quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Própolis: 4 motivos por que ele é um grande aliado da sua saúde

Pesquisadores confirmam o poder antimicrobiano e antioxidante dos exemplares brasileiros. Aprenda a tirar proveito desse reforço à imunidade.

Não param de sair estudos apontando a eficácia do própolis contra vírus, bactérias e fungos. Uma das novas pesquisas que confirmam esse papel foi realizada pelo farmacêutico Pedro Luiz Rosalen, professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), juntamente com estudiosos da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da Universidade de São Paulo, em Piracicaba, no interior paulista. O time de cientistas avaliou as capacidades antimicrobiana e antioxidante de amostras do própolis orgânico brasileiro.
As análises em laboratório revelaram que, além de combater o excedente de radicais livres, já associado ao envelhecimento precoce e a danos celulares, o própolis se mostrou bastante eficaz frente aos micróbios. "Seus compostos interferem na membrana celular das bactérias", exemplifica o engenheiro agrônomo Severino Matias de Alencar, professor da Esalq. Tal efeito desestabiliza esses seres microscópicos de tal maneira que eles acabam mais facilmente exterminados do pedaço.


Os efeitos do própolis no corpo

1. Combate amidalites
Infecções nas vias aéreas
superiores, caso da amidalite, costumam ser provocadas por bactérias chamadas gram-positivas. "E experimentos demonstram que o própolis tem uma atividade antibacteriana mais pronunciada em micro-organismos desse tipo", conta a médica Norma Leite, da Associação Brasileira de Nutrologia. "Ela inclusive amplificaria a resposta dos antibióticos", acrescenta.

2. Protege os dentes
Até as bactérias da boca saem perdendo com o produto das abelhas. Os responsáveis são os chamados compostos fenólicos, substâncias que, no corpo, estão por trás dos benefícios do própolis. "Eles contribuem para a integridade do esmalte dentário e ajudam a prevenir cáries e a doença periodontal", afirma Rosalen, que se dedica a pesquisas nessa área. Não à toa, já existem empresas incluindo o ingrediente na receita de seus cremes dentais.

3. Fortalece a imunidade
Em seus estudos, o imunologista José Maurício Sforcin, professor da Universidade Estadual Paulista, em Botucatu, no interior de São Paulo, tem observado a participação do própolis em prol do sistema imunológico. "Suas substâncias promovem maior ativação das células de defesa, favorecendo o reconhecimento e a destruição dos micróbios", explica.

4. Acaba com a acne
Além do aroma agradável, o própolis pode liberar na pele substâncias de ação antibacteriana. Daí por que especialistas chegam a recomendar seu sabonete a pessoas que sofrem com a acne.


Modo de usar

O fato de o própolis oferecer tantos benefícios não significa usar o extrato, a forma mais consumida por aqui, como se fosse água. "Ingerir 15 gotas em jejum já seria suficiente para fortalecer o sistema imune", sugere Norma. Já o imunologista José Maurício Sforcin recomenda recorrer ao produto por um curto prazo, pois o uso contínuo e exagerado faz com que o organismo fique tolerante às substâncias e elas deixem de agir direito. "E é importante ter o aval do médico", lembra.
A engenheira de alimentos Beatriz Mello, da Universidade Federal de São Carlos, no interior paulista, recomenda, ainda, verificar cuidadosamente a embalagem do extrato ou do spray e procurar selos de agências regulatórias, caso do Ministério da Agricultura. "Também vale observar a presença de álcool na formulação, já que nem todo mundo pode ingeri-lo", lembra a professora.

Fonte: Revista saúde

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Pílula do dia seguinte: tire suas dúvidas

Mulher tomando remédio

A pílula do dia seguinte é assunto cercado de polêmicas e inseguranças. Confira as respostas para algumas das perguntas mais feitas sobre o assunto.

Como a pílula deve ser tomada? 
Existem dois tipos. Um deles vem em dose única e o outro são dois comprimidos (um ingerido logo após a relação e outro após 12 horas). Seja qual for o tipo, deve ser usado no máximo 72 horas após a relação sexual. Quanto mais tempo demorar, menor será a eficácia. 
 
A pílula funciona como um abortivo? 
Não. Ela age antes que a gravidez ocorra. Se a fecundação ainda não aconteceu, o medicamento vai dificultar o encontro do espermatozoide com o óvulo. Agora, se a fecundação já tiver ocorrido, irá provocar uma descamação do útero, impedindo a implantação do ovo fecundado. Caso o ovo já esteja implantado, ou seja, já tenha iniciado a gravidez, a pílula não tem efeito algum. 
 
