

Foi a primeira vez que se vislumbrou uma relação entre a ginkgo e o combate ao câncer de ovário. "Como o nosso estudo é pioneiro, as conclusões precisam ser confirmadas por novos trabalhos", disse à SAÚDE! Daniel Cramer, diretor de Obstetrícia e Ginecologia Epidemiológica do Brigham and Women`s Hospital, ligado à Escola Médica Harvard, nos Estados Unidos. "Até que outras investigações sejam feitas, acredito que mulheres com mais de 50 anos e histórico familiar de câncer de ovário deveriam considerar tomar ginkgo", diz ele.


Quando se fala em tumores em geral, o relatório de Cramer não é tão inovador assim. Mais de 50 estudos sobre ginkgo e câncer já foram catalogados. Em 2002 uma pesquisa conduzida pelo grego Vassilios Papadopoulos mostrou em laboratório e em testes clínicos que a ginkgo inibe o crescimento agressivo de tumores de mama. Também existem trabalhos sobre câncer cerebral e de fígado. "Essa já não é uma área de pesquisa em sua infância", diz Nise Yamaguchi, pesquisadora da USP e vice- presidente do Núcleo de Apoio ao Paciente com Câncer, em São Paulo. "Já existem muitos estudos consistentes. E com conclusões parecidas."


A maneira como a ginkgo e seus componentes agem em escala celular ainda não foi totalmente decifrada, mas há algumas hipóteses. "Talvez a planta esteja envolvida com a habilidade do organismo de causar apoptose, a morte programada de células defeituosas", diz Cramer (veja infográfico na próxima página). Outras estratégias descritas em diferentes trabalhos são sua habilidade para inibir os vasos que alimentam o câncer e sua capacidade de evitar danos ao DNA. Esses efeitos são obtidos por meio da ação de duas substâncias, os terpenóides e os bioflavonóides. Os primeiros viraram objeto de estudo mais recentemente. Os bioflavonóides, contudo, são conhecidos de longa data. Agem como antioxidantes, combatendo os radicais livres e impedindo o envelhecimento. Ambos fazem parte do mesmo extrato, o EGb 761 — matéria-prima dos comprimidos vendidos em farmácias.


O comprimido de ginkgo biloba desencadeia diversas reações que vão desde os pés até os ouvidos. Os vasos sangüíneos se dilatam e o sangue fica menos viscoso (mais "fino", como se diz). Assim, corre mais rápido, com mais facilidade, e alcança melhor os lugares mais distantes do coração. O labirinto, estrutura que pertence ao ouvido, passa a ser mais bem irrigado e oxigenado, o que ajuda a acabar com tonturas e zumbidos. As áreas do cérebro responsáveis pela memória e pelo raciocínio ficam mais despertas. O fluxo mais intenso também acaba com as dores nos braços e nas pernas, comuns na terceira idade. "A ginkgo produz muitos resultados e por isso divide com a ervade- são-joão o título de planta mais estudada na atualidade", afirma João Batista Calixto, professor de farmacologia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e autoridade brasileira em medicamentos fitoterápicos.


Entre todas as benesses creditadas à planta, uma passou a ser questionada recentemente. É a que se refere à contribuição da ginkgo aos pacientes com Alzheimer. "Possivelmente o benefício seja alcançado apenas se a droga for utilizada de forma preventiva, anos antes do início da doença", diz Orestes Forlenza, psiquiatra e pesquisador do Laboratório de Neurociências da Universidade de São Paulo. "Os estudos clínicos da ginkgo para o tratamento de demências não demonstraram vantagens consistentes, possivelmente porque já era tarde demais e o tamanho do efeito era muito pequeno para modificar o curso clínico", explica o pesquisador, que fez uma revisão da literatura médica sobre o assunto.


São raros os casos de efeitos colaterais advindos da ingestão de ginkgo, mas não se pode ignorá-los. O remédio possui tarja vermelha e só pode ser vendido com receita médica (a dose máxima recomendada é de 240 mg/dia). Esse cuidado existe porque, ao dilatar os vasos sangüíneos, a ginkgo pode provocar enxaqueca e aumentar a sensibilidade da pele, causando alergias. Esse problema é maior nas cápsulas de pó macerado e nas folhas para chá, vendidas em lojas de produtos naturais. Além de ter a eficiência questionada (veja o quadro na próxima página), elas possuem grandes quantidades de um ácido capaz de irritar a pele. Ao afinar o sangue, a planta também pode causar sangramentos (antes de submeter um paciente a cirurgia, os médicos costumam pedir que cesse a ingestão do comprimido). Na bula do medicamento há ainda advertências com relação a distúrbios gastrointestinas e queda de pressão arterial. "A ginkgo é uma planta segura, mas deve ser usada com cautela", resume o americano Daniel Cramer.


MORTE PROGRAMADANa presença da ginkgo, as células malignas se autodestroem
1 - PROCESSO NORMALQuando alguma célula se danifica, sofre radiação ou infecção, o organismo envia uma ordem para que ela se autodestrua. Esse processo é chamado de apoptose.
2 - CÉLULAS TUMORAIS
De vez em quando surgem células malignas que podem se multiplicar desordenadamente. O corpo manda a mesma ordem de implosão, mas elas não obedecem.
3 - COM GINKGO
Na presença da ginkgo, as células tumorais ficam menos "teimosas". Quando a
mensagem chega, a célula pode ter a membrana rompida. Os restos são comidos
por fagócitos, defensores do corpo.

