quarta-feira, 19 de abril de 2017

Alimentos que causam dor de cabeça

Café, chocolate, queijo... A lista das comidas por trás da enxaqueca é grande. Conheça as campeãs de reclamação.

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A cena é clássica: o indivíduo começa a se comportar de maneira diferente, a luz e o barulho parecem estar nas alturas e o incômodo é tão forte que a única solução é escapar para um lugar escuro, deitar e esperar a dor passar. Os ataques de enxaqueca, tão tristemente famosos quanto misteriosos, são causados por uma lista longa de fatores, das mudanças bruscas de temperatura ao esforço físico.

“O cérebro de quem sofre com a doença é mais sensível a estímulos e desequilíbrios que normalmente não afetam outras pessoas”, resume Fernando Kowacs, neurologista que coordena o Departamento de Cefaleia da Academia Brasileira de Neurologia. Com a sensibilidade aguçada, para essa turma até um simples lanchinho pode dar origem ao suplício. “Estudos mostram que entre 12 e 60% dos enxaquecosos relatam ter episódios após consumir determinado alimento”, comenta Laís Bhering, nutricionista da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Para entender melhor como uma coisa está ligada a outra, pesquisadores da Universidade de Cincinnati, nos Estados Unidos, revisaram mais de 180 estudos sobre o impacto do menu na dor de cabeça. Eles concluíram que a associação é forte a ponto de justificar uma mudança na abordagem do tratamento. “Atualmente, o foco está nas medicações, mas deveria incluir mais as dietas preventivas e os hábitos alimentares de cada um”, aponta Vincent Martin, médico da instituição americana e um dos autores do trabalho.

A extensa investigação sugere dois caminhos para que as refeições passem de vilãs a coadjuvantes no combate à doença. Primeiro, evitar os ingredientes-gatilho (conheça os principais abaixo), tática que já é utilizada nos consultórios. O passo seguinte é priorizar uma alimentação que espante novas ocorrências.

O problema nessa história é que não dá apenas para dizer que aquela taça de vinho ou o sanduíche do final de semana sejam com certeza os causadores do incômodo. “O fato de um grande número de pessoas ter enxaqueca depois de comer determinado alimento não quer dizer que isso ocorrerá com todo mundo. Os fatores que disparam o problema são muito individuais”, destaca Norma Fleming, neurologista e membro da Sociedade Brasileira para Estudo da Dor Crônica. Portanto, melhor é descobrir o que faz mal antes de adotar um cardápio específico.

Mesmo porque até itens saudáveis, como castanhas, frutas cítricas e banana-nanica, podem desencadear crises em sujeitos sensíveis. Ainda não se sabe muito bem por que isso ocorre, mas a teoria mais aceita diz que algumas substâncias desses e de outros quitutes estimulariam além da conta o sistema trigeminal, conjunto de nervos que recobre parte dos vasos sanguíneos da cabeça. “Com a sensibilização excessiva, a própria dilatação promovida pelo sangue circulando incomodaria, daí a dor pulsante”, desvenda José Geraldo Speciali, da USP de Ribeirão Preto.

Como não há suspeitos únicos para todos os casos, restrições agressivas estão fora de cogitação antes de uma confirmação sobre os motivos por trás do distúrbio. O trabalho americano analisou, por exemplo, a retirada do glúten das garfadas e viu que a proibição só evitava cefaleia em portadores de doença celíaca, que não toleram a proteína de jeito nenhum.

Já os regimes que proíbem carboidratos geram polêmica. Embora o cérebro dependa da glicose obtida dessas moléculas para trabalhar direito, há indícios de que sua limitação seja benéfica para os enxaquecosos. “Para compensar a falta, o organismo usa gordura para produzir corpos cetônicos, uma espécie de substituto, que teria efeito preventivo”, aponta Martin. “Mas esse tipo de regime é perigoso. Só deve ser adotado por recomendação médica e demanda monitoramento constante”, avisa.

Se por um lado o cardápio não deve ser alterado bruscamente, por outro há nutrientes que trazem, sim, alívio nesse cenário angustiante. O ômega-3, gordura do bem presente no azeite e nos peixes, é precioso aqui em razão do seu efeito anti-inflamatório — suspeita-se que a enxaqueca seja financiada pela abundância de moléculas inflamatórias em circulação. Na mesma linha de pensamento, perder peso e fazer atividades físicas ajudam porque o excesso de gordura financia a inflamação — e o exercício aumenta a tolerância às fontes do estorvo. Encher o prato de vegetais, ricos em antioxidantes, também tem efeito protetor nesse sentido.