Preciso de receita médica para comprar a pílula? 
Sim. Embora seja possível adquiri-la nas farmácias sem prescrição. No entanto, mesmo que você dispense a receita, procurar por orientação antes é indispensável. Só um ginecologista poderá dar certeza de que o medicamento é indicado para o seu caso. 
 
Ela pode causar efeitos colaterais? 
Sim. O mais frequente deles é a alteração no ciclo menstrual e do tempo de ovulação. Em outras palavras, vai ficar impossível calcular seu período fértil e o dia da sua menstruação será um verdadeiro enigma. Além disso, dor de cabeça, sensibilidade nos seios, náuseas e vômitos são sintomas comuns. No caso de vômito ou diarreia nas duas primeiras horas após a ingestão, a dose deve ser repetida. Quem tem organismo sensível a medicamento e está tomando a pílula com indicação médica deve pedir a indicação de um remédio contra enjoos para tomar ao mesmo tempo. 
 
Existe contraindicação? 
A pílula é contraindicada para quem sofre de alguma doença hematológica (do sangue), vascular, é hipertensa ou obesa mórbida. Isso porque a grande quantidade de hormônio pode provocar pequenos coágulos no sangue que obstruem os vasos. 
 
Se eu tomar repetidas vezes, ela perde o efeito? 
Ela não perde o efeito, mas o risco de você engravidar aumenta. Normalmente, ele já é de 15% se você tomar depois de 24 horas de transar, contra uma média de 0,1% da pílula anticoncepcional comum. 
 
Posso trocar a camisinha pela pílula? 
Nem pense nisso. A pílula deve ser tomada apenas quando o método contraceptivo escolhido falha. Além de apresentar efeitos colaterais muito mais severos que a pílula comum, e ser bem mais cara, o contraceptivo de emergência não a protege das doenças sexualmente transmissíveis. Contra elas, só mesmo a boa e conhecida camisinha. 
 
A pílula do dia seguinte é também um método contraceptivo? 
Não. Como o próprio nome diz, ela deve ser usada em casos excepcionais e não como um anticoncepcional de rotina, como muitas mulheres estão fazendo. A dose alta de hormônio do medicamento, cerca de 20% a mais do que o existente em uma drágea de anticoncepcional, aumenta o risco de efeitos colaterais. 
 
Mesmo tomando essa pílula é possível engravidar? 
Sim. Como todo método, há risco de falha. Como já foi dito, quanto mais cedo a pílula for tomada, maior a sua eficácia. 
 
O uso pode afetar o aparelho reprodutor? 
Pode. A curto prazo causa uma verdadeira revolução na produção hormonal da mulher. Já, a longo prazo, depende da quantidade de vezes que a pílula do dia seguinte foi usada. Quanto mais, maiores os riscos. Caso ocorra a gestação ectópica, a mulher poderá perder uma trompa e isso dificultará uma futura gestação. 
 
Ao utilizá-la, estarei protegida até a chegada da menstruação? 
Não. Terá se protegido somente da relação que aconteceu antes de ter tomado a pílula.
 
Fonte: Revista saúde

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Bexiga baixa: saiba o que é o prolapso genital e como prevenir


Esse problema não afeta apenas o órgão responsável por armazenar a urina - e causa sérios danos à saúde. Conheça os fatores de risco, os sintomas e as formas de evitar e tratar a chateação.


O que é
Apesar do nome complicado, o prolapso genital é um problema bastante comum, principalmente em mulheres com mais de 40 anos e que já tiveram filhos. Ele ocorre quando a musculatura das paredes da vagina fica fraca, de modo que os órgãos sustentados por ela se deslocam e podem sair pelo canal vaginal - caso do útero, da bexiga e até de parte do intestino.
A gravidade do quadro é classificada de acordo com uma escala que vai de 1 a 4. Nos dois primeiros estágios, já dá para ver o prolapso nos exames ginecológicos, mas a paciente ainda não apresenta sintomas. Nos últimos graus, os órgãos já se encontram exteriorizados.

Os sintomas

"O principal sintoma é a sensação de que há uma bola na vagina”, conta a ginecologista Marair Sartori, professora de Ginecologia da Universidade Federal de São Paulo. Além disso, é comum a paciente com prolapso apresentar dor na pelve, incontinência urinária e prisão de ventre.