O QUE JÁ SE COMPROVOU? Dos muitos benefícios atribuídos à ginkgo, alguns foram validados pela literatura científica e outros, desacreditados
ZUMBIDOS NO OUVIDO E TONTURASão os principais chamarizes da planta. Ao aumentar a circulação no labirinto, estrutura interna do ouvido, a ginkgo diminui zumbidos e melhora a sensação de equilíbrio.
DORES EM BRAÇOS E PERNAS
Os benefícios do extrato para a circulação se refletem na melhor irrigação das áreas mais distantes do coração, o que alivia as dores nos membros.
ENVELHECIMENTO
Seus bioflavonóides são antioxidantes que combatem os radicais livres e evitam danos às células, acumulados com a idade.
CÂNCER DE OVÁRIOUm estudo publicado em outubro de 2005 mostrou que a incidência desses tumores diminuiu entre 60% e 70% nas mulheres que ingeriram comprimidos com extrato de ginkgo.
CÂNCER DE MAMA
Testes preliminares em laboratórios e estudos clínicos publicados em 2002 indicaram que o extrato das folhas pode inibir a proliferação agressiva de tumores de mama.
MEMÓRIA
A Organização Mundial da Saúde considera que a ginkgo melhora a capacidade de memória e de aprendizado, mas estudos recentes começam a pôr em dúvida se o efeito persiste no longo prazo.
ALZHEIMERA ginkgo já foi aprovada em alguns países para ajudar na prevenção dessa doença. Contudo, novos testes não mostraram benefícios consistentes quando o mal já está instalado.
COMPROVADO EM TESTE CONTESTADO


ALENTO EM CHERNOBYLEm 1986 a usina nuclear de Chernobyl, na então União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, sofreu uma forte explosão de vapor seguida de incêndio. Mais de 200 mil pessoas tiveram de ser transferidas para evitar os efeitos da radiação. Um estudo publicado em 1995 ministrou extrato de ginkgo para 30 trabalhadores que estavam na área do acidente. Por dois meses eles tomaram três comprimidos de 40 mg. Ao final, a ginkgo reduziu os efeitos colaterais provocados pelas radiações excessivas e diminuiu o número de porções alteradas no DNA desses homens.

PRODUÇÃO GLOBAL

O extrato usado nos comprimidos viaja pelo mundo antes de chegar às prateleiras das farmácias. Em geral, as árvores são cultivadas na região de Bordeaux, na França, e na Carolina do Sul, nos Estados Unidos — tidas como as mais adequadas para o cultivo da planta. Depois de colhidas, as folhas são enviadas à Irlanda para serem extraídas. Em seguida a matéria-prima é exportada para vários países (o Brasil é um deles) onde os comprimidos são feitos e embalados.


DÁ PARA CONFIAR?
Nas farmácias brasileiras, os comprimidos de extrato de ginkgo vendidos só com receita médica competem com cápsulas de pó moído e folhas, em embalagens expostas nas prateleiras ao alcance do consumidor. Muita gente relata efeitos benéficos advindos dessas fórmulas alternativas. Mas seriam elas tão eficazes quanto os comprimidos? A resposta é não. Pesquisadores da UFSC fizeram testes para saber quanto tem de componentes do extrato EGb 761 nessas cápsulas e nas folhas da planta. Conclusão: para obter a mesma quantidade de um único comprimido de 120 mg seriam necessárias 20 cápsulas de 200 mg de pó moído. Quanto ao chá, a eficácia depende da qualidade da matéria-prima. "Mas seria preciso ingerir grande quantidade, já que os teores das substâncias ativas no chá caseiro são baixos", afirma Cláudia Simões, autora do trabalho e pesquisadora da UFSC. "A proporção ideal só é obtida com os extratos secos padronizados."


Fonte: Revista saúde, editora abril

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

7 Alimentos inusitados para abaixar a pressão

Do farelo de trigo à melancia: preparamos uma seleção de grãos, frutas e sementes que chamam a atenção da ciência por atuar na prevenção e no controle da hipertensão, um problema na vida de mais de 30 milhões de brasileiros.


Inimiga silenciosa: é dessa maneira que a comunidade médica costuma se referir à hipertensão. E o motivo é tão singelo quanto assustador: 90% das pessoas com pressão arterial elevada não apresentam sintomas e, como consequência, podem receber o diagnóstico só depois de sofrer um derrame cerebral ou um ataque cardíaco. Todo esse drama, ainda bem, pode ser evitado. E para isso nem é preciso se entupir de remédio, como muita gente pensa. Em boa parte dos casos, um destino melhor para os vasos sanguíneos depende do acompanhamento com o cardiologista e da escolha correta dos alimentos incluídos no cardápio.

"Uma dieta balanceada, somada à prática de exercícios físicos, muitas vezes é o suficiente para prevenir e até mesmo controlar uma hipertensão mais leve", afirma o cardiologista Marcus Bolívar Malachias, presidente do Departamento de Hipertensão da Sociedade Brasileira de Cardiologia. Dito isso, é hora de apresentar sete alimentos que estão em evidência nos centros de pesquisa por sua capacidade de deixar as artérias livres de sufoco. Veja se não vale a pena aproveitá-los no café da manhã, no almoço ou no jantar.

Farelo de trigo
É fato consumado que grãos e cereais integrais devem aparecer com regularidade no menu quando se quer barrar a constrição dos vasos. afinal, são exímias fontes de fibras, compostos que dificultam a absorção de gorduras e do colesterol ruim, o ldl. Por participar dessa faxina nas artérias, esses alimentos auxiliam o sangue a circular sem sujeiras no caminho. Mas, em se tratando de hipertensão, um representante dessa turma merece destaque. é o trigo, cujo farelo oferece, além das fibras, magnésio, zinco e vitaminas do complexo B. "esse conjunto de nutrientes têm impacto direto no relaxamento dos vasos", diz a nutricionista Nairana Borim, do Hospital alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo.
Sugestão de consumo
Salpique 2 colheres de sopa do farelo em vitaminas, frutas ou refeições salgadas.

