sexta-feira, 15 de junho de 2018

Açúcar faz tão mal quanto álcool e cigarro, diz artigo médico na 'Nature'

Resultado de imagem para noticiário sobre acucar pior que cigarroConsumo de alimentos doces triplicou no mundo nos últimos 50 anos. Ingestão excessiva está ligada a diabetes, câncer e doenças cardíacas.

O consumo de açúcar pode ser tão prejudicial quanto o abuso de álcool e cigarro, segundo artigo publicado por médicos na revista científica “Nature” nesta quarta-feira (1º). Isso porque a ingestão excessiva de sacarose e frutose, que triplicou no mundo nos últimos 50 anos, está ligada ao surgimento de doenças crônicas não-contagiosas, como diabetes, câncer e problemas cardíacos.

Em setembro do ano passado, a Organização das Nações Unidas (ONU) declarou que, pela primeira vez na história, as doenças crônicas não-transmissíveis representam um ônus maior para a saúde pública mundial que as doenças infecciosas.

Esses males já são responsáveis pela morte de 35 milhões de pessoas por ano, segundo as Nações Unidas – 80% em países pobres ou em desenvolvimento, onde refrigerantes são muitas vezes mais baratos que água potável ou leite.

Em geral, o álcool e o cigarro são regulados pelos governos como forma de proteger a saúde da população, mas não há controle sobre a alimentação. Segundo os autores do artigo, Robert Lustig, Laura Schmidt e Claire Brindis, a regulação das autoridades deveria incluir o aumento de impostos sobre produtos industrializados acrescidos de açúcar (como refrigerantes, sucos, achocolatados e cereais), a limitação de vendas no horário escolar e em ambientes de trabalho e a imposição de limites de idade para a compra.

Mas essas regras são mais complicadas, de acordo com os pesquisadores, pois os alimentos são considerados bens essenciais, ao contrário do álcool e do tabaco.

Atualmente, há no planeta 30% mais indivíduos obesos que desnutridos, de acordo com os médicos. E a dieta ocidental, com muitos alimentos processados, tem contribuído para essas crescentes taxas. Apenas 20% dos obesos têm um metabolismo e uma vida normais – os demais sofrem com problemas como hipertensão, diabetes, apneia do sono, gordura no fígado e disfunções ortopédicas ou articulares.

As autoridades de saúde costumam considerar o açúcar como "calorias vazias", mas evidências científicas mostram que sacarose e frutose demais podem desengatilhar processos tóxicos no fígado ou reações capazes de causar uma série de doenças crônicas.

Controle do açúcar pelo mundo
 
Segundo os autores do artigo na "Nature", EUA e Europa ainda veem a gordura e o sal como os grandes vilões da alimentação, mas a atenção deve começar a se voltar para os produtos com adição de açúcar (moléculas de frutose acrecidas em comidas processadas).


Em outubro do ano passado, a Dinamarca optou por taxar alimentos ricos em gordura saturada, apesar de a maioria dos médicos não acreditar mais que essa substância seja a principal culpada pela obesidade. Agora, o país considera tributar os doces.

Outras nações europeias e o Canadá tentam impor pequenos impostos sobre alimentos adoçados. E os EUA já consideram taxar o refrigerante – um cidadão americano consome em média 216 litros por ano, dos quais 58% contêm açúcar.

A cidade de São Francisco, na Califórnia, proibiu recentemente a inclusão de brinquedos oferecidos em refeições fast-food. Outro limite possível para proteger as crianças seria proibir comerciais sobre produtos com adição de açúcar, destacaram os autores.
 
Fonte: Revista saúde

quarta-feira, 6 de junho de 2018

Os 8 grandes inimigos da pele

Conheça os fatores capazes de acelerar o envelhecimento cutâneo e aprenda a se proteger deles

pele jovem


Nas últimas sete décadas, a expectativa de vida dos brasileiros subiu mais de 30 anos. À medida que a medicina e o acesso a uma saúde de qualidade avançam, é natural que o nosso corpo tenha melhores condições de seguir firme e forte. E isso vale tanto por dentro como por fora. “As pessoas querem envelhecer bem, o que, claro, inclui cuidar da aparência e da pele“, nota a dermatologista Adriana Vilarinho, da capital paulista.

E não vá pensando que o efeito desse cuidado se restringe a sorrisos na frente do espelho. Em uma pesquisa recente, a dermatologista Denise Steiner, professora da Universidade de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo, pediu a 100 mulheres que completassem um questionário sobre qualidade de vida antes de se submeter a um tratamento estético. Depois da intervenção, as voluntárias repetiram a avaliação. “O procedimento aumentou a autoestima e levou a respostas mais positivas em relação ao dia a dia”, conta a médica.

