sexta-feira, 23 de junho de 2017

Álcool pode ser mais prejudicial para as mulheres

bebidas-alcoolicas-afetam-homens-e-mulheres-de-maneiras-diferentesEstudo sugere que, especificamente no sexo feminino, as bebidas alcoólicas estão associadas a maiores níveis de açúcar no sangue, indicativo do diabetes.

 

 

O abuso de cerveja, vinho e afins não faz bem para ninguém — mas, pelo menos quando o assunto é diabetes, parece que a ala feminina sofre ainda mais. O alerta veio da Universidade de Umeå, na Suécia, onde pesquisadores acompanharam 897 pessoas dos 16 aos 43 anos.

Ao final desse período, os voluntários tiveram a glicemia (açúcar circulante no sangue) medida e preencheram um questionário sobre a quantidade de álcool que costumavam tomar. As mesmas perguntas foram respondidas aos 18, 21 e 30 anos.

De modo geral, constatou-se que os homens ingeriam mais bebidas alcoólicas e apresentaram uma glicemia maior em comparação às mulheres. No entanto, foi somente nelas que os cientistas notaram a relação entre um consumo alto e uma quantidade maior de açúcar no sangue após os 40 anos. Aqui, cabe lembrar que taxas dessa substância cronicamente elevadas definem a presença do diabetes.

Ainda não se sabe por que o organismo feminino reage de maneira diferente aos drinques. “O etanol, porém, já foi ligado à resistência insulínica em outros trabalhos por favorecer o acúmulo de gordura no fígado”, destaca o endocrinologista João Eduardo Salles, membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM). Nesse sentido, tão importante quanto a moderação nas doses é adotar bons hábitos, como seguir uma dieta saudável e praticar atividade física regularmente.

Uma noitada por mês regada a quatro ou mais latinhas de cerveja com 5 a 6% de teor alcoólico já extrapolaria o limite mensal observado, que fica na casa dos 48 gramas de etanol segundo o experimento em questão. Mas, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), as pessoas deveriam evitar ingerir mais de 30 gramas de álcool por dia.

Fonte: Revista Saúde

 

quarta-feira, 31 de maio de 2017

Coma fibras para aplacar a artrose

fibras-contra-a-artroseAumentar o consumo desse nutriente aliviaria dores no joelho típicas desse problema, também conhecido como osteoartrite.

 

Muito se fala sobre as vantagens de uma dieta rica em fibras para o funcionamento do intestino. Mas uma revisão de dois estudos publicada recentemente no periódico científico Annals of the Rheumatic Diseases surpreendeu ao exaltar a substância, encontrada em frutas, hortaliças e cereais, em casos de osteoartrite — a popular artrose.

Antes de pular para as conclusões, cabe entender um pouco melhor a tal revisão. No primeiro artigo examinado, de 4051 voluntários escolhidos, 869 tiveram sintomas de osteoartrite no joelho, como dores e rigidez, e 152 apresentaram evidências da doença em exames anuais de raio-x. Outros 1 964 relataram mais dores na região ao fim do período de análise (quatro anos), embora isso não necessariamente firme o diagnóstico de artrose.

Já no segundo, 971 participantes foram selecionados. Depois de nove anos, 143 deles sofreram com os sintomas e 175 demonstraram alterações relacionadas ao problema nos testes de imagem.

Os integrantes de ambas as turmas tinham mais de 50 anos e, em média, consumiam de 15 a 19 gramas de fibras diariamente — em geral, recomenda-se 25 gramas. Acontece que aqueles que costumavam colocar mais aveia, leguminosas, mamão e companhia no cardápio eram de 30 a 61% menos propensos a reclamar de desconfortos no joelho provocados pela osteoartrite.

Atenção: não houve relação significativa com a prevenção da doença em si. Prática de atividade física, lesões e cirurgias no joelho, uso de medicamentos, tabagismo, alcoolismo e outros fatores de risco para essa condição foram considerados. E mesmo descartando todos esses hábitos, as fibras seguiram como um fator protetor.

Os responsáveis pelo levantamento não sabem exatamente como essa substância atua a favor das juntas. Aliás, como se trata de um estudo de observação, novas pesquisas precisam ser feitas para confirmar uma ligação de causa e efeito. Contudo, especula-se que o consumo de fibras, por oferecer uma série de benefícios à saúde (do controle da glicemia ao da pressão), no mínimo pode melhorar a qualidade de vida como um todo, o que ajudaria a amenizar os desconfortos. É esperar para ver.