A origem do problema

As principais causas do prolapso genital são a gravidez (o peso da barriga aumenta a pressão nessa região do abdômen) e o parto vaginal, especialmente nos casos em que não há acompanhamento obstétrico adequado. É que, se o bebê for muito grande ou não estiver posicionado corretamente, por exemplo, o risco de ocorrer lesões sérias no assoalho pélvico é alto.
Mas essa história não para por aí. Para ter ideia, a própria menopausa aumenta a probabilidade de o prolapso aparecer. "A redução dos hormônios femininos faz com que os tecidos dessa área fiquem mais ressecados e frouxos", explica a uroginecologista Andréia Mariane de Deus, de Sorocaba, no interior paulista. Certas doenças neurológicas - como a esclerose múltipla - também podem afetar a musculatura da pelve. Outros fatores de risco para essa condição são a obesidade e a tosse crônica, que aumentam a pressão abdominal.

O tratamento

Para prolapsos graves, a principal forma de corrigir o problema é por meio de cirurgia. "O objetivo é restaurar a anatomia e a função dos órgãos e aliviar os sintomas da paciente", esclarece Marair Sartori. Isso pode ser feito tanto por técnicas que restauram a posição da vagina e das estruturas que se deslocaram quanto por procedimentos que simplesmente fecham o canal vaginal e impedem que o órgão saia do corpo.
No caso de pessoas que não querem ou não podem fazer a cirurgia, uma alternativa é o uso do pessário, um anel de borracha que sustenta o útero no lugar.
Quando o quadro ainda está nos estágios iniciais, é possível evitar seu agravamento por meio dos chamados exercícios perineais, que visam fortalecer os músculos do assoalho pélvico e também mostrar à mulher a forma correta de contrai-los. Eles podem ser feitos utilizando técnicas como biofeedback - em que se pede à paciente que aperte e relaxe a musculatura enquanto os registros desses movimentos são visualizados num computador - e eletroestimulação, na qual choques estimulam a contração muscular.

Dá para prevenir?

Uma boa forma de afastar o prolapso genital é praticar os tais exercícios perineais - principalmente se você está grávida ou planeja ser mãe. Outras medidas preventivas são evitar os fatores de risco, a exemplo do ganho de peso, da constipação e até da tosse crônica. Praticar modalidades como ioga e pilates também é indicado - mas só se você tiver certeza de que está contraindo a musculatura da pelve corretamente. "Se feitos de forma errada, essas atividades podem até prejudicar e aumentar o risco de prolapso", diz Marair Sartori. Por isso, é fundamental, na visita ao ginecologista, checar a maneira certa de fazer esses movimentos.

Fonte: Revista saúde

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Sem constrangimentos: saiba como acabar com o chulé


É só tirar o sapato que todo mundo já sente aquele cheiro desagradável? Chega de ficar com vergonha: entenda e saiba como acabar com o chulé

Tirar o sapato na frente dos outros nem pensar? É, sofrer com chulé não é fácil, além de fazer mal à saúde, o cheiro desagradável afasta qualquer pessoa. Mas este mau cheiro é um problema comum, e qualquer pessoa pode ter. O importante é saber por que ele surge e como se livrar.
 
O chulé entre mulheres, homens, adultos, crianças ou idosos, é uma combinação de suor excessivo com bactérias. Essa reação química ocorre da seguinte maneira: o corpo humano transpira para que a temperatura de dentro do organismo possa ser regulada, e com os pés não é diferente. No entanto, esta parte do corpo é geralmente coberta por tênis, sapatilhas, entre outros, o que faz com que o suor não tenha como se dissipar, e então ele é fermentado juntamente com as bactérias presentes na pele produzido o chulé.
 
A questão é que o calor e a umidade fazem com que essas bactérias se proliferem cada vez mais “e aí quando não há uma frequência de troca de meia, de calçado, para deixar o pé respirar, acaba surgindo o mau cheiro”, afirma João Paulo Junqueira Magalhães Afonso, dermatologista do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Para se livrar do mal, o dermatologista João Paulo Junqueira Magalhães Afonso listou dicas preciosas para entender e evitar o aparecimento do chulé:


1- Limpe bem

Uma boa maneira de evitar o chulé é higienizando bem os pés. No entanto, o dermatologista não recomenda sabonetes antissépticos, porque eles podem causar outros tipos de irritação na pele, e, ainda, não matam apenas as bactérias ruins e podem causar um desequilíbrio no corpo humano. Um conselho é usar sabonetes comuns ou hidratantes.
 