Não é à toa que hoje há um verdadeiro arsenal de produtos e recursos tecnológicos voltados a atenuar as marcas do tempo. Agora, antes de investir nesses recursos, é importante saber que alguns fatores atuam contra a saúde da pele. Ou seja, para garantir uma cútis bacana mesmo, controlá-los faz parte do pacote de cuidados básicos. Vamos conhecer esses inimigos?

1- Sol

Quem abusa dele paga o preço. “Os raios solares danificam as fibras de colágeno, destroem paredes de vasos, alteram a pigmentação…”, diz o médico Adriano Loyola, da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Tem que passar protetor. O filtro deve ser aplicado a cada duas horas, em média. Utilize o equivalente a uma colher de chá.

2- Poluição

Gera um boom de radicais livres, moléculas que lesam as células. Segundo Luciana Samorano, dermatologista da Universidade de São Paulo (USP), o jeito é limpar bem e usar produtos com antioxidantes, como resveratrol e vitaminas C e E.

3- Excesso de açúcar

Alimentos que elevam a glicemia induzem o processo de glicação. “E ele interfere na renovação celular e na produção de colágeno na pele”, descreve Loyola. Logo, uma dieta equilibrada faz parte da receita para ter uma pele bacana.

4- Cigarro

“A nicotina atrapalha a produção natural de colágeno e danifica o DNA das células”, cita o médico da SBD. Fora que o biquinho feito ao fumar causa linhas ao redor da boca. Inevitável falar que o melhor é parar, certo?

5- Pouco sono

Loyola frisa que o descanso inadequado desregula nossos hormônios. “E alguns deles são fundamentais para auxiliar na recuperação da pele após danos ocasionados por fatores externos”, raciocina. Hora de selar a paz com a cama.

6- Falta de limpeza diária

Uma higiene caprichada faz muito mais do que remover resíduos perigosos na pele. Associada à tonificação, ela prepara o rosto para receber os ativos de tratamento, como ácidos e compostos antioxidantes. Use água e sabonete próprio para sua pele.

7- Estresse

Ele também induz a produção dos temidos radicais livres, afetando o bom fornecimento de colágeno. Mais uma razão para colocar cremes antioxidantes na prateleira.

8- Luz artificial

Sabe a luz emitida por celulares, tablets e computadores? Especula-se que ela também prejudique a cútis. O protetor solar com cor é a pedida certa para barrá-la.
Fonte: Revista saúde

quarta-feira, 30 de maio de 2018

Câncer de estômago ganha primeiro tratamento dentro da imunoterapia

Câncer no estômago: novo remédio

O remédio, que incita o próprio corpo a atacar o câncer, já atua no combate a outros tipos da doença e tem menos efeitos colaterais do que a químio

 
O tipo mais comum de câncer de estômago, o adenocarcinoma gástrico, é bastante estudado e, mesmo assim, ainda é difícil eliminá-lo de vez do organismo. Agora, um novo medicamento foi liberado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para tratar justamente os casos que não responderam à quimioterapia e outros medicamentos.

Falamos do pembrolizumabe, princípio ativo desenvolvido pela farmacêutica MSD. O remédio faz parte do arsenal mais recente da imunoterapia, abordagem que estimula o sistema imune a atacar o próprio tumor. “O câncer cresce sem ser notado pelas células de defesa, e a imunoterapia tira essa espécie de capa de invisibilidade que recobre o tumor”, explica Ricardo Carvalho, oncologista do Hospital BP Mirante, de São Paulo.

No adenocarcinoma gástrico, esse crescimento passa ainda mais despercebido, uma vez que os sintomas são pouco específicos: enjoo, dificuldades de se alimentar, sensação de estufamento, perda de apetite… Isso é ruim, porque o diagnóstico precoce aumenta as chances de derrotar esse tumor, cuja mortalidade nos casos avançados chega a 70%, segundo o Inca (Instituto Nacional de Câncer).

Aí que entra o pembrolizumabe. O fármaco está indicado para tumores gástricos e gastroesofágicos (quando atingem o final do esôfago e o início do estômago) que já resistiram a dois ou mais tratamentos e carregam a molécula PDL-1, capaz de enganar o sistema imune, permitindo a proliferação do câncer. “As poucas opções de drogas que tínhamos para atuar nesse cenário eram pouco efetivas ou muito tóxicas”, comenta Carvalho. E é justamente o menor grau de toxicidade um dos grandes destaques da imunoterapia.