Fonte: Revista saúde

terça-feira, 23 de maio de 2017

Exercícios cardiorrespiratórios contra a gordura no fígado

Corrida, ciclismo, natação e afins auxiliam na prevenção da esteatose hepática

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Especialistas continuam incansáveis na difusão das vantagens da atividade física. O achado da vez, publicado no periódico científico Medicine & Science in Sports & Exercise, afirma que qualquer exercício cardiorrespiratório ajuda a afastar a esteatose hepática, caracterizada por um acúmulo de gordura no fígado que pode levar a um câncer ou mesmo à falência do órgão.
 
Para chegar a essa conclusão, os experts analisaram informações médicas de 463 pessoas entre 30 e 47 anos. Aqueles que se saíram melhor no teste da bicicleta ergométrica — um indicativo de prática regular de atividade física — apresentaram, posteriormente, menores taxas de gordura no fígado em um exame de ultrassonografia. Simulação de corrida de bicicletas: Pista eletrônica para ginástica.

Tabagismo, alcoolismo e outros fatores de risco para a esteatose hepática foram considerados no estudo. Aliás, até mesmo os voluntários obesos tiraram proveito do benefício em questão. Mas vale reforçar: a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda um mínimo de 150 minutos de atividade física moderada por semana.
Fonte: Revista saúde

terça-feira, 16 de maio de 2017

Navegue nas redes sociais sem botar a saúde em risco

Cada vez mais conectados, encurtamos distâncias, ganhamos tempo e fazemos amigos. Mas, sem bom senso, já tem gente pagando um preço: o bem-estar.

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Imagine a cena: você está mergulhando nas Bahamas e, de repente, dá de cara com um tubarão. O que faria? Fugiria dali o mais depressa possível, ficaria imóvel para despistar o bicho ou tiraria uma foto dele para postar no Facebook? Parece piada, mas a história aconteceu com o jornalista Daniel Sieberg. Em vez de temer pela própria vida, o canadense de 45 anos lamentou não ter levado seu smartphone para registrar o encontro. De volta à terra firme, Sieberg começou a desconfiar de que algo estava errado.

Foi quando impôs a si mesmo uma rigorosa “dieta digital”, que culminou com oito meses desconectado das redes sociais. A experiência estimulou o jornalista a escrever The Digital Diet (“A Dieta Digital”, ainda inédito no Brasil) e a bolar um Índice de Massa Virtual para avaliar se o uso que as pessoas fazem da internet é saudável ou não. “Não dá mais para viver sem tecnologia. Mesmo assim, para não ter recaídas, tomo alguns cuidados: não levo o celular para o quarto, não atendo ligações na hora das refeições e, sempre que posso, privilegio o real em vez do virtual”, declara.

Sieberg está coberto de razão quando diz ser difícil escapar desse mundo movido a celular, tablet, computador e outros aparelhos. Segundo a consultoria Strategy Analytics, o número de indivíduos conectados a redes sociais em dezembro de 2015 bateu na casa dos 2,2 bilhões, algo em torno de 31% da população mundial. A campeã de usuários é o Facebook (1,4 bilhão), seguido de WhatsApp (1 bilhão) e Messenger (900 milhões). Por aqui, oito em cada dez internautas têm perfil na rede criada por Mark Zuckerberg. Os brasileiros estão entre os maiores aficionados de redes sociais do planeta. Somos 93,2 milhões de usuários ativos que gastam 650 horas por mês navegando nessas mídias.

E a saúde com isso?!

Ficar tempo demais nesse mar digital pode ser nocivo à saúde, como alertam novos estudos. O uso obsessivo de mídias sociais começa a ser associado a males físicos, como ganho de peso e problemas de coluna, e transtornos mentais, caso de ansiedade e depressão.

Uma pesquisa da Universidade de Ulster, na Irlanda do Norte, indica que a overdose de Twitter, Instagram e Snapchat, entre outras, patrocina uma vida sedentária. Dos 353 estudantes que responderam a um questionário on-line sobre o tempo gasto nas redes e em exercícios físicos, 65% admitiram que não praticam tanto esporte quanto gostariam. “Se você está boa parte do dia nas mídias sociais, pode ter certeza de que outras atividades serão negligenciadas. No futuro, o preço a pagar será alto: obesidade, diabete e doenças cardiovasculares”, avisa a psicóloga e coordenadora do trabalho Wendy Cousins.