Para encontrar o vilão, só mesmo ficando bem atento ao que não cai bem. “Se o incômodo ocorre três em cada quatro vezes que você ingere aquilo, é bem provável que esse seja um gatilho importante”, explica Martin. E isso não quer dizer que é comeu, doeu. “O mal-estar se manifesta até 48 horas depois da refeição”, complementa Laís. Uma das táticas recomendadas pelos experts é manter um diário da dor, no qual cada episódio é anotado junto com os hábitos alimentares, de sono e ansiedade — que são outros fatores intimamente ligados à cefaleia.

Aliás, é importante vigiar os demais cúmplices dessa encrenca (confira alguns abaixo), que é considerada pela Organização Mundial da Saúde a sexta doença mais incapacitante no planeta. O limite do organismo ultrassensível não é preestabelecido. “O sistema límbico, que controla nossas emoções, está envolvido no surgimento da dor. Logo, se estivermos mais ansiosos ou cansados, há um risco maior de o alimento fazer mal”, esclarece Norma Fleming. Seja como for, o ideal é procurar um especialista para descartar outras doenças e apurar por que enxaquecas mal resolvidas podem virar crônicas. Daí, o buraco é mais embaixo — e merece outra reportagem.

Café

Ele e o cérebro vivem uma relação quase sempre de amor. Tanto é que, na maioria das vezes, é a falta de cafeína que causa panes — aliás, ela até está presente em vários analgésicos justamente por potencializar a ação de alguns princípios ativos. “Quem toma a bebida diariamente pode sentir desconforto depois de mais de 24 horas sem nenhuma dose”, explica Vincent Martin.
Nesse contexto, se experimenta literalmente uma crise de abstinência. “Se for o caso, uma xícara no começo do episódio até alivia um pouco”, ensina José Geraldo Speciali, neurologista da Universidade de São Paulo (USP), em Ribeirão Preto.

Por outro lado, o exagero faz mal especialmente aos pouco habituados, mas não só a eles. “Beber quantidades maiores do que 400 miligramas por dia aumenta o risco de a ansiedade aparecer mesmo se a pessoa estiver acostumada, o que piora a enxaqueca”, completa o médico. Os especialistas recomendam que o consumo fique em no máximo três xícaras por dia. Vale lembrar que há cafeína também nos refrigerantes, suplementos de academia e em outras bebidas.

Realçadores de sabor

O aditivo alimentar mais associado ao transtorno é o glutamato monossódico. A substância tem vocação natural para atuar na massa encefálica. “O que se acredita é que a presença dele excita o sistema nervoso, ocasionando a dor”, detalha Laís, da UFMG.
No entanto, o ácido glutâmico, a base desse ingrediente, está presente naturalmente em alimentos como carnes, queijos e alguns legumes. Por isso, é difícil dizer se é ele mesmo o culpado. Parece que a encrenca se dá com a versão feita em laboratório e encontrada em congelados, no molho de soja e em outros industrializados. Ah, o estudo da Universidade de Cincinnati mostrou que há uma variante mais perigosa desse item. “Sua absorção aumenta quando ele está diluído em preparos líquidos”, destaca Vincent Martin.

Salaminhos e companhia

Aqui o culpado é outro composto químico: o nitrito, usado para preservar a cor rosada e dar sabor curado e defumado ao bacon, à salsicha e a embutidos em geral. Em excesso, ele favorece a vasodilatação, o que não é ruim — a menos que você esteja entre os 15% dos brasileiros que têm enxaqueca.
Nesse grupo, o relaxamento dos vasos quando o sangue passa causa dor porque as terminações nervosas que recobrem esses caminhos estão hipersensíveis. Aí qualquer onda é percebida como um tsunami. “Mas vale esclarecer que a vasodilatação é precedida por outros fenômenos e não é a causa em si do problema”, diferencia Kowacs. “Agora, a influência do nitrito sobre outras substâncias pode ocasionar uma crise até seis horas depois de ele ser ingerido”, completa.