Morango
Ao longo de 14 anos, cientistas das universidades de east anglia, na inglaterra, e Harvard, nos estados Unidos, acompanharam os hábitos de cerca de 156 mil pessoas. depois desse tempão, perceberam uma queda de 8% no risco de hipertensão entre os fãs de morango e outras frutas vermelhas. O mérito parece vir de um antioxidante que dá cor a essas frutinhas, a antocianina. "ela atua na redução das moléculas de ldl, o mau colesterol, e no aumento do Hdl, a versão do bem, o que beneficia a circulação", explica Nairana. "além disso, essa substância combate o processo inflamatório envolvido nas doenças cardiovasculares", completa. Quem quer variar vai encontrar antocianinas de sobra em outras frutas, como amora e framboesa.
Sugestão de consumo
Inclua 5 morangos no café da manhã ou tome o suco natural da fruta após as refeições.

Semente de abóbora
Tamanho não é documento mesmo, pois essa pequena semente é farta em nutrientes. entre eles, está o potássio, mineral famoso por melhorar a elasticidade dos vasos. Segundo a nutricionista Maria Cristina Freitas, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, vale exaltar também a presença das vitaminas a e e, fibras, magnésio e gorduras do bem. "tudo isso faz dessa semente uma grande aliada do sistema cardiovascular", diz a especialista. essa riqueza nutricional, aliás, foi avaliada em um estudo com o óleo da semente administrado a animais na arábia Saudita. Conclusão: o preparo potencializou a ação de remédios anti-hipertensivos, facilitando bastante o ajuste da pressão arterial.
Sugestão de consumo
Leve ao forno 1 xícara de chá de sementes de abóbora e, após dourarem, sirva-as como aperitivo.

Clara de Ovo
Apesar de suscitar mais perguntas do que dar respostas, uma pesquisa da Universidade autônoma de Madri, na Espanha, constata que trechos de proteínas da clara do ovo têm uma surpreendente propriedade vasodilatadora — dependendo dos aminoácidos selecionados, as artérias chegam a relaxar 70% a mais. "agora é necessário checar se essas moléculas benéficas permanecem estáveis durante o cozimento. assim saberemos se é melhor consumir a clara do ovo poché ou cozido", comenta o cardiologista Heno Lopes, do Instituto do Coração do Hospital das Clínicas de São Paulo. enquanto não temos esse dado, a recomendação é incluir o ovo numa dieta balanceada, dando preferência à sua porção branquinha.
Sugestão de consumo
Procure colocar água na frigideira no lugar de gordura ou frite o ovo com pouquíssimo óleo vegetal.

Soja
Os holofotes voltam a se dirigir para a isoflavona, substância mais ilustre do grão cultuado pelos orientais e famosa por silenciar sintomas indesejados da menopausa. após revisar uma porção de artigos protagonizados por ela, cientistas chineses perceberam que sua ingestão alivia o tráfego sanguíneo. Segundo o cardiologista Marcus Malachias, a isoflavona não se resume a um bom vasodilatador. "ela impede que fatores de agressão para as artérias, como o colesterol e a glicose, estimulem a formação de placas em sua camada interna, protegendo-as contra entupimentos", explica o médico. Sem empecilhos em sua trajetória, o sangue flui mais facilmente e a pressão tende a permanecer na medida certa.
Sugestão de consumo
Cozinhe 1 xícara de chá do grão e use-o como substituto do feijão ou em saladas.

Guaraná
durante anos, a fruta nativa da amazônia e outros alimentos ricos em cafeína foram tachados de perigosos às artérias. a verdade, porém, é que nenhum estudo confirmou seu elo com a hipertensão. Muito pelo contrário. em um grupo de 637 pessoas acima de 60 anos acompanhado pelas universidades Federal de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, e do estado do amazonas, as que relataram beber regularmente uma mistura de guaraná em pó, água e uma pitada de açúcar ou mel eram menos obesas e apresentavam, em menor frequência, pressão alta. "O acúmulo de gordura propicia alterações vasculares que podem culminar na hipertensão", justifica a biogerontóloga ivana da Cruz, da instituição gaúcha. Um recado a quem controla a pressão com remédios: o guaraná só deve ser convidado se o médico liberá-lo.
Sugestão de conSumo
Acrescente 1/2 colher de café de guaraná em pó a sucos de frutas e tome pela manhã.

Melancia
Para quem já está com a pressão no limite, esse é um item que merece lugar cativo na fruteira. a sugestão vem de pesquisadores da Universidade estadual da Flórida, nos estados Unidos, após observar o efeito de doses diárias do extrato da fruta em indivíduos com pré-hipertensão, o estágio que antecede a doença propriamente dita, durante seis semanas. O responsável pela façanha é uma substância que aparece aos montes na melancia, a l-citrulina. "No corpo, ela se transforma em outra molécula que contribui com a formação do óxido nítrico, um gás natural que relaxa a parede dos vasos sanguíneos", esclarece Malachias. agora, os experts buscam delimitar como aproveitar melhor esse ingrediente anti-hipertensão — seria em suco, na fruta mesmo?
Sugestão de consumo
Deguste 1 fatia pequena da fruta após o almoço.


A dieta contra hipertensão
O programa alimentar conhecido como Dash — sigla em inglês para Dieta para Combater a Hipertensão — se consagrou há uma década por provar que a alimentação é mais do que uma coadjuvante no controle da doença. Elaborado por instituições de peso dos Estados Unidos, esse plano doma a pressão arterial. "O impacto é similar ao de um bom remédio", analisa o cardiologista Heno Lopes, do Instituto do Coração de São Paulo e autor do livro A Dieta do Coração, publicado por SAÚDE. Conheça os alimentos preconizados pela Dash e em quais medidas eles devem aparecer no cardápio.