Os prejuízos de levar uma rotina exageradamente on-line são até mais imediatos na saúde mental. Quanto mais tempo ficamos conectados, maior o risco de desenvolver sintomas de depressão, constata um experimento da Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos. Para chegar a tal conclusão, a equipe do médico Brian Primack monitorou a vida digital de 1 800 internautas, entre homens e mulheres de 19 a 32 anos.

Em média, os voluntários gastavam 61 minutos por dia e acessavam as redes 30 vezes por semana. Entre o grupo que apresentou maior quantidade de acessos semanais, a probabilidade de sentir-se deprimido era três vezes maior. “As pessoas que passam muito tempo nas mídias sociais tendem a ser mais ansiosas e depressivas. Por ora não dá para estabelecer uma relação de causa e efeito, mas é preciso refletir: é o internauta quem usa as redes sociais ou são as redes sociais que usam os internautas?”, provoca Primack.

 

Quando a moderação sai de cena e as plataformas digitais são mal usadas, a vida escolar (e, mais tarde, a profissional) paga o pato. Jovens de 12 a 15 anos estão penando com o cansaço em sala de aula, de acordo com um estudo britânico com 900 estudantes. A investigação descobriu que um em cada cinco acorda durante a noite para checar e responder mensagens. No dia seguinte, adeus foco e atenção à lousa e aos livros. “Ainda não sabemos se os adolescentes acessam as redes sociais porque estão sem sono ou se perdem o sono por causa delas. Na dúvida, recomendo aos pais que, na hora de dormir, retirem tablets e smartphones do quarto dos filhos”, diz a educadora Sally Power, da Universidade de Cardiff, no País de Gales.

A psicóloga Ana Luiza Mano, professora da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, explica que não existe idade ideal para os pais comprarem celular para os filhos ou liberarem acesso a algumas redes. Mas ressalva que as crianças tendem a seguir o modelo que têm em casa. “Cabe aos pais orientá-las sobre a melhor maneira e a frequência certa de utilização das mídias sociais”, propõe.

Vício por internet

O barco vira mesmo quando o acesso às redes sociais se torna compulsão. A psicóloga Kimberly Young, do Centro Médico Bradford, nos Estados Unidos, dá pistas sobre o vício: sentir-se cada vez mais com vontade de usar as mídias, conectar-se para livrar-se dos problemas, ficar triste ou incomodado quando não pode acessá-las e utilizar tanto que há repercussões negativas em seus relacionamentos.

“O primeiro passo para solucionar a compulsão é admitir sua existência. O segundo é reduzir drasticamente o tempo on-line. Em vez de se atualizar nas redes a cada minuto, proponho só duas vezes por dia”, diz Kimberly. Se o usuário desconfia que já perdeu o controle, tem de pedir apoio. “Na dúvida, vale procurar um psicólogo, que vai avaliar o caso e, se julgar necessário, também fazer o encaminhamento ao psiquiatra”, sugere a psicóloga Dora Góes, do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo.

Mas, antes de sair por aí pensando em desativar os perfis no Face, Insta e cia., saiba que não é todo internauta que está na zona de risco da dependência digital. Para a maioria, a solução é assumir uma postura mais moderada e ativa nas redes. Quem assina embaixo é o psicólogo americano Ethan Kross, da Universidade de Michigan. Durante duas semanas, ele e sua equipe analisaram o comportamento de 84 universitários. Os voluntários foram orientados a usar o Facebook por dez minutos e, por meio de mensagens de texto por celular, responder o que estavam sentindo naquele momento. “Quanto mais passivos os usuários, mais tristes e invejosos eles são”, constata Kross. “Ao bisbilhotar a vida digital dos outros, essas pessoas tendem a achar que a delas é a mais desinteressante de todas”, analisa o estudioso.

A pesquisadora Hanna Krasnova, da Universidade de Potsdam, na Alemanha, concorda. Para evitar a famigerada depressão de Faceboook, recomenda aos usuários só compartilhar informações relevantes, interagir com os amigos virtuais e, em hipótese alguma, comparar sua vida à dos demais. “As redes sociais, por si só, não fazem bem ou mal. Tudo depende do uso que fazemos delas”, pondera. Evitar exageros e ter uma postura ativa, sem cair na hiperexposição, parece uma das formas de desfrutar melhor desse ambiente.