Álcool

Não é preciso nenhum estudo para perceber que a bebedeira bagunça a cabeça. Por isso, vale aqui uma diferenciação. Há a dor da ressaca, causada pela desidratação e por outros efeitos do abuso de álcool no organismo, e há a enxaqueca disparada por drinques específicos, quando basta uma dose para estragar a happy hour. Nesse quesito, o campeão é o vinho tinto, cheio de moléculas benéficas para as artérias, mas disparadoras de dor para alguns azarados. E, diferentemente do que muita gente pensa, não é a qualidade ou a origem da bebida que fazem estrago.
“Um estudo já comparou as queixas depois de goles de rótulos nacionais e importados e viu que mais gente reclamava após tomar o vinho francês”, conta Kowacs. Também, entram no rol inglório de perturbadoras da paz cerebral a vodca, a cerveja e outras bebidas fermentadas. “Parece haver uma ação das aminas presentes no líquido em alguns neurotransmissores envolvidos no desenvolvimento da crise”, aponta Laís. Nesse caso, não tem muita solução a não ser cortar as taças da rotina até que o problema esteja sob controle. Já para evitar a dor de cabeça comum, a dica é tomar água entre as doses e não brindar de barriga vazia — além de beber com moderação, sempre.

Chocolate

Eis um clássico na lista. É que o cacau contém teobromina, substância com efeito estimulante e vasodilatador também encontrada no vinho tinto — e algumas pessoas são sensíveis a ela. O chocolate branco até tem essa molécula, mas em menores quantidades. E há ainda uma associação curiosa nessa história: o desejo incontrolável pelo doce. “Muitos dizem que o chocolate foi o estopim, mas na verdade a própria fissura já é um sinal do comportamento alterado que precede a crise de enxaqueca em 60% dos casos”, decifra Kowacs.
A fase que antecede o sofrimento é chamada de pródromo e começa até dois dias antes da dor em si. Além da vontade intensa, durante esse tempo é normal sentir alterações de humor, como irritabilidade, euforia e picos de energia, sem contar perrengues como enjoo. O quadro ainda está sendo investigado pela ciência, mas já se sabe que provoca alterações no hipotálamo — importante região do cérebro que comanda a resposta emocional ao metabolismo — e diminui o nível de alguns neurotransmissores.

Queijos

Embora os gordurosos levem a fama, qualquer variedade é capaz de ofender o sistema nervoso dos mais suscetíveis. “Como são derivados lácteos, todos os queijos possuem componentes que servem de gatilho à dor, a exemplo de proteínas grandes demais para serem digeridas e potencialmente alergênicas”, diz Laís. Nos organismos mais sensíveis, essas proteínas são confundidas com agentes agressores e atacadas pelas defesas do corpo, numa reação em cadeia que leva ao desconforto.
Mas a balança pesa mesmo para os tipos mais calóricos, caso do gorgonzola e do parmesão, e os curados e envelhecidos. “Ainda não temos muitos estudos sobre os mecanismos desse processo, mas parece que a própria gordura, presente em maiores quantidades, favoreceria o ataque”, completa a nutricionista. Sem contar que o queijo tem tiramina, componente encontrado em outros itens desta lista negra como o… vinho!

Outros fatores que abalam a cuca

Jejum
A fome e a sede dão dor de cabeça mesmo em quem não sofre com a enxaqueca. E pelo motivo mais óbvio: a falta de combustível para o cérebro.

Sono
As poucas horas de descanso refletem no dia seguinte, mas até o excesso de tempo na cama pode bagunçar o coreto. O ideal é manter a rotina.

Ambiente
Cheiros fortes ou mesmo bem específicos, como certo perfume, claridade, luzes coloridas e muito barulho também entram na lista.

Estresse
É batata: se a tensão está em alta, não há dieta que dê conta de aliviar a dor. Não é à toa que ele é considerado o principal desencadeante das crises.

Doenças
O médico precisa ser consultado sempre para descartar outros males que têm a cefaleia como sintoma, a exemplo de derrames, meningite e até tumores.


Fonte: Revista saúde

terça-feira, 28 de março de 2017

Reutilizar agulha de insulina coloca saúde de diabéticos em risco

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Um posicionamento oficial inédito da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) apontou os perigos dessa e de outras práticas comuns.



A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e os fabricantes recomendam usar a agulha para a aplicação de insulina apenas uma vez. Mas um novo relatório da SBD mostra que metade dos portadores de diabete desconsideram essa norma — alguns reutilizam cada uma até cinco vezes.