Programa dash
Grãos e cereais:
6 a 8 porções diárias

Vegetais:

4 a 5 porções diárias

Frutas:

4 a 5 porções diárias

Leites e derivados:
2 a 3 porções diárias

Fontes de proteína magras:
1 a 2 porções diárias

Nozes e sementes:

até 5 porções por semana

Os inimigos da pressão
Enquanto alguns alimentos ajudam a afastar ou minimizar a hipertensão, outros funcionam como verdadeiros gatilhos para deflagrar e piorar a doença. É o caso do trio abaixo, considerado uma bomba para a saúde das artérias.

Sal: os brasileiros usam mais do que o dobro dos 5 gramas diários recomendados. Em exagero, o sódio faz o corpo reter água e a pressão decolar.

Álcool: em doses modestas — modestas mesmo —, ele até faz bem. Mas, quando os goles passam do limite, conspiram a favor do estreitamento dos vasos.

Açúcar: esse é outro ingrediente abusado por nossos conterrâneos. Açúcar demais favorece a obesidade, condição já ligada à compressão das artérias.



Fonte: Revista saúde, editora abril

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Sete em cada dez mulheres têm um carocinho estranho em alguma região do corpo

E se você não teve provavelmente terá. Saiba como fazê-lo desaparecer

A maioria dos nódulos na mama se revela inofensiva. Eles são apenas cistos cheios de líquido, com consistência de uma uva e tamanho que varia da ervilha à ameixa, ou tumores benignos, que podem ficar maiores do que um limão e parecer firmes feito borracha. Mas não deixe de consultar um especialista para dormir tranquila.
Procure um médico se o nódulo: aumentar de tamanho, mudar de formato, trocar de cor ou começar a coçar, sangrar ou doer.
NO PESCOÇO - Inchaço dos gânglios linfáticos, geralmente provocado por infecções, porque é justamente nessa região que as células de defesa do organismo se aglomeram e crescem durante o ataque dos germes.
Tratamento
Beber oito copos de água por dia fortalece a imunidade e expulsa os invasores, fazendo o caroço sumir em até uma semana. Se ele persistir, consulte um médico para saber se há uma infecção mais séria.

Prevenção
Tome um fitoterápico à base de equinácea, erva originária da América do Norte. Ele pode melhorar seu sistema imunológico, além de combater vírus e bactérias. Antes, consulte o seu médico.

NOS ÓRGÃOS GENITAIS -  Se o caroço estiver na região dos pelos, trata-se de uma glândula sebácea obstruída. Mais perto da vagina, pode significar que há um bloqueio em uma das glândulas que lubrificam o canal para o ato sexual. Os dois tipos podem durar anos sem criar problema e costumam sumir do mesmo jeito que surgiram: misteriosamente.
Tratamento
Fazer compressa ou tomar dois banhos quentes por dia ajuda a abrir os poros e expulsar qualquer tipo de cisto em menos de uma semana.

Prevenção
Use óleos, cremes e loções que não bloqueiem os poros (leia o rótulo do produto) e mantenha a região o mais seca possível.

NAS ORELHAS - Ferida provocada por pressões repetidas, como segurar o celular apertado contra o ouvido. E quem fica mais exposto ao sol está mais propenso a sofrer com o incômodo.
Tratamento
Aplicar um creme com corticoide costuma reduzir a inflamação e curar o ferimento. Se não funcionar, o especialista poderá indicar injeções da mesma substância ou intervenção com laser.

Prevenção
Evite pressionar objetos contra a cartilagem da orelha, alterne o telefone de ouvido quando a conversa prometer se alongar e não se esqueça de passar protetor solar – mesmo
no inverno.

NAS MÃOS E NOS PÉS - Cisto cheio de líquido, cresce quando os ligamentos ou tendões inflamam pelo uso excessivo das articulações, e pode aparecer e desaparecer da noite para o dia ou ficar do tamanho de uma bola de golfe.
Tratamento
Metade deles some em dois meses quando a inflamação é estancada com tala e anti- -inflamatório. E os mais resistentes sucumbem a uma ou duas doses de corticoide (ele de novo!).

Prevenção
Quando estiver executando tarefas repetitivas (como digitar e passar roupa) ou que exijam muito esforço (como carregar peso), alterne os braços ou faça paradas frequentes.

NAS COSTAS, PERNAS, BRAÇOS OU COURO CABELUDO - Acúmulo de células de gordura sob a pele, conhecido como lipoma, que pode ser menor do que uma ervilha ou maior do que uma laranja, e tende a ressurgir ano após ano na mesma região.
Tratamento
Como são considerados seguros, você pode ignorá-los. Em caso de dor ou incômodo estético, um médico pode removê-los.

Prevenção
Depois do banho, passe um creme esfoliante com ácido láctico no local onde o problema costuma aparecer.


Fonte: Revista saúde, editora abril

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Proteja-se da micose


Calor e umidade: eis o ambiente ideal para a proliferação de fungos, microorganismos que podem se alojar na pele e nas unhas, causando infecções incômodas e resistentes. Aprenda a barrar esses hóspedes indesejáveis durante o verão, época em que eles deitam e rolam