O lado bom da rede

Em 2014, uma campanha viralizou nas mídias sociais: o desafio do balde de gelo. Famosos e anônimos foram instigados a compartilhar vídeos do momento em que jogavam baldes de água gelada em si mesmos. O objetivo da brincadeira era arrecadar fundos para a ALS Association, entidade que representa portadores de esclerose lateral amiotrófica (ELA), doença neurodegenerativa, progressiva e incurável.

Em dois meses, a associação arrecadou o equivalente a 377 milhões de reais. Com a grana, financiou uma importante descoberta: a identificação de um novo gene, o NEK1, ligado à doença do astrônomo britânico Stephen Hawking. “Como em outras tecnologias, o potencial das redes sociais é ilimitado. No futuro, quero descobrir novas possibilidades de como elas podem melhorar a qualidade de vida de seus usuários”, adianta Brian Primack.

No Brasil, um exemplo bem-sucedido de iniciativa digital em prol da saúde é a parceria firmada entre o Facebook e o Centro de Valorização da Vida (CVV). Em junho do ano passado, lançaram uma ferramenta de prevenção do suicídio. Funciona assim: ao notar que um amigo postou um conteúdo que indica tendência à retirada da própria vida, o usuário pode denunciar a publicação.

Feito isso, quem postou vai receber uma mensagem oferecendo algumas opções de ajuda: enviar uma mensagem a alguém de confiança, conversar com um voluntário do CVV ou receber dicas do que fazer. “Nove em cada dez casos de suicídio podem ser evitados. Por essa razão, toda e qualquer iniciativa que estimula as pessoas a oferecer e a pedir ajuda é bem-vinda”, elogia Carlos Correia, porta-voz do CVV. Já caímos nas redes… Então que saibamos usá-las a nosso favor.

Perigo no volante

Sete em cada dez americanos usam smartphones enquanto dirigem. E cresce o número de gente que guia de olho nas redes sociais ou tirando fotos. “No Brasil, o celular já é o quarto fator de risco para acidentes. Só perde para excesso de velocidade, uso de álcool e drogas e fadiga ao volante”, conta Dirceu Rodrigues Alves Júnior, diretor da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego.

Conectar-se ao que interessa

Conselhos para promover um uso saudável das redes sociais. Não esqueça a vida lá fora!

Tudo tem sua hora
Estipule horários para acessar as redes sociais. Pela manhã, à tarde e à noite, por exemplo. Para não cair em tentação, desative as notificações sonoras dos aplicativos no celular.

Atenção às pessoas
Deixe para usar o smartphone ou o tablet quando estiver sozinho. Na presença de amigos, familiares ou colegas de trabalho, dê atenção a eles. Se preciso, desligue o aparelho ou deixe-o sem som.

Aproveite o mundo real
Nos fins de semana, evite responder e-mails ou acessar as redes sociais. Dê preferência para atividades off-line como fazer trilha pelo mato, passear no parque ou ir à praia.

Curta o momento
Se estiver viajando ou assistindo a um show, deguste a experiência primeiro e só compartilhe com seus amigos depois. Não se sinta obrigado a expor sua vida a toda hora.

Foco, foco, foco…
Quando você tem algo importante a fazer, desconecte-se de tudo e concentre-se no que realmente importa. Acredite: você vai cumprir a tarefa em muito menos tempo.

Nada substitui
Procure recorrer às redes sociais apenas quando amigos e familiares morarem longe. Em vez de mensagens de texto, faça chamadas telefônicas e tente marcar encontros pessoalmente.

Qual é o seu Índice de Massa Virtual?

Criado pelo jornalista canadense Daniel Sieberg, ele dá uma ideia se você está passando dos limites. Responda a cada pergunta com um número e multiplique o resultado pelo valor indicado ao lado
1. Quantos smartphones você tem? x 3
2. De quantas redes sociais você faz parte? x 4
3. Quantos laptops você tem? x 1
4. Quantos dispositivos tipos tablet você possui? x 2
5. Quantos endereços de e-mail você tem? x 2
6. Quantos serviços de mensagem de texto e/ou chat você usa? x 5
7. De quantos jogos do tipo RPG (jogo de interpretação de personagem) você participa? x 7
8. Quantos computadores de mesa você tem? x 1
9. Quantas câmeras digitais você possui? x 1
10. Quantos outros eletrônicos que precisamde um carregador você usa? x 1
11. Em quantos blogs você escreve ou comenta com frequência? x 2

O resultado:

24 pontos ou menos
Você está dentro da média considerada adequada. O uso que você faz da internet e das redes sociais é saudável.