“Reaproveitadas, as agulhas perdem a fiação e sofrem alterações, com risco de quebra e bloqueio do fluxo, por causa da cristalização da insulina”, explica Carolina Mauro, Consultora Educacional da multinacional de tecnologia médica BD.

Outro problema que pode ocorrer por causa do manejo inadequado das agulhas é a lipo-hipertrofia. Esse quadro de nome complicado nada mais é do que um acúmulo de gordura na pele. Só não pense que estamos falando de uma consequência meramente estética. Quando aplicada nas regiões com esses “caroços de gordura”, a insulina demora mais para ser absorvida.
Resultado: em um primeiro momento, o paciente pode apresentar um pico de glicemia, que danifica os vasos sanguíneos e eventualmente até gera tontura. Depois, com a liberação tardia no sangue, corre o risco de entrar em um perigoso estado hipoglicêmico — nos casos mais graves, ele entra em coma.

O documento aponta que a reutilização está relacionada a conveniência, economia, falta de material e preocupação ambiental. Ou seja, enquanto os portadores precisam se esforçar um pouco mais para seguir as orientações médicas e programar a aquisição de agulhas com antecedência, as autoridades devem resolver questões de oferta dos insumos médicos, principalmente no setor público.

O tamanho da agulha

Outra recomendação da SBD: priorizar agulhas curtas, de, no máximo, quatro milímetros em caneta injetora e seis milímetros em seringas. Elas são mais confortáveis e seguras, além de reduzirem o risco de o hormônio ser depositado indevidamente no músculo.

Fonte: Revista saúde

quarta-feira, 15 de março de 2017

Novo tratamento para salvar a próstata

Procedimento simplifica o combate ao segundo tumor mais comum entre os homens


 Cientistas do Instituto Weizmann de Israel criaram uma terapia que promete revolucionar a batalha contra o câncer de próstata inicial. Ela envolve aplicar um remédio e jogar uma luz infravermelha na glândula durante um procedimento cirúrgico. “Alcançamos 80% de cura com uma única aplicação”, revela o urologista Paulo Palma, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).



Outro ponto positivo é a ausência de efeitos colaterais. “Isso é uma coisa muito rara de se ver em medicina”, destaca Palma. Já aprovada em Israel e no México, a técnica está em análise no Brasil, na Europa e nos Estados Unidos. Veja como funciona:

 
Radiação contra casos avançados

Chega ao Brasil uma opção inédita para contra-atacar as ramificações do câncer de próstata avançado e resistente à castração. Calma que explicamos: trata-se de uma parcela de casos (cerca de 20%) em que a enfermidade evolui mesmo quando os médicos cortam a testosterona, hormônio que faz o tumor crescer.

O Radio 223, da farmacêutica Bayer, age nas células cancerosas que saíram da glândula e se instalaram nos ossos – é a metástase. “Nos estudos, ele diminuiu o número dessas complicações e aumentou a qualidade de vida dos pacientes”, resume o oncologista Fernando Maluf, do Hospital São José, na capital paulista.

Fonte: Revista saúde

terça-feira, 7 de março de 2017

10 tipos de farinha que podem substituir a de trigo

farinhasDe arroz, aveia, sorgo, maca... Conheça os benefícios de cada uma dessas versões e aprenda a inclui-las em receitas.

 

Em uma visita rápida ao supermercado, dá para perceber que a oferta de farinhas é imensa. Tem de aveia, de linhaça, de arroz, de amêndoa e a tradicionalíssima de trigo, entre outras à base de leguminosas e frutas.

A diversidade é tão grande que o consumidor fica sem saber qual a mais indicada para variar o sabor de pães, bolos, biscoitos e afins. Segundo Beatriz Tenuta Martins, professora de nutrição e gastronomia do Senac, em São Paulo, algumas opções, como a de grão-de-bico, oferecem benefício duplo. “Além de nutritiva, tem boa funcionalidade. Ou seja, interage com os ingredientes nas receitas, com ótimos resultados”, diz.