Só a bela e perfeita bailarina da música de Chico Buarque é que não tem “coceira, berruga nem frieira”. Na vida real todo mundo pode ser vítima dos fungos causadores de micoses, especialmente nos dias quentes. E a frieira, também chamada de pé-de-atleta, é uma das mais comuns. Basta observar a pesquisa realizada pela Sociedade Brasileira de Dermatologia e pelo laboratório Janssen-Cilag. Ela constatou que metade da população tinha algum tipo de doença nos pés. E o principal diagnóstico (62,8% desse grupo) era o de infecção fúngica.
Os especialistas costumam classificar as tais infecções fúngicas em superficiais ou profundas. As primeiras são endêmicas, isto é, ocorrem quando as condições ambientais — calor, umidade, pouca luz e presença de matéria orgânica — favorecem o crescimento de fungos. Já as micoses profundas, em geral oportunistas, acometem pessoas que apresentam grave deficiência imunológica. É o caso de pacientes de câncer, aids ou os internados em unidades de terapia intensiva, alvos fáceis de microorganismos que podem invadir órgãos internos e causar altos índices de mortalidade. “Em média os óbitos chegam a 40%, mas, nos casos mais graves, 70% dos infectados acabam morrendo”, revela a infectologista Maria Luiza Moretti, professora da Universidade de Campinas, no interior paulista. Segundo ela, essas infecções invasivas vêm aumentando nos últimos anos, fruto paradoxal da eficácia da Medicina no tratamento de doenças graves. Explica-se: a maior sobrevida e o tempo prolongado em ambiente hospitalar elevam o risco de infecções. Felizmente têm surgido novos medicamentos antifúngicos que tendem a reduzir o número de vítimas fatais.
As micoses superficiais — que atingem pele e unhas — em geral não trazem maiores riscos para a saúde da imensa maioria da população. O que não quer dizer que dispensem atenção. “Elas comprometem a qualidade de vida e devem, sim, ser tratadas”, enfatiza Maria Luiza.
Uma micose começa como um problema estético que, de imediato, afeta a vida social. Coceira, inflamação ou escamação da pele e deformação nas unhas são sintomas comuns. Se não for tratada adequadamente, pode ficar bastante incômoda e dolorosa. Nos pés, por exemplo, são a porta de entrada para infecções bacterianas, o que piora o quadro. O desconforto chega a interferir no andar, causando problemas ortopédicos. Os diabéticos devem ter um cuidado especial, pois são particularmente suscetíveis a ferimentos e infecções graves.
Para descartar a possibilidade de alergias e até hanseníase, o primeiro passo é procurar um dermatologista, que deve colher material para exame micológico. “Só assim será possível identificar com segurança o tipo de fungo e prescrever o tratamento mais eficaz”, afirma a dermatologista Carmélia Reis, chefe do Laboratório de Micologia do Hospital Universitário de Brasília. Nem pense em automedicação. Em geral é desastrosa, pois o bicho fica mais resistente, o que dificulta a cura. Alguns tipos de micose são tratados em poucos dias com o uso de cremes antifúngicos. Porém, certos fungos, especialmente os que afetam as unhas, são duros na queda. O tratamento é via oral — longo e caro, infelizmente.
“Cada comprimido custa em torno de 8 reais e são necessários dois por dia durante quatro a seis meses”, alerta Carmélia. Ficar com o maiô molhado o dia inteiro e andar descalço na praia ou na piscina são hábitos de verão que fazem da pele o paraíso dos fungos. Nos homens são comuns micoses na virilha. As mulheres sofrem com a candidíase na região vaginal. Por isso, após o banho enxugue bem o corpo, principalmente nas dobras, como as regiões sob as mamas, e entre os dedos.
Alguns tipos de fungo habitam o organismo humano sem maiores problemas. Porém, se eles se multiplicam anormalmente, a coisa se complica. Isso acontece não só quando as condições ambientais são inadequadas, mas também se houver queda de resistência imunológica. Outra hipótese (os estudos não são conclusivos) é a da predisposição genética. Esse é o caso da Candida albicans, agente da candidíase, que pode ser encontrada naturalmente no intestino humano. Na maioria das micoses de pele e unhas, o fungo é adquirido após contato com o chão de um vestiário contaminado, com toalhas ou roupas de uma pessoa infectada ou por meio de instrumentos de manicure não esterilizados. O contágio em salões de beleza, aliás, é bastante comum, alerta a médica Carmélia Reis. Não basta esterilizar cortadores, tesouras e alicates. Reaproveitar lixas de unha, espátulas ou palitos de madeira também causa o problema. “O ideal é levar o próprio material de casa e não retirar totalmente a cutícula, que protege as unhas”, recomenda a dermatologista.
Algodão é melhor que náilon
As fibras naturais, como o algodão, deixam a pele respirar e não retêm suor. Por isso são as mais indicadas para roupas íntimas e meias. A mesma preocupação vale para os calçados. Evite os que abafam muito os pés ou os façam transpirar, como os tênis e as sandálias de plástico. O ideal é não usar o mesmo sapato por dois dias seguidos e guardá-lo em local arejado. E quem gosta de jardinagem deve usar luvas para evitar contaminação por fungos existentes no solo. Tomando cuidados tão simples quanto esses é possível aproveitar as delícias do nosso calor tropical sem risco de carimbar a pele com os vestígios das chatíssimas micoses.
Couro cabeludo
Esse tipo de micose é raro em adultos, mas altamente contagioso em crianças. Forma áreas arredondadas com falhas no cabelo, escamação da pele e coceira. Requer tratamento por via oral. A caspa não é uma micose, mas a descamação serve de alimento para o fungo Pityrosporum ovale.
Boca
A levedura Candida albicans, causadora da candidíase, afeta geralmente as mucosas. A infecção bucal, chamada de sapinho, é comum em bebês, produzindo placas brancas de aspecto cremoso, muito dolorosas. Na região vaginal, os sintomas são coceira, queimação e secreção branca ou amarelada.
Costas
Micose de praia, nome popular da pitiríase versicolor, é causada pelo fungo Malassezia furfur, um habitante natural da pele. Apesar do nome, não é na praia que se pega esse fungo. O calor e a oleosidade provocam sua multiplicação e fazem surgir manchas que variam do branco ao castanho, tornando-se mais evidentes com o bronzeamento.
Virilha, dobras, sob as mamas, entre os dedos
Lesões de cor avermelhada, escamação e coceira costumam ser os sinais das micoses cutâneas superficiais. Elas são provocadas por uma imensa variedade de fungos e atingem os locais que retêm maior calor e umidade.