De 25 a 35 pontos
Fique atento! Ser mais comedido no uso das ferramentas virtuais pode ajudá-lo a viver melhor.

36 pontos ou mais
Você precisa de uma dieta virtual. Controlar o uso da internet e das redes sociais vai lhe trazer benefícios.

Fonte: Revista saúde

terça-feira, 2 de maio de 2017

Sedentarismo financia a doença de Alzheimer

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Seu impacto, aliás, é comparável ao de herdar genes ligados ao problema 

 
A maioria da população não possui defeitos no DNA que predispõem a essa demência. Porém, segundo estudo da Universidade McMaster, no Canadá, essa boa notícia pouco importa se você fica parado. Após avaliar 1 646 indivíduos, os cientistas notaram que o risco de ter Alzheimer é similar entre os sedentários e os donos de um genoma desfavorável. “Isso significa que, por meio da atividade física, podemos preservar a cognição”, indica a fisiologista Jennifer Heisz, líder da investigação.
 

O lado negativo

Infelizmente, voluntários com falhas no código genético não viram o risco de Alzheimer cair ao suarem a camisa. “Mas estudamos pessoas acima de 60 anos. Talvez adultos mais jovens com essas alterações se protejam ao fazer exercício”, sugere a autora do trabalho.
 
Fonte: Revista saúde

terça-feira, 25 de abril de 2017

O que é lúpus?

Recentemente, Selena Gomez e Lady Gaga divulgaram que têm a doença. Saiba tudo sobre essa condição.

 

Os danos dessa enfermidade atingem a pele e outros órgãos importantes

 

O problema

Seu nome completo é lúpus eritematoso sistêmico. Em resumo, ele é um distúrbio crônico que faz o sistema imunológico produzir anticorpos em excesso sem um motivo aparente. A questão é que os anticorpos, quando em alta concentração, passam a atacar o próprio organismo, provocando inflamações e lesões em vários órgãos. Rins, pulmões, pele e articulações são as áreas mais acometidas, porém a doença eventualmente atinge até cérebro e coração.
Mais comum nas mulheres jovens, o transtorno pode ser brando em determinados casos e, em outros, incapacitante ou mesmo fatal. E seu curso é imprevisível. Às vezes, o indivíduo fica anos sem nenhum sintoma e, de repente, volta a sofrer com dores e outras complicações. Até por isso é tão crucial seguir o tratamento e as orientações dos especialistas.

Sinais e sintomas

  • Dores nas articulações
  • Febre
  • Queda de cabelo
  • Manchas avermelhadas, especialmente em rosto, pescoço, peito e cotovelos
  • Feridas na boca
  • Inchaço e vermelhidão ao redor das unhas
  • Dor de cabeça
  • Dor ao respirar
  • Em casos graves, convulsões

Fatores de risco

  • Alta exposição aos raios ultravioletas
  • Usos de contraceptivos orais
  • Histórico familiar

A prevenção

Não existem maneiras conhecidas de impedir o aparecimento da doença. Por outro lado, quanto mais cedo ela é flagrada, mais fácil fica de frear sua progressão e seus sintomas. Daí a importância de ficar de olho em sinais suspeitos e se consultar com um médico.

O diagnóstico

Ele se baseia principalmente nos sintomas, especialmente se surgem em mulheres jovens. Mesmo assim, a diversidade de manifestações que o lúpus provoca no corpo dificulta seu diagnóstico frente a outros possíveis distúrbios.
Nesse contexto, exames de sangue que medem a produção de anticorpos são úteis. Mas, como alterações nos testes também apontam o dedo para outras condições, eles não fecham o diagnóstico por si sós. No fim das contas, é preciso fazer uma investigação detalhada para descobrir se o paciente tem ou não lúpus.

O tratamento

Uma das primeiras tentativas dos profissionais para controlar a doença é usar anti-inflamatórios mais suaves. Mas, em casos descontrolados ou durante crises intensas, os corticoides entram em cena. Eles são mais eficazes contra a inflamação decorrente do lúpus, porém provocam efeitos colaterais significativos. Isso sem contar que a utilização constante desses fármacos está associado à obesidade e ao diabete.