As novas versões atendem tanto quem é intolerante ao glúten — proteína existente em alguns cereais — quanto aos que desejam apenas enriquecer o cardápio. Para ajudá-lo a fazer a melhor escolha, elaboramos um guia com dez produtos disponíveis no Brasil. Cada um oferece vantagens e limitações. Agora é só experimentar pra ver…

Farinha de amêndoa

Sua marca registrada é a presença de vitamina E, um antioxidante de respeito que evita danos às células do organismo. “Como as demais oleaginosas, a amêndoa é rica em gordura poli-insaturada, importante na produção dos hormônios sexuais, no transporte de vitaminas e no controle do colesterol”, afirma a nutricionista Elaine Pádua, pós-graduada em nutrição e doenças crônicas e degenerativas pelo Instituto de Pesquisa e Ensino do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo.

Essa farinha pode ser usada em biscoitos, muffins, bolos, cupcakes e até para empanar alimentos, em substituição à farinha de rosca. Uma dica importante, dada pela nutricionista Anita Sachs, da Universidade Federal de São Paulo, é armazená-la com cuidado. Se o recipiente não estiver bem fechado, a farinha vai oxidar e adquirir um sabor rançoso.
Preço médio: R$ 27,80 (150 gramas).*
 
Farinha de arroz
Quem não pode consumir glúten a elege como a substituta ideal pelo preço acessível e por ser encontrada com facilidade. É vendida nas versões branca ou integral.
“Fonte de energia e fibras, essa farinha auxilia o funcionamento do intestino e contribui para a saúde do coração”, afirma Beatriz Botequio, nutricionista da Equilibrium Consultoria, de São Paulo. Ela possui ainda baixo índice glicêmico, minerais (magnésio, manganês e fósforo) e vitaminas do complexo B.

Como usá-la? Ora, experimente-a no preparo de pães, quiches, bolos, mingaus, pudins e vitaminas.

Só tem um porém. Uma pesquisa recente, conduzida pela Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, sugere que o arroz concentra metais tóxicos, como arsênio e mercúrio (usados nos fertilizantes). Pelo sim, pelo não, convém não exagerar.
Preço médio: R$ 4,90 (200 gramas).*

Farinha de aveia

É das mais versáteis e saudáveis do mercado. Possui um tipo de fibra solúvel, a betaglucana, que retém água e forma um gel no aparelho digestivo, aumentando a saciedade. Aliás, são essas mesmas moléculas que ajudam a capturar o colesterol no sangue.

Biscoitos, panquecas, mingaus, bolos e massas de tortas salgadas estão entre os preparos que podem incluir a farinha de aveia. Anita Sachs só alerta para o cuidado que devemos ter com outros ingredientes adicionados às receitas. “Como nem todas as versões de farinhas são panificáveis, muitas vezes é preciso dar equilíbrio adicionando gordura. É importante considerar esses percentuais para não exagerar”, diz.

No Brasil, já existe uma marca que comercializa a versão sem glúten do produto. Sim, embora a aveia não contenha essa proteína dentro de si, ela é comumente processada, armazenada e transportada junto com o trigo. Assim, resquícios de glúten podem ir para dentro do pacote.
Preço médio: R$ 11,80 (200 gramas).*

Farinha de sorgo

Embora seja mais conhecido na Europa do que por aqui, esse grão tem composição nutricional semelhante à do milho — com mais proteínas e fibras e menos gordura. Ele ainda fornece minerais como ferro, cobre, fósforo e potássio.

Agora, a farinha tem sabor mais forte e deixa as receitas um pouco mais secas, o que pode ser compensado pela adição de líquidos. Prepare bolos, pães, biscoitos e panquecas com ela.
Preço médio: R$ 12 (250 gramas).*

Farinha de chia

As pequenas sementes que compõem essa farinha são velhas conhecidas de vegetarianos e veganos por suas qualidades nutricionais e por substituírem o ovo em diversas receitas — mesmo papel da linhaça. “Ela auxilia no funcionamento intestinal, na saúde do coração e no controle de peso”, afirma Beatriz Botequio.

Esses benefícios são resultado de nutrientes antioxidantes, fósforo, magnésio, potássio e vitaminas. É ideal para preparar pães, bolos, tortas e servir sobre saladas e em vitaminas.
Preço médio: R$ 9,90 (200 gramas).*

Farinha de linhaça

Até por ofertar fibras e gorduras saudáveis, seu consumo frequente ajuda a reduzir peso. Pois é: essas substâncias estimulam a saciedade.