Pé-de-atleta, ou frieira, costuma causar coceira, descamação intensa, fissuras na pele, inflamação e bolhas nas laterais dos pés e, sobretudo, entre os dedos. E pode abrir caminho para infecções bacterianas.
Unha

Dependendo do tipo de fungo, essa micose pode manifestar-se como um espessamento, deformação ou mudança de coloração da unha. Às vezes ela fica quebradiça ou se descola do dedo. É uma das mais resistentes.


Nem bichos, nem plantas


Foi num reino à parte — chamado fungi — que os cientistas resolveram classificar esses seres microscópicos que se dividem em bolores (pluricelulares) e leveduras (unicelulares). Encontrados no meio ambiente, em animais e seres humanos, precisam de calor e umidade para se desenvolver. Os que vivem sobre a pele humana alimentam-se de gordura ou da proteína queratina, a principal constituinte de pele, unhas e cabelos. Existem mais de 200 mil tipos de fungo, dos quais cerca de 100 causam micoses. A ciência que os estuda é a micologia — do grego mykes, fungo.


Fonte: Revista saúde - editora abril

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

As 4 frutas que eliminam gordura

A pera está nesse time. E a laranja -- quem diria -- também. Como assim? Ela não está cheia de calorias? E o que dizer da gordurosa amêndoa -- sim, ela é outra que elimina quilos extras. Nós vamos esclarecer direitinho essa história.

Pera
Ela tem seu mérito e não só a popular maçã - na hora de enxugar os quilos extras. Pesquisa do Instituto de Medicina Social da Universidade do Rio Janeiro -- e publicada no o Journal of Nutrition, uma das mais respeitadas revistas americanas sobre nutrição -- mostrou que as mulheres que comeram três peras por dia durante 12 semanas consumiram menos calorias e perderam mais peso do que as que não ingeriram nenhuma fruta. O estudo foi feito com 411 voluntárias entre 30 e 50 anos. A pera tem a grande vantagem de ser bem fibrosa. Concentra, em média, 3 gramas de fibras totais por 100 gramas - quase o dobro da maçã, que fornece 1,6 grama, afirma a nutricionista Tânia Rodrigues, diretora da RGNutri Consultoria Nutricional, de São Paulo. Além disso, o consumo de uma unidade representa 12% da necessidade diária de fibras, que é de aproximadamente 25 gramas por dia. Ela também é grande fonte de fibras insolúveis, que estão relacionadas à prevenção de prisão de ventre e de doenças como diverticulite e câncer de cólon, completa Tânia.


Grapefruit e suas irmãs
Quer uma razão para reverenciar essa fruta? Ingerir metade de uma grapefruit ou tomar seu suco antes de cada refeição pode ajudar na perda de até meio quilo por semana, mesmo que você não mude absolutamente nada na sua dieta. Foi essa a conclusão a que chegaram os pesquisadores da Scripps Clinic, na Califórnia, uma rede de serviços de saúde sem fins lucrativos e que investe pesado em estudos. Eles acompanharam 100 obesos por 12 semanas. Passado esse período, descobriram que componentes da fruta ajudam a regular a produção de insulina, um hormônio que está intimamente ligado ao estoque de gordura. Níveis baixos de insulina também contribuem para afastar o apetite por mais tempo quando os índices estão elevados, o hormônio estimula o hipotálamo, região do cérebro que, entre outras funções, regula a fome. Se anda difícil encontrar grapefruit na sua cidade, aposte em duas outras variedades: a laranja-pêra e a laranja-bahia. A sugestão é de Vanderlí Marchiori, nutricionista e fitoterapeuta, de São Paulo. Elas contêm os mesmos compostos e atuam da mesma forma no emagrecimento, garante.


Banana verde
Verdade. Nesse estágio, ela faz a balança se render graças a um amido resistente que ainda marca presença no macarrão integral, no feijão branco, na lentilha, na cevada e no pão com grãos integrais, que têm alto poder de saciedade. Esse efeito ficou mais do que comprovado em uma pesquisa americana realizada pela Universidade do Estado de Louisiana e publicada no Journal of Obesity. De acordo com o estudo, esse amido estimula hormônios que fazem o organismo se sentir satisfeito e sinalizam que é hora de parar de comer. O amido resistente também promove um aumento do peristaltismo intestinal, que pode diminuir a absorção de nutrientes e, consequentemente, de calorias, afirma a nutricionista Luci Uzelin, coordenadora de nutrição do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. Outro dado: um pequeno estudo da Universidade do Colorado revelou que a queima de gordura foi 23% maior entre os pacientes que incluíram alimentos ricos nesse amido. Dá para comer banana verde? Sim. Você encontra receitas ótimas na internet ou no livro Yes, nós temos Bananas (editora Senac), de Heloísa de Freitas Valle, uma das pioneiras no uso da fruta verde como ingrediente principal de vários pratos.


Amêndoas
Esta também é de cair o queixo: um farto punhado de amêndoas, cheia de gorduras -- benéficas, diga-se -- é capaz de reduzir o peso. E não só ele: a barriga também! Isso é o que mostra um estudo realizado no City of Hope National Medical Center in Duarte, Califórnia, nos Estados Unidos, e publicado no International Journal of Obesity. Em seis meses, os pacientes que adotaram diariamente 84 gramas da fruta oleaginosa (cerca de 70 unidades!) reduziram 18% do peso e 14% da medida na cintura. O colesterol ruim (LDL) também diminuiu 15% e os triglicérides, 29%. O grupo que se deliciou com as amêndoas perdeu também 56% a mais de gordura corporal em comparação com a turma que ingeriu o mesmo número de calorias na forma de carboidratos complexos, que estão nos cereais integrais, no arroz, nos pães, nas massas e nas batatas. Além das fibras, que afastam a fome por mais tempo, a amêndoa contém ômega-3, gordura do bem que ajuda a estimular os hormônios da saciedade, afirma a médica ortomolecular Heloísa Rocha, do Rio de Janeiro. Também é riquíssima em vitamina E, que regula os hormônios sexuais tanto no homem como na mulher. Nele, a amêndoa  facilita a formação de massa magra. E, quanto mais massa magra, maior a queima de gordura. Nela, o mesmíssimo amido resistente evita o estoque das células gordurosas. Ou seja, o peso despenca.