O médico pode ainda receitar drogas como o metrotrexato, a cloroquina e outros imunossupressores. O objetivo é reduzir a atividade do sistema imunológico e, com isso, os danos provocados por ele ao organismo da pessoa. Qual a desvantagem? Esses medicamentos facilitam o surgimento de infecções oportunistas, entre outras coisas.

Em caso aos chamados anticorpos monoclonais, que bloqueiam a ação de uma substância específica. No caso do lúpus, o alvo atende pelo nome de TNF-alfa. Essa substância incita inflamações pelo corpo — bloquear sua ação, portanto, ameniza o problema.s específicos, é necessário recorrer.

Fonte: Revista saúde

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Alimentos que causam dor de cabeça

Café, chocolate, queijo... A lista das comidas por trás da enxaqueca é grande. Conheça as campeãs de reclamação.

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A cena é clássica: o indivíduo começa a se comportar de maneira diferente, a luz e o barulho parecem estar nas alturas e o incômodo é tão forte que a única solução é escapar para um lugar escuro, deitar e esperar a dor passar. Os ataques de enxaqueca, tão tristemente famosos quanto misteriosos, são causados por uma lista longa de fatores, das mudanças bruscas de temperatura ao esforço físico.

“O cérebro de quem sofre com a doença é mais sensível a estímulos e desequilíbrios que normalmente não afetam outras pessoas”, resume Fernando Kowacs, neurologista que coordena o Departamento de Cefaleia da Academia Brasileira de Neurologia. Com a sensibilidade aguçada, para essa turma até um simples lanchinho pode dar origem ao suplício. “Estudos mostram que entre 12 e 60% dos enxaquecosos relatam ter episódios após consumir determinado alimento”, comenta Laís Bhering, nutricionista da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Para entender melhor como uma coisa está ligada a outra, pesquisadores da Universidade de Cincinnati, nos Estados Unidos, revisaram mais de 180 estudos sobre o impacto do menu na dor de cabeça. Eles concluíram que a associação é forte a ponto de justificar uma mudança na abordagem do tratamento. “Atualmente, o foco está nas medicações, mas deveria incluir mais as dietas preventivas e os hábitos alimentares de cada um”, aponta Vincent Martin, médico da instituição americana e um dos autores do trabalho.

A extensa investigação sugere dois caminhos para que as refeições passem de vilãs a coadjuvantes no combate à doença. Primeiro, evitar os ingredientes-gatilho (conheça os principais abaixo), tática que já é utilizada nos consultórios. O passo seguinte é priorizar uma alimentação que espante novas ocorrências.

O problema nessa história é que não dá apenas para dizer que aquela taça de vinho ou o sanduíche do final de semana sejam com certeza os causadores do incômodo. “O fato de um grande número de pessoas ter enxaqueca depois de comer determinado alimento não quer dizer que isso ocorrerá com todo mundo. Os fatores que disparam o problema são muito individuais”, destaca Norma Fleming, neurologista e membro da Sociedade Brasileira para Estudo da Dor Crônica. Portanto, melhor é descobrir o que faz mal antes de adotar um cardápio específico.

Mesmo porque até itens saudáveis, como castanhas, frutas cítricas e banana-nanica, podem desencadear crises em sujeitos sensíveis. Ainda não se sabe muito bem por que isso ocorre, mas a teoria mais aceita diz que algumas substâncias desses e de outros quitutes estimulariam além da conta o sistema trigeminal, conjunto de nervos que recobre parte dos vasos sanguíneos da cabeça. “Com a sensibilização excessiva, a própria dilatação promovida pelo sangue circulando incomodaria, daí a dor pulsante”, desvenda José Geraldo Speciali, da USP de Ribeirão Preto.

Como não há suspeitos únicos para todos os casos, restrições agressivas estão fora de cogitação antes de uma confirmação sobre os motivos por trás do distúrbio. O trabalho americano analisou, por exemplo, a retirada do glúten das garfadas e viu que a proibição só evitava cefaleia em portadores de doença celíaca, que não toleram a proteína de jeito nenhum.

Já os regimes que proíbem carboidratos geram polêmica. Embora o cérebro dependa da glicose obtida dessas moléculas para trabalhar direito, há indícios de que sua limitação seja benéfica para os enxaquecosos. “Para compensar a falta, o organismo usa gordura para produzir corpos cetônicos, uma espécie de substituto, que teria efeito preventivo”, aponta Martin. “Mas esse tipo de regime é perigoso. Só deve ser adotado por recomendação médica e demanda monitoramento constante”, avisa.