A farinha de linhaça dourada, aliás, também é cheia de ômega-3. “Ela carrega ácido alfa linolênico, que controla os níveis de colesterol e diminui os processos inflamatórios”, acrescenta Elaine.

Teste a farinha de linhaça para preparar bolos, sobretudo nas receitas veganas. Ou a acrescente em receita de tortas ou nas saladas.
Preço médio: R$ 9,20 (200 gramas).*

Farinha de quinua

O alto teor de proteínas da quinua a torna uma alternativa para alimentos de origem animal. “É um grão completo, com fibras, vitaminas, minerais e aminoácidos essenciais, como o triptofano”, ensina Beatriz Botequio.

O tal triptofano é responsável pela diminuição da vontade de atacar comidas calóricas, além de melhorar o humor, controlar o peso e reduzir o risco de desenvolver doenças crônicas. Fica excelente em massas de tortas salgadas.
Preço médio: R$ 12,80 (150 gramas).*

Farinha de maca peruana

Mais conhecida no universo fitness, essa farinha está ganhando espaço entre nutricionistas por suas doses fartas de fibras, vitaminas, zinco, cálcio e ferro.

“Como ajuda a modular os hormônios, tem fama de afrodisíaca”, diz Elaine. A farinha, feita com uma planta que lembra o rabanete, carrega carboidratos, garantindo o pique e a energia de quem se exercita regularmente. É deliciosa em vitaminas.
Preço médio: R$ 34 (150 gramas).*

Farinha de grão-de-bico

“Trata-se de uma ótima opção para incluir proteínas na alimentação”, afirma Beatriz Botequio. Como ainda concentra fibras e vitaminas aos montes, é considerada uma das mais nutritivas.
Segundo Beatriz Tenuta Martins, essa versão é a que melhor se adapta aos preparos que tradicionalmente usam farinha de trigo. “Nem toda farinha pode substituir a de trigo sem adaptações na receita”, ensina. “A que oferece os resultados mais próximos aos obtidos com o glúten é realmente a de grão-de-bico, principalmente em pães”, reforça.
Preço médio: R$ 7,90 (200 gramas).*

Farinha de berinjela

Rica em pectina — uma fibra solúvel presente na parede celular das plantas —, ela promove a sensação de saciedade. Como se fosse pouco, a farinha contribui no controle da glicemia do colesterol ruim.

Esse produto cai bem em tortas salgadas. Contudo, há quem se aventure a fazer vitaminas com ela.
Preço médio: R$ 19,40 (150 gramas).*

E a farinha de trigo?

Dados da Associação Brasileira das Indústrias de Trigo (Abitrigo) mostram que o brasileiro ingeriu, em média, 40 quilos dessa farinha em 2015. O consumo inclui desde receitas feitas em casa a produtos industrializados.

A branca ainda é a preferida no nosso país. Um reduto de carboidratos simples, ela passa por um processo de refino que retira parte de suas fibras, nutrientes e vitaminas (contidos na casca do grão).

Por isso, na dúvida, prefira a opção integral — que preserva essas substâncias benéficas. Ambas têm a mesma quantidade de calorias.

Beatriz Tenuta Martins defende a necessidade de montar um cardápio que privilegie alimentos naturais. “A tendência atual da nutrição é buscar uma dieta equilibrada, com mais fibras e menos gordura, açúcar, sal e processados. Esses cuidados evitam uma série de doenças crônicas e obesidade”, arremata.

Tem até versão à base de frutas!

Embora a definição correta para farinha seja “o produto obtido com a moagem de grãos de cereais”, como explica Beatriz Tenuta, hoje a variedade de itens enquadrados nessa categoria é tão grande que inclui os feitos com casca, miolo ou resíduos de frutas. As farinhas mais badaladas do momento são a de coco, de maracujá, de uva e de banana-verde.
As versões de coco e maracujá, por exemplo, são riquíssimas em fibras (e também vêm sem glúten). Já a de uva tem resveratrol, potente antioxidante.

Todas podem ser usadas para compor granola caseira, bolos, vitaminas e tortas. Mas a queridinha da nutricionista Elaine Pádua é a de banana-verde. “Ela possui amido resistente, que dá saciedade e ajuda a manter vivas as bactérias intestinais benéficas”, afirma. “E sabemos que o intestino é o segundo cérebro.”

É farelo ou farinha?