2- Seque bem os pés
É importante sempre manter os pés bem secos, por isso ao sair do banho é necessário secar bem a planta dos pés e também entre os dedos, pois as bactérias tendem a se proliferar em lugares úmidos.
 
3- Prefira sapatos abertos
Facilitam a respiração dos pés, geralmente aqueles que vedam toda a entrada de ar tendem a causar mais chulé.

4- Nunca use o mesmo par de sapatos

Uma outra dica muito boa é trocar sempre os sapatos, o ideal é trocar durante o dia, mas se não for possível, é importante não usar o mesmo sapato no dia seguinte, deixando aquele par usado no dia anterior em algum lugar arejado e ensolarado.

5- Evite calçados de plástico

Plástico, borracha, materiais sintéticos são totalmente vedáveis o que auxilia na proliferação de bactérias, desta maneira, as pessoas ficam mais propensas a ter chulé.

6- Cuidado com o talco

De amigo a inimigo. Os talcos podem atrapalhar muito aquelas pessoas que têm suor excessivo nos pés, já que ao entrar em contato com eles uma "pasta" pode ser formada, assim, provocando inda mais a proliferação das bactérias já existentes.

7- Use meias de algodão

Elas são sempre as mais indicadas, já que esse material tem propriedades de absorver e de deixar o suor evaporar de uma maneira melhor. Diferente dos tecidos sintéticos, que não têm essa propriedade.

Fonte: Revista saúde

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Menu anticâncer: o que você deve comer e o que evitar para afastar tumores

A ciência vem decifrando quais alimentos fazem a diferença na prevenção (e até no tratamento) dos tumores. Eis um cardápio com novas recomendações.

Dê flores ao seu prato

Brócolis, couve-flor, repolho, acelga, rúcula... Essa família, a das brássicas, é motivo de respeito quando se fala em comida com vocação para afastar tumores. Abordados em mais de uma palestra no Congresso Brasileiro de Nutrição e Câncer/Ganepão, que ocorreu em maio de 2014, esses alimentos são uma senhora fonte de glicosinolatos. Quando tais compostos são cortados e mastigados, há uma reação química que dá origem aos isotiocianatos, substâncias muito estudadas por sua ação anticâncer. "Elas protegem as células de elementos tóxicos como os poluentes", diz a nutricionista Rita de Cássia Castro, professora da Universidade Potiguar (RN). O mais famoso desse grupo, o sulforafano dos brócolis, ainda atua diretamente sobre o DNA, ativando genes supressores de tumores. 

Proteção que vem do mar

Não existe um grande evento científico de nutrição que deixe de contemplar o ômega-3, a gordura dos pescados marinhos. Até porque uma de suas propriedades é defender nosso corpo do câncer. Estudos epidemiológicos realizados na Ásia já associam o consumo de peixes ao menor risco de tumores mamários, por exemplo. Isso porque o mais prestigiado dos ácidos graxos tem um belo efeito anti-inflamatório. "Se o corpo vive em um estado de inflamação crônica, ocorrem agressões às células que podem afetar seu material genético", explica o nutricionista Fábio Gomes, do Instituto Nacional de Câncer (Inca). Para evitar esse processo que culmina na doença, dedique três refeições da semana a sardinha, cavalinha, salmão... 

De grão em grão...

...diminuímos a probabilidade de um câncer aparecer. Os grãos, no caso, são de feijão, ervilha, lentilha, soja e até o de bico. Integram a família das leguminosas, um dos melhores redutos de fibra do planeta. Essas substâncias interagem com a flora intestinal e colaboram para a formação do bolo fecal. Assim, nos domínios do intestino, fazem com que compostos tóxicos sejam eliminados antes de agredirem as células. As vantagens não se restringem à redução no risco do câncer de cólon. Pesquisas já demonstraram uma associação inversa entre a ingestão de fontes fibrosas e a incidência de tumores de mama e pâncreas. Aliás, os grãos escuros, como o feijão-preto, oferecem mais antioxidantes, legítimos zeladores celulares. 