Se por um lado o cardápio não deve ser alterado bruscamente, por outro há nutrientes que trazem, sim, alívio nesse cenário angustiante. O ômega-3, gordura do bem presente no azeite e nos peixes, é precioso aqui em razão do seu efeito anti-inflamatório — suspeita-se que a enxaqueca seja financiada pela abundância de moléculas inflamatórias em circulação. Na mesma linha de pensamento, perder peso e fazer atividades físicas ajudam porque o excesso de gordura financia a inflamação — e o exercício aumenta a tolerância às fontes do estorvo. Encher o prato de vegetais, ricos em antioxidantes, também tem efeito protetor nesse sentido.

Para encontrar o vilão, só mesmo ficando bem atento ao que não cai bem. “Se o incômodo ocorre três em cada quatro vezes que você ingere aquilo, é bem provável que esse seja um gatilho importante”, explica Martin. E isso não quer dizer que é comeu, doeu. “O mal-estar se manifesta até 48 horas depois da refeição”, complementa Laís. Uma das táticas recomendadas pelos experts é manter um diário da dor, no qual cada episódio é anotado junto com os hábitos alimentares, de sono e ansiedade — que são outros fatores intimamente ligados à cefaleia.

Aliás, é importante vigiar os demais cúmplices dessa encrenca (confira alguns abaixo), que é considerada pela Organização Mundial da Saúde a sexta doença mais incapacitante no planeta. O limite do organismo ultrassensível não é preestabelecido. “O sistema límbico, que controla nossas emoções, está envolvido no surgimento da dor. Logo, se estivermos mais ansiosos ou cansados, há um risco maior de o alimento fazer mal”, esclarece Norma Fleming. Seja como for, o ideal é procurar um especialista para descartar outras doenças e apurar por que enxaquecas mal resolvidas podem virar crônicas. Daí, o buraco é mais embaixo — e merece outra reportagem.

Café

Ele e o cérebro vivem uma relação quase sempre de amor. Tanto é que, na maioria das vezes, é a falta de cafeína que causa panes — aliás, ela até está presente em vários analgésicos justamente por potencializar a ação de alguns princípios ativos. “Quem toma a bebida diariamente pode sentir desconforto depois de mais de 24 horas sem nenhuma dose”, explica Vincent Martin.
Nesse contexto, se experimenta literalmente uma crise de abstinência. “Se for o caso, uma xícara no começo do episódio até alivia um pouco”, ensina José Geraldo Speciali, neurologista da Universidade de São Paulo (USP), em Ribeirão Preto.

Por outro lado, o exagero faz mal especialmente aos pouco habituados, mas não só a eles. “Beber quantidades maiores do que 400 miligramas por dia aumenta o risco de a ansiedade aparecer mesmo se a pessoa estiver acostumada, o que piora a enxaqueca”, completa o médico. Os especialistas recomendam que o consumo fique em no máximo três xícaras por dia. Vale lembrar que há cafeína também nos refrigerantes, suplementos de academia e em outras bebidas.

Realçadores de sabor

O aditivo alimentar mais associado ao transtorno é o glutamato monossódico. A substância tem vocação natural para atuar na massa encefálica. “O que se acredita é que a presença dele excita o sistema nervoso, ocasionando a dor”, detalha Laís, da UFMG.
No entanto, o ácido glutâmico, a base desse ingrediente, está presente naturalmente em alimentos como carnes, queijos e alguns legumes. Por isso, é difícil dizer se é ele mesmo o culpado. Parece que a encrenca se dá com a versão feita em laboratório e encontrada em congelados, no molho de soja e em outros industrializados. Ah, o estudo da Universidade de Cincinnati mostrou que há uma variante mais perigosa desse item. “Sua absorção aumenta quando ele está diluído em preparos líquidos”, destaca Vincent Martin.

Salaminhos e companhia

Aqui o culpado é outro composto químico: o nitrito, usado para preservar a cor rosada e dar sabor curado e defumado ao bacon, à salsicha e a embutidos em geral. Em excesso, ele favorece a vasodilatação, o que não é ruim — a menos que você esteja entre os 15% dos brasileiros que têm enxaqueca.
Nesse grupo, o relaxamento dos vasos quando o sangue passa causa dor porque as terminações nervosas que recobrem esses caminhos estão hipersensíveis. Aí qualquer onda é percebida como um tsunami. “Mas vale esclarecer que a vasodilatação é precedida por outros fenômenos e não é a causa em si do problema”, diferencia Kowacs. “Agora, a influência do nitrito sobre outras substâncias pode ocasionar uma crise até seis horas depois de ele ser ingerido”, completa.