A nutricionista Beatriz Botequio explica a diferença: “O farelo é obtido da parte externa do grão, a casca. Já as farinhas vêm da parte interna (quando refinada) ou, no caso das integrais, das partes interna e externa”.

O que isso quer dizer? O farelo e a farinha integral são mais nutritivos por usarem partes do grão ricas em fibras.

* Preços pesquisados em fevereiro de 2017 em lojas de produtos industrializados.
 
Fonte: Revista saúde

sexta-feira, 3 de março de 2017

Uma simples técnica culinária pode afastar o diabete

Evitar altíssimas temperaturas ao cozinhar certos alimentos evita a formação de substâncias que fomentam o diabete e outras doenças.

 Legumes

Somando duas décadas de estudos sobre substâncias chamadas AGEs, o nefrologista Jaime Uribarri, da Faculdade de Medicina Icahn, em Monte Sinai, nos Estados Unidos, guarda motivos de sobra para não nutrir simpatia por tais moléculas. “Temos vários experimentos indicando que uma dieta rica em AGEs causa doenças”, justifica.
Mas onde estão as inimigas? Bem, seu surgimento depende das técnicas culinárias que empregamos. Nesse sentido, fritar é uma furada. Em busca de mais evidências sobre esse tema, Uribarri dividiu 100 indivíduos obesos em dois grupos.

Apenas um deles recebeu a orientação de fugir das altas temperaturas e, no lugar, cozinhar os alimentos na água ou no vapor, por exemplo. “Foram justamente essas pessoas que apresentaram melhoras em relação a indicadores de inflamação e estresse oxidativo. Também notamos que caiu a resistência à insulina, fator precursor do diabete”, conta o médico. É ou não é para rever o jeito de preparar as refeições?

Um poço de AGEs

De acordo com o pesquisador americano, a produção dessas moléculas é intensa em condições que usam o que ele define como “calor seco”. “Desculpe, isso inclui o churrasco brasileiro”, brinca o médico. Fazer a marinada com ervas, usar peças menores de carne e virar os bifes com frequência minimizam o surgimento das substâncias na grelha.

Sem perigo e com sabor

Você pode fazer um prato pobre em AGEs e gostoso usando sua imaginação como cozinheiro. “Nós sugerimos que as pessoas usem quantas especiarias desejarem”, diz Uribarri. Ele também recomenda marinar os alimentos no limão ou no vinagre antes de cozinhá-los.

 Fonte: Revista saúde

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Novo tratamento para varizes chega ao SUS

Escleroterapia com espuma promete diminuir a fila de pacientes que aguardam pela cirurgia contra esse problema. Veja os prós e os contras.

 novo-tratamento-para-varizes-chega-ao-susCerca de 70% dos adultos brasileiros têm algum tipo de varize, estima o Ministério da Saúde. E engana-se quem pensa se tratar de uma chateação meramente estética — aos poucos, o quadro evolui e o acúmulo de sangue nas pernas pode gerar complicações como dores, inchaço e até trombose.


A boa notícia é que, no início de fevereiro, o Sistema Único de Saúde (SUS) começou a disponibilizar a chamada escleroterapia. A princípio, haverá uma priorização para os casos mais graves, que geralmente envolvem o comprometimento da safena (veia que vai do tornozelo à virilha).

“Uma das principais vantagens dessa técnica é a ausência de cortes e internação. O procedimento é realizado no ambulatório e o paciente volta para casa no mesmo dia, sem necessidade de repouso absoluto”, explica Solange Evangelista, membro da diretoria do Departamento de Doenças Venosas da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular, de Minas Gerais.

Funciona assim: com o auxílio de um aparelho de ultrassom, o profissional injeta no indivíduo um medicamento em forma de espuma a fim de obstruir a veia doente. Aí o organismo passa a utilizar outras vias, o que normaliza o fluxo sanguíneo.

“Em média, três ou quatro sessões já proporcionam um resultado satisfatório”, diz Solange. Ela destaca também que quase não existem contraindicações, mas é importante passar pela avaliação de um médico de confiança — quem apresenta algum tipo de alergia ao remédio utilizado na escleroterapia com espuma, por exemplo, deve optar pela cirurgia.