O puro sumo da fruta fresca

É de perder a conta o número de substâncias encontradas nas frutas com capacidade de resguardar as células humanas. E a cada dia um estudo é publicado relatando as propriedades de fitoquímicos e afins. Na feira, porém, merece destaque a uva vermelha. Experimentos com o suco de uva integral realizados em cobaias pela biomédica Caroline Dani no Centro Universitário Metodista de Porto Alegre (RS) indicam que seus componentes barram inflamações e danos celulares capazes de levar ao câncer. Mas não precisa viver de uva, não. Trate de comer maçãs, laranjas... Até porque uma revisão assinada por estudiosos chineses revela que a ingestão de frutas em geral afugenta tumores gástricos. 

Espanta até tumor

O alho encabeça a seleção de alimentos anticâncer escalada pelo famoso oncologista francês David Khayat, do Hospital Pitié-Salpêtrière, em Paris. Segundo o professor, o tempero defende principalmente o esôfago, o estômago, os rins e o intestino. Seu talento? "Ele tem um antioxidante poderoso, a alicina", entrega Khayat. "Essa substância estimula o sistema imune a detectar e destruir células cancerosas e ainda pode induzir o suicídio dessas unidades defeituosas", explica. Aproveitamos melhor a alicina quando o alho chega ao prato cru, mas a versão cozida ainda agrega pitadas dela. 

Coma com os olhos

É que as cores ajudam a reconhecer uma qualidade dos vegetais: a presença de pigmentos que, dentro do organismo, labutam contra o câncer. Exemplos clássicos são o licopeno do tomate e o betacaroteno da cenoura e da abóbora. Ambos são antioxidantes de primeira, que anulam os radicais livres capazes de danificar o DNA. E olha que eles se tornam mais operantes após passar pela panela. "Os nutrientes da cenoura, por exemplo, são mais absorvidos pelo corpo depois que ela é cozida", diz o nutrólogo Sidney Federmann, de São Paulo. 


O rebanho agradece

Quem não dispensa carne vermelha no almoço e no jantar precisa rever esse hábito. O alerta vem de estudos populacionais que ligam seu consumo exacerbado ao câncer. Isso porque, apesar de ser fonte de proteína e ferro, ela está cheia de ácido graxo araquidônico. "Trata-se de um tipo de gordura saturada com perfil pró-inflamatório", explica a nutricionista Rosângela Passos, da Universidade Federal da Bahia. Se a inflamação é persistente, você já sabe... ponto para os tumores. Já há indícios, aliás, de que ferro em demasia e subprodutos formados na digestão da carne contribuam para danos permanentes às células. Melhor não extrapolar demais a cota de 300 gramas por semana.

Cuidado com o ponto!
Quando a carne é tostada demais - especialmente na grelha do churrasco -, ela fica impregnada de elementos cancerígenos. Esse fenômeno acontece quando um bife é exposto a mais de 300ºC. Por isso, os nutricionistas sugerem priorizar, no dia a dia, o cozimento na panela. 

Doçura demais estraga

O açúcar refinado também está pisando nos tribunais do câncer. E pode levar com ele refrigerantes, biscoitos e outros doces. Para o nutricionista Fábio Gomes, a acusação reside no fato de que seu abuso é um dos patrocinadores da pandemia de obesidade - e esta, por sua vez, deixa o terreno fértil para tumores. Só que a biologia já tem outra explicação que ligaria o apetite de formiga ao maior risco da enfermidade. Quando se enche a barriga de guloseimas e se esquece das fibras, bactérias patogênicas se proliferam no intestino. "E esse ambiente facilita a absorção de compostos carcinogênicos", revela Rosângela.

Perigo no hot dog

Ninguém vai propor que você nunca mais coloque a salsicha no meio do pão ou petisque um salaminho com os amigos vez ou outra. Mas esses presentes ao paladar devem ser vistos rigorosamente como exceções na rotina. É que os embutidos - e lembre-se de que falamos também de presuntos, mortadelas e linguiças defumadas - têm conservantes, os nitritos e nitratos, que, ao interagir com o suco gástrico da digestão, se transformam em nitrosaminas. "Elas podem se ligar ao DNA e atrapalhar a confecção de proteínas que regulam o ciclo celular", descreve Gomes. Aí já viu... De um erro microscópico surge um problemão. Além disso, embutidos costumam vir lotados de sódio e gordura saturada, outros sabotadores do organismo.
Fonte: Revista saúde

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Sinusite: o fim desse mal

Quando o frio chega e a umidade dá uma trégua, abrem-se as portas para micróbios que levam à sinusite. E haja dor de cabeça, congestão nasal... Conheça todas as saídas para se livrar desse aperto.