Fonte: Revista saúde, editora abril 

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Seguro contra incêndio é obrigatório em prédios e condomínios

Muitas pessoas em busca de proteção dentro das suas casas ou condomínios procuram alternativas de segurança para evitar ou cobrir acidentes e outros problemas. 

Uma delas é o seguro, que se responsabiliza financeiramente pelos danos patrimoniais causados por imprevistos. Existem vários tipos de seguros. O mais antigo deles e também obrigatório nos condomínios é o contra incêndio.

O seguro contra incêndio é comercializado de forma individual ou conjugado a outras coberturas no contrato, como cobertura contra danos materiais, inundações, furto. A contratação acontece, em geral, por intermédio do gerente de contas do condomínio, que atuando dentro de uma administradora auxilia na pesquisa de três propostas disponíveis no mercado para o seguro.

Como explica Dr. Alexandre Rachkorsky, advogado assessor da Auxiliadora Predial, as seguradoras projetam um plano de seguro para cada condomínio, de acordo com as necessidades de cada prédio ou conjunto habitacional. O seguro, sobretudo contra incêndio, é obrigatório  conforme a legislação vigente, sendo a contratação uma responsabilidade do síndico, podendo ele responder civil ou criminalmente em caso de sinistro e não cumprimento da lei, esclarece. Não havendo seguro contra incêndio, os próprios moradores podem entrar na justiça contra o síndico diante de uma incidência.

A apólice do seguro é válida para incêndios, queda de raios, explosões causadas por gás empregado na iluminação ou no uso doméstico. Não basta que exista fogo, ele tem que se propagar e se alastrar. O plano cobre as áreas comuns do condomínio, não os apartamentos. Para a cobertura de áreas internas, o mercado oferece pacotes de seguro residencial.

Alexandre adverte para a necessidade e facilidade do serviço de proteção É um investimento indispensável e relativamente barato considerando a possibilidade de um sinistro.

Caso os moradores não queiram contratar o seguro contra incêndio, o síndico deve se proteger legalmente registrando em ata de assembléia a opção da maioria em favor da não contratação.

A irisina, hormônio do esporte, faz seu corpo virar uma torradeira de calorias

Segundo descobertas quentíssimas, o exercício físico acende a produção de uma substância capaz de queimar energia e afugentar problemas que aterrorizam o coração.

Nosso corpo possui tanto as células adiposas brancas como as marrons. As primeiras estocam combustível, ou melhor, gordura e, quando comemos demais, ficam infladas, deixando a barriga saliente. Já o segundo time usa a gasolina armazenada no organismo só para gerar calor, fato importante em seres vivos como nós, que precisamos nos manter em uma mesma temperatura o tempo todo. A questão é que os adultos apresentam muito mais unidades da versão guardadora de excessos gordurosos do que da responsável por incendiá-las.

Contudo, dá para mudar ao menos em parte esse cenário. Recentemente, cientistas da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, descobriram um hormônio fabricado durante a atividade física com potencial para transformar aqueles depósitos esbranquiçados em indústrias consumidoras de energia. "A substância, batizada de irisina, viaja do músculo até o tecido adiposo e, lá, impulsiona essa maior queima calórica", explica Jun Wu, bióloga e uma das autoras do trabalho (entenda os detalhes no infográfico abaixo).

Para chegar à conclusão, ela e outros companheiros submeteram ratos a treinos regulares. Então, verificaram que os animais bem condicionados fisicamente tinham altos níveis de irisina e, acima disso, uma mudança no funcionamento interno de boa parcela das células de gordura. "Embora ainda faltem estudos na área, é impressionante que uma molécula secretada por causa do exercício transforme unidades que antes armazenavam triglicérides em outras que o utilizam apenas para produzir calor. É uma contradição surpreendente", raciocina o fisiologista William Festuccia, do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo.

Atenção: ao que tudo indica, o tal hormônio não forma adipócitos escuros idênticos aos que temos naturalmente. "Na verdade, surge um tecido bege, com metabolismo menos acelerado do que o do marrom, porém muito mais ativo do que o do branco", esclarece o endocrinologista Walmir Coutinho, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia. Aliás, a título de curiosidade, a cor menos clara vem da elevada concentração de ferro.

O potencial benéfico da irisina vai além da perda de peso. Por dar um gás no surgimento de adipócitos com atuação similar à dos marrons, o hormônio inclusive jogaria um balde de água fria em inimigos do sistema cardiovascular. Em uma revisão conduzida ao lado de pesquisadores canadenses, William Festuccia destaca a importância dessas células específicas no controle dos triglicérides, por exemplo. "Elas diminuem a concentração dessa gordura no sangue por consumirem-na de forma a produzir calor", arremata o fisiologista. Aí, o risco de uma artéria entupir, estopim para infartos e derrames, cai.

Outro adversário do peito, o diabete também é combatido pelas fábricas gordurosas de energia. Segundo o levantamento de Festuccia, essas estruturas, quando ativadas, usam glicose à beça para deixar sua maquinaria a todo vapor. Assim, recrutam o açúcar que circula pelos vasos, regulando a glicemia. "Sem contar que, por atacar a obesidade, a irisina afasta a resistência à insulina, um fator fundamental para o aparecimento da doença", complementa Páblius Braga, médico do esporte do Hospital Nove de Julho, na capital paulista.