Álcool

Não é preciso nenhum estudo para perceber que a bebedeira bagunça a cabeça. Por isso, vale aqui uma diferenciação. Há a dor da ressaca, causada pela desidratação e por outros efeitos do abuso de álcool no organismo, e há a enxaqueca disparada por drinques específicos, quando basta uma dose para estragar a happy hour. Nesse quesito, o campeão é o vinho tinto, cheio de moléculas benéficas para as artérias, mas disparadoras de dor para alguns azarados. E, diferentemente do que muita gente pensa, não é a qualidade ou a origem da bebida que fazem estrago.
“Um estudo já comparou as queixas depois de goles de rótulos nacionais e importados e viu que mais gente reclamava após tomar o vinho francês”, conta Kowacs. Também, entram no rol inglório de perturbadoras da paz cerebral a vodca, a cerveja e outras bebidas fermentadas. “Parece haver uma ação das aminas presentes no líquido em alguns neurotransmissores envolvidos no desenvolvimento da crise”, aponta Laís. Nesse caso, não tem muita solução a não ser cortar as taças da rotina até que o problema esteja sob controle. Já para evitar a dor de cabeça comum, a dica é tomar água entre as doses e não brindar de barriga vazia — além de beber com moderação, sempre.

Chocolate

Eis um clássico na lista. É que o cacau contém teobromina, substância com efeito estimulante e vasodilatador também encontrada no vinho tinto — e algumas pessoas são sensíveis a ela. O chocolate branco até tem essa molécula, mas em menores quantidades. E há ainda uma associação curiosa nessa história: o desejo incontrolável pelo doce. “Muitos dizem que o chocolate foi o estopim, mas na verdade a própria fissura já é um sinal do comportamento alterado que precede a crise de enxaqueca em 60% dos casos”, decifra Kowacs.
A fase que antecede o sofrimento é chamada de pródromo e começa até dois dias antes da dor em si. Além da vontade intensa, durante esse tempo é normal sentir alterações de humor, como irritabilidade, euforia e picos de energia, sem contar perrengues como enjoo. O quadro ainda está sendo investigado pela ciência, mas já se sabe que provoca alterações no hipotálamo — importante região do cérebro que comanda a resposta emocional ao metabolismo — e diminui o nível de alguns neurotransmissores.

Queijos

Embora os gordurosos levem a fama, qualquer variedade é capaz de ofender o sistema nervoso dos mais suscetíveis. “Como são derivados lácteos, todos os queijos possuem componentes que servem de gatilho à dor, a exemplo de proteínas grandes demais para serem digeridas e potencialmente alergênicas”, diz Laís. Nos organismos mais sensíveis, essas proteínas são confundidas com agentes agressores e atacadas pelas defesas do corpo, numa reação em cadeia que leva ao desconforto.
Mas a balança pesa mesmo para os tipos mais calóricos, caso do gorgonzola e do parmesão, e os curados e envelhecidos. “Ainda não temos muitos estudos sobre os mecanismos desse processo, mas parece que a própria gordura, presente em maiores quantidades, favoreceria o ataque”, completa a nutricionista. Sem contar que o queijo tem tiramina, componente encontrado em outros itens desta lista negra como o… vinho!

Outros fatores que abalam a cuca

Jejum
A fome e a sede dão dor de cabeça mesmo em quem não sofre com a enxaqueca. E pelo motivo mais óbvio: a falta de combustível para o cérebro.

Sono
As poucas horas de descanso refletem no dia seguinte, mas até o excesso de tempo na cama pode bagunçar o coreto. O ideal é manter a rotina.

Ambiente
Cheiros fortes ou mesmo bem específicos, como certo perfume, claridade, luzes coloridas e muito barulho também entram na lista.

Estresse
É batata: se a tensão está em alta, não há dieta que dê conta de aliviar a dor. Não é à toa que ele é considerado o principal desencadeante das crises.

Doenças
O médico precisa ser consultado sempre para descartar outros males que têm a cefaleia como sintoma, a exemplo de derrames, meningite e até tumores.


Fonte: Revista saúde