Mulher com máscaraRespire fundo. No inverno o nariz sofre — e como sofre! Casacos guardados durante meses finalmente saem do armário, o ar está mais seco e a poeira voa livre, leve e solta por todos os cantos. Para piorar, a gente tenta esquentar o corpo se amontoando em locais fechados, um prato cheio para a proliferação de vírus e bactérias. Assim, está armado o circo para que as doenças respiratórias promovam seu show. Nesta época, gripes e resfriados dão o ar da graça e a rinite ataca, deixando as vias aéreas expostas a toda sorte de inflamações. Aí, basta um micro-organismo mais esperto aproveitar a brecha e pronto: instala-se a sinusite - ou rinossinusite, como preferem os especialistas. "É muito raro ocorrer a sinusite sem uma rinite", justifica Antônio Douglas Menon, otorrinolaringologista do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.

Quem já enfrentou o problema conhece os sintomas: a cabeça fica pesada e o rosto parece que vai explodir. Sem falar naquela secreção esverdeada que sai do nariz. Mas a doença às vezes dá sinais menos óbvios. "Rouquidão e tontura também podem ser indícios", exemplifica o otorrinolaringologista Fernando Chami, do Centro de Pesquisa e Estudo da Medicina Chinesa, em São Paulo. Até dor de dente a sinusite, como ainda é popularmente conhecida, pode provocar. 


Sinuplastia

Felizmente, a ciência tem trabalhado para desenvolver novas soluções para dar fim a esse sufoco. A equipe do Hospital Professor Edmundo Vasconcelos, na capital paulista, trouxe ao Brasil uma cirurgia criada nos Estados Unidos, parecida com o procedimento usado para desentupir artérias do peito: a sinuplastia com balão. "É mais uma ferramenta para combater a rinossinusite", acredita o otorrinolaringologista João Flávio Nogueira. Menos agressiva do que a cirurgia tradicional, ela seria recomendada para crianças, idosos ou aqueles que não podem se expor a sangramentos, por exemplo.

"É importante frisar que a nova técnica não é a solução para todos os problemas", pondera João Flávio Nogueira. Ou seja: embora a sinuplastia apresente bons resultados - os pacientes que fizeram o teste passam muitíssimo bem -, o método requer indicações precisas, e nem sempre é a melhor escolha. A cirurgia tradicional, que como a nova operação também é guiada por videoendoscopia, continua cumprindo eficientemente o papel de desobstruir os seios paranasais - para isso, os tecidos que estão bloqueando as cavidades são cortados e removidos. "Hoje, ela melhora a qualidade de vida dos pacientes em cerca de 85% dos casos crônicos", aponta Renato Roithman, presidente da Academia Brasileira de Rinologia. A intervenção cirúrgica só entra em cena em casos graves ou quando todas as possibilidades de tratamento clínico falham.


Os causadores

Antes disso, é preciso identificar o que está por trás da sinusite. O quadro infeccioso pode ser desencadeado tanto por vírus como por bactérias ou fungos. "O tratamento varia de acordo com a origem do problema", diz Francini Pádua, da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial.

Já para afastar uma sinusite alérgica - mais essa! -, não adianta lançar mão de remédios se o paciente continuar exposto aos fatores que causam a alergia. No outono e no inverno, detectar a causa fica um pouco mais simples. "Por volta de 95% dos casos de sinusite bacteriana acontecem depois de uma gripe", contabiliza Francini. Sabe quando ela não vai embora por completo? O nariz continua travado, escorrendo e o mal-estar não passa. O incômodo pode sumir sozinho, mas, se os sintomas perdurarem por mais de dez dias, é sinal de que uma bactéria entrou na jogada. O melhor, nessa situação, é correr para o médico. 


É sinusite?

"O diagnóstico é eminentemente clínico", afirma Luci Hidal, otorrinolaringologista do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. No próprio consultório, o especialista analisa o histórico do paciente e realiza a rinoscopia, exame visual feito com o auxílio de um instrumento com formato de tubo, o espéculo. "É necessário checar o aspecto do nariz, do ouvido e da garganta", explica o otorrinolaringologista Luciano Neves, da Universidade Federal de São Paulo.