Uma substância com tantas possíveis benesses sempre causa furor na indústria farmacêutica. O otimismo é tanto que já há até quem especule que uma droga criada à base de irisina será, no futuro, como um exercício físico completo em cápsulas. "Isso é bastante improvável. Não se sabe, só para citar dois casos, se o hormônio tem alguma influência direta em quadros de hipertensão ou demências, males que a prática esportiva comprovadamente previne", deixa claro a fisiologista Angelina Zanesco, da Unesp.

Existe uma dose ideal?

O artigo de Harvard não se limitou a observar ratos. Após suarem a camisa cinco vezes na semana por quase três meses, oito voluntários também passaram a apresentar taxas extras de irisina - embora, nesse caso, os cientistas não tenham averiguado se os efeitos da molécula eram similares aos encontrados nos animais. "Infelizmente, hoje em dia não é todo mundo que alcança esses índices de atividade física", lamenta Angelina. Em outras palavras, não vale dar somente uma volta no parque por mês. É necessário planejar uma rotina de treinamentos regulares e contar com um pouco de paciência para as vantagens começarem a dar as caras.

Os experts ainda desconhecem qual a intensidade perfeita ou mesmo se as sessões de musculação promoveriam a propagação do hormônio. "A falta de resposta para questões básicas é normal quando se abre uma nova linha de pesquisa. Entretanto, essas perguntas devem ser elucidadas nos próximos anos", enfatiza Jun Wu. Enquanto os esclarecimentos não vêm, vale a máxima de ficar longe do sedentarismo, mas respeitar seus limites a qualquer custo. Desse modo, você consegue transformar diversas chateações em cinzas.

Uma promessa contra a obesidade

A versão sintética da irisina deve começar a ser testada em voluntários a partir de 2013. Em teoria, sua principal virtude é, diferentemente dos medicamentos hoje disponíveis para contornar o excesso de peso, não mexer com quaisquer mecanismos do cérebro. "Ainda é cedo demais para falar qualquer coisa. Vários fármacos, e em especial os que aumentavam a queima energética do corpo, trouxeram benefícios a animais, mas não surtiram efeito em seres humanos", contrapõe Walmir Coutinho. Fora isso, pouco se sabe sobre possíveis reações adversas. "Por estimular a geração de calor, será que em doses elevadas a irisina provocaria uma febre contínua?", questiona William Festuccia. Trata-se de uma grande promessa para os próximos anos. E nada mais do que isso.  


Fonte: Revista saúde - editora abril

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Chia é a semente que elimina gordura

O que é

Originária do México, a chia é uma semente que foi muito consumida por civilizações antigas, principalmente por quem precisava de força e resistência física.

Composição


Entre os principais componentes está o ômega 3 - em teor mais elevado do que o encontrado na linhaça. também tem fibras, cálcio, magnésio, potássio e proteína.

Ajuda a perder peso porque...


Segundo a nutricionista Flávia Cyfer, a chia age em três frentes distintas que auxiliam no emagrecimento

· Causa saciedade:
"suas sementes são mucilaginosas, ou seja, ricas em fibras. ao entrarem em contato com a água, formam um gel no estômago. diante dessa reação, a digestão torna-se mais lenta. Assim, o indivíduo fica satisfeito mais rapidamente e, então, passa a consumir porções menores".

· Combate inflamação:
"a gordura é resultado de um processo inflamatório do organismo, que deixa de enviar mensagens de saciedade ao cérebro. Com isso, perde-se o controle sobre a fome a ponto de comer e nunca se sentir satisfeita. O ômega 3 presente no grão combate essa inflamação, ajudando o corpo a recuperar o controle sobre o apetite".

· Desintoxica:
"a fibra regula o trânsito intestinal e limpa o organismo por meio das fezes".

Outros benefícios


Além de ajudar o corpo a entrar em forma, a chia colabora na redução do colesterol, controla a glicemia, ajuda na formação óssea, previne o envelhecimento precoce e melhora a imunidade do organismo.

Contraindicações


Qualquer pessoa pode ingerir a semente. Porém, devido ao alto teor calórico, o excesso pode levar ao ganho de peso. Logo, para emagrecer, coma apenas a quantidade indicada na matéria.

Como consumir?


Pode ser encontrada de três formas - in natura (grãos), óleo e farinha. Mas independentemente do jeito que você prefere consumi-la, a chia deve ser ingerida 30 minutos antes de duas das suas principais refeições diárias (café da manhã, almoço ou jantar).

GRÃO

Como ingerir:
pode ser consumido puro ou misturado a frutas de sua preferência. O ideal é comer uma colher (sopa) da semente 30 minutos antes das refeições.

ÓLEO

Como ingerir


Use o óleo como tempero. Acrescente uma colher (sopa) do alimento em saladas, independentemente da quantidade de folhas. Contudo, a nutricionista Flávia Cyfer faz uma importante ressalva neste caso: a versão líquida de chia não conta com os benefícios das fibras, encontradas exclusivamente na farinha e na versão em grãos. Os demais componentes, como o ômega 3, permanecem inalterados.



FARINHA


Como ingerir:
adicione uma colher (sopa) no preparo de iogurtes, vitaminas e saladas.

O poderoso grão possui...


· 2 vezes mais potássio do que a banana
· 3 vezes mais ferro do que o espinafre
· 6 vezes mais cálcio do que o leite integral
· 8 vezes mais ômega 3 do que o salmão
· 12 vezes o próprio peso: é o que ela absorve de água
· 15 vezes mais magnésio do que o brócolis


Fonte: MdeMulher