O ponto negativo da técnica está relacionado ao risco de reincidência. Ao longo do tempo, a espuma pode se dissolver. “Por isso, quando se fala em alternativas à remoção da safena, os aparelhos de laser e radiofrequência tendem a ser mais eficazes em pacientes sem trombose, porque fecham essa veia em uma única sessão por meio do calor”, afirma Igor Rafael Sincos, chefe de cirurgia vascular do Hospital Geral de Carapicuíba, em São Paulo.

Seja para prevenir o aparecimento de varizes ou garantir a eficácia do tratamento escolhido, alguns cuidados relativamente simples fazem diferença. Evite passar longos períodos em pé ou usando sapatos de salto alto, controle o peso corporal e a pressão arterial, pratique atividade física regularmente e, acima de tudo, não ignore os sintomas da doença por mais comuns que pareçam.

Fonte: Revista saúde

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

4 motivos para beber café

Quem não dispensa o cafezinho vê a saúde sair ganhando – desde que sem exageros.

 Café faz bem à saúde

 

O café já teve má fama aos olhos da nutrição mas deu a volta por cima. De estudo em estudo, a bebida preferida dos brasileiros mostra que tem, sim, um valor na dieta. Confira alguns de seus efeitos:

1- Dá pique extra para malhar

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Um dos elementos mais polêmicos de sua fórmula é a cafeína. Ela costuma gerar desconfiança principalmente por causa do poder estimulante, capaz de acelerar as batidas do coração. Isso não seria bacana especialmente para quem já convive com uma doença cardíaca. Porém, contudo, todavia…
Pesquisas apontam que, em doses moderadas, ela não causa transtornos. Na verdade, traria benefícios, como aumento da tolerância para a realização de exercícios. Agora, tem um detalhe: o café abriga cafestol e cafeol, substâncias capazes de fazer o colesterol no sangue subir. Por isso, para o peito não ficar na corda bamba, a bebida tem que ser preparada com filtro de papel ou coador de pano. É que eles ajudam a reter essa dupla.

2- Reduz fadiga e aumenta a concentração

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O papo sobre cafeína ainda não acabou, não. Um efeito célebre da substância ocorre lá na cabeça. Ela estimula os neurônios, ora. Isso porque leva a um maior consumo de energia pela massa cinzenta, causando uma elevação no fluxo sanguíneo na região. Essa cascata de eventos culmina na redução da fadiga e no aumento da capacidade de concentração e da memória. Não à toa, ficamos mais preparados para começar o dia depois de uma xícara de café.

3- Protegeria até contra o câncer

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O café não é feito apenas de cafeína – para ter ideia, ela corresponde a 2,5% da sua composição. O líquido agrega mais substâncias prestigiadas, das quais se destacam os ácidos clorogênicos, representantes do pelotão antioxidante. Por causa desse combo do bem, investir no cafezinho representa, como relatam estudos, proteção frente a diversos tipos de câncer. Uma das explicações para isso tem a ver com o fato de ele blindar as células contra estragos.

Mas, de novo, não pode exagerar. Estima-se que o ideal é tomar, no máximo, cinco xícaras ou copinhos de 50 mililitros por dia. Existem indícios, aliás, de que extravasar na dose poderia elevar o risco de certos tumores em pessoas propensas. Algumas medidas podem ajudar nesse sentido: priorize o café coado (ou filtrado), que retém moléculas potencialmente nocivas, evite tomar a bebida pelando (melhor esperar uns minutinhos para esfriar e não agredir as células da boca e da garganta) e procure não ingeri-la de um dia para o outro.

4- Ajuda no controle do diabete do tipo 2

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É que os benditos ácidos clorogênicos do pretinho são relacionados a uma absorção mais gradual da glicose. Com isso, a produção e liberação da insulina ocorrem de maneira harmoniosa, o que é ótimo para quem tem diabete. Mas não adianta nada aguardar essa benesse se lotar a bebida de açúcar, né? Se o seu paladar é daqueles que exigem um gostinho mais doce, a dica é colocar a menor quantidade de açúcar possível, mel ou adoçantes dietéticos.

Para aproveitar melhor

Invista no pó de cor marrom-clara, por exemplo. O tom escuro indica que ele foi submetido a altas temperaturas por tempo prolongado, o que leva embora compostos benéficos. Depois de abrir a embalagem, coloque-a em um recipiente plástico hermético e guarde em local fresco ou, de preferência, na geladeira.

Fonte: Revista saúde