Uma análise mais detalhada é possível graças à nasofibroscopia - no caso, uma fibra ótica é introduzida no nariz e registra em vídeo o seu percurso pela cavidade nasal. "Os raios X simples também podem ajudar, mas não são essenciais", diz Neves. Dos exames de imagem, o mais pedido é a tomografia da face - ele é mais preciso, mas costuma ser solicitado sobretudo quando há suspeita de que seja um caso cirúrgico.

Pessoas com alergia ou asmáticos, por exemplo, estão na lista negra da sinusite. "Doenças alérgicas normalmente causam congestão da mucosa nasal e dos seios da face", constata Renato Roithman. "Isso prejudica a ventilação e propicia a instalação do processo infeccioso", acrescenta. Aí, forma-se um círculo vicioso: a alergia predispõe à sinusite, que, por sua vez, piora a alergia. O cigarro - precisa falar? - deixa a situação ainda mais crítica. Assim como a poluição, que irrita pra valer as vias aéreas. Claro que não só quem vive em grandes metrópoles está sujeito a esse infortúnio, mas ele agrava o quadro.


O bom e velho vapor

Se o seu nariz é um sofredor, saiba que a antiga recomendação de inspirar por alguns minutos o vapor produzido por um banho quente já dá uma boa aliviada nos sintomas. "Os vasos se contraem e facilitam a passagem do ar", explica Luciano Neves. Além do efeito sauna, não dispense a inalação e a lavagem do nariz com soro. Assim, a secreção fica mais fluida e tende a sair com maior facilidade. E o melhor: não há contraindicação. "Sempre que a pessoa sentir desconforto, pode inalar vapor ou lavar o nariz", libera Francini Pádua. Evitar ambientes com ar condicionado e beber bastante líquido - a hidratação é uma aliada nessas horas - também são de grande valia. 


Atenção

Mas muita atenção aos descongestionantes. "Esse tipo de medicamento gera dependência", alerta Neves. Como podem provocar taquicardia, não são recomendados a grávidas, crianças e idosos, por exemplo. E repare: os médicos não prescrevem seu uso por mais de cinco dias. "Na verdade, não existe medicamento isento de efeitos adversos. Por isso, a orientação de um profissional é indispensável", conclui Roithman.

E para cada caso há um remédio. Não importa se são anti-inflamatórios, antibióticos ou spray de corticoide, todos ajudam a desentupir a rota do ar, mas, batendo na mesma tecla, sempre, sob orientação de um especialista. "O tratamento pode levar meses", avisa Fernando Chami. Portanto, para quem está tentando mandar a sinusite para longe de uma vez por todas, aqui vai um conselho: respire fundo.


Fonte: Revista saúde

terça-feira, 29 de julho de 2014

Conheça as diferenças entre as principais inflamações que ocorrem na garganta e saiba o que fazer se a dor chegar

Faringite

O que é: inflamação na faringe - parede localizada no final da boca. Normalmente é provocada por vírus e pode evoluir para uma amigdalite bacteriana. Sinusite e refluxo são outros culpados pela inflamação.
Sintomas: dor para engolir, falar e bocejar, e mal-estar; vermelhidão na parede no fundo da boca e furinhos vermelhos chamados aftas. Quando é infecção bacteriana, há também formação de placas de pus.
Tratamento: com analgésico e antitérmico (dipirona ou paracetamol). Se não houver melhora após um dia tomando o medicamento, procure um médico, pois a infecção pode ser bacteriana e você precisará de antibiótico.

Amigdalite

O que é: inflamação nas amígdalas - tecidos arredondados que ficam um de cada lado na parede lateral da garganta; o mais comum é acontecer uma infecção viral, mas infecções por bactéria também são frequentes.

Sintomas: dor intensa, principalmente para engolir, febre, mal-estar e indisposição. Se as amígdalas estiverem inchadas e a região bem vermelha, a infecção é viral, e pequenas feridas vermelhas podem aparecer. Quando houver placas de pus, uma bactéria foi a causadora da infecção.
Tratamento: se parecer viral, siga as mesmas indicações dadas para faringite. Mas se você enxergar pus, procure o médico imediatamente.

Laringite

O que é: pode ser confundida com faringite, mas a infecção acontece na laringe e frequentemente é provocada por vírus. A laringe fica mais abaixo no pescoço, na região do pomo de Adão, onde a voz é produzida - não é possível vê-la sem ajuda de aparelhos médicos.

Sintomas: primeiro, aparece dor local na região da laringe. Em seguida, vem a rouquidão e, por último, surge uma tosse seca e irritativa.
Tratamento: siga o mesmo indicado para faringite. E caso a rouquidão dure por mais de uma semana, vá o médico - ainda mais se você beber e fumar muito. Esse ato pode diagnosticar ou prevenir câncer na laringe!

Diga ah!

Abra a boca e veja onde dói. Se consegue enxergar a região, é mesmo uma dor de garganta

Tire suas dúvidas sobre as inflamações
 
Há prevenção para a dor de garganta?
Sim. "O principal é não respirar pela boca, o que resseca a mucosa e facilita o alojamento de bactérias", diz o otorrinolaringologista Fernando Pochini. Além disso, coma bem e evite entrar em contato com fatores que desencadeiem reações alérgicas em você.

O que é irritação na garganta?
É uma inflamação, normalmente causada por refluxo, nariz entupido ou poeira que entrou na garganta. Os sintomas são coceira, secura e sensação de que algo arranha. Para não virar infecção, desobstrua o nariz, lave-o com soro fisiológico e beba bastante água.

Qual a duração de cada caso infeccioso?
Quando é viral, permanece entre três e quatro dias. Já a infecção bacteriana dura mais - e é o uso de antibiótico que diminui o ciclo.

Posso usar pastilhas?
A maioria das pastilhas tem anestésico na fórmula, o que ameniza a dor. Entretanto, "ela não mata o vírus ou a bactéria. Portanto, o melhor é tratar com medicamentos", explica o otorrinolaringologista Ronaldo Frizzarini.

Quando é preciso retirar as amígdalas?
Quando se tem de cinco a sete infecções bacterianas em um ano. Outro motivo acontece quando o pus formado na amigdalite fica represado na amígdala, permitindo que as bactérias se desenvolvam. "Vale lembrar que quem retira amígdala não está livre de ter faringite", diz Ronaldo Frizzarini.  

Mitos e verdades sobre a dor de garganta

 Ela pode evoluir para conjuntivite?
Verdade. Os micro-organismos que atacam a faringe não têm preconceito: eles afetam qualquer mucosa, inclusive a dos olhos. Por isso, quando estiver doente, não ponha as mãos na boca e, depois, perto das pálpebras.

Tomar sorvete causa dor?
Mito. No máximo, alimentos e bebidas geladas constringem os vasos, dificultando a chegada de células de defesa. Isso, todavia, não gera irritação por si só.

Beber água ajuda a prevenir e a tratar o desconforto?
Verdade. O tal muco é composto de 95% de H20. Na falta de líquido, essa barreira natural se torna espessa e, portanto, menos eficaz. Está aí outro argumento para não ficar com sede.

Gargarejo com água morna, sal e vinagre combate os micro-organismos?
Mito. Misturas como essa alteram o pH da garganta. Como é sensível à acidez, ela pode até se irritar com o enxágue, o que só serve para piorar a infecção.

Sair de um ambiente quente para outro frio e seco sem se agasalhar gera mais dor?
Verdade. Essa troca resseca o muco protetor. Desidratado, ele não intercepta as partículas nocivas, que passam a agredir o local. Um casaco atenua a mudança brusca de clima.

Dor de garganta não é contagiosa?
Mito. Como geralmente decorre de vírus ou bactéris, que transitam de uma pessoa a outra pelo ar ou por um aperto de mãos, ela pode passar, sim.

Receitas caseiras para se livrar da dor de garganta

Maçã com mel
Quem está com a garganta inflamada deve evitar consumir líquidos gelados ou muito quentes, pois as temperaturas extremas causam irritação instantânea e pioram o incômodo. Para aliviar a dor, fatie uma maçã, cubra com mel e deixe descansando por três minutos. A fruta reduz a inflamação local enquanto o mel tem ação lubrificante e calmante. Coma cerca de duas unidades por dia.
Gengibre
Trata gripe, dor de garganta e má digestão. Ajuda a aliviar amigdalite, gripes, resfriados, gases, cólicas e dores musculares. Deve ser preparado como chá por infusão. Beba de manhã, à tarde e à noite Atenção: não é indicado para mulheres com menos de três meses de gravidez.

Limão
Faça gargarejo várias vezes ao dia com água morna, suco de limão e uma pitada de sal.


Fonte: Revista saúde