“Na imunoterapia, os efeitos colaterais parecem menores do que a químio, e são geralmente relacionados a uma resposta exagerada do sistema imune, como inflamações na tireoide, intestino e pulmão. Mas isso só aconteceu em 2% dos casos estudados até agora”, aponta Carvalho.

Para a bexiga

Outra aprovação recente do pembrolizumabe no Brasil é para o carcinoma urotelial, o tipo mais comum de câncer de bexiga, que atinge mais homens acima dos 65 anos e está relacionado especialmente ao cigarro. “A mortalidade desse câncer, embora relativamente pequena, manteve-se estável nos últimos anos, porque não tivemos grandes avanços no tratamento”, contextualiza Carvalho.

Até por isso, o remédio, que demonstrou resultados considerados satisfatórios nos estudos, entra no Brasil como primeira linha do tratamento. Mas apenas para indivíduos que não podem fazer a quimioterapia com cisplatina – que é a melhor tática, porém só pode ser usada por metade dos portadores desses tumores em decorrência de sua toxicidade.

Medicamento promissor

Em 2017, o pembrolizumabe recebeu aprovação nos Estados Unidos para tratar tumores de acordo com certas características biológicas independentemente da localização deles. No mesmo ano, passou a ser usado no Brasil para o tratamento do melanoma, a forma mais grave do câncer de pele, e de um tipo de câncer de pulmão.

Segundo a fabricante, há mais de 370 estudos clínicos (ou seja, com seres humanos) sendo conduzidos pelo mundo para analisar a eficácia do remédio contra 30 tipos de tumor. Na próxima edição do congresso da ASCO, a Sociedade Americana de Oncologia Clínica, serão apresentados 140 trabalhos sobre o tema.
Fonte: Revista saúde

quinta-feira, 24 de maio de 2018

Alimentação contra a perda da massa muscular

O que comer para ganhar músculo e evitar a sarcopenia

Especialistas mostram o papel dos nutrientes na prevenção e no combate da sarcopenia, o déficit de força e músculos.

Cada vez mais em evidência com o envelhecimento da população, a sarcopenia é caracterizada por uma perda da massa muscular que ocorre naturalmente com o avançar da idade, um processo que tem repercussões na saúde e na capacidade funcional. As principais estratégias para prevenir e tratar a condição envolvem a prática de exercícios físicos (em especial as atividades que trabalham força muscular) e a alimentação adequada, principalmente no que concerne ao consumo de proteínas.

Um estudo denominado PROT-AGE, realizado pela European Union Geriatric Medicine Society, recomenda a ingestão proteica diária de 1 a 1,2 grama por quilo de peso para pessoas acima de 65 anos. Isso seria a quantidade desejável para manter a massa muscular em dia. Para idosos fisicamente ativos, sugere-se que esse consumo seja superior a 1,2 g/kg por dia. Além do fator atividade física, a presença de doenças agudas ou crônicas faz aumentar a necessidade de proteína: a orientação é de 1,2 a 1,5 g/kg do peso – exceção é feita à doença renal crônica em tratamento conservador.

A quantidade de proteína ingerida nas refeições é um aspecto fundamental no controle da sarcopenia. Isso porque, em comparação com os mais jovens, os idosos necessitam de maior quantidade desse nutriente para promover o adequado estímulo à síntese proteica muscular – com a idade, há uma espécie de resistência natural à capacidade de o organismo usar recursos para construir e repor as proteínas do músculo. Por isso, no mesmo estudo PROT-AGE, temos a recomendação de que idosos devem ter refeições contemplando de 25 a 30 gramas de proteínas.

Além da quantidade ofertada, a qualidade da proteína também deve ser levada em consideração. Pesquisas evidenciam que proteínas com alto conteúdo de leucina e de rápida digestão, como as do soro do leite, são mais efetivas para promover a restauração e o crescimento muscular. Associadas aos exercícios, são particularmente bem-vindas para reduzir o risco de sarcopenia.

Para que a proteína seja devidamente destinada à musculatura, também é necessário que a ingestão de energia esteja adequada. Ainda que o aporte calórico em idosos possa ser menor que o de pessoas mais jovens, é de suma importância manter refeições com um bom valor energético e monitorar o peso e a composição corporal a fim de verificar e alterar o plano alimentar, se preciso.

No que diz respeito a outros nutrientes, como os carboidratos e gorduras, as recomendações de ingestão não diferem com o envelhecimento, devendo seguir o que estabelece a Organização Mundial da Saúde (OMS). Em relação às gorduras, deve-se priorizar o consumo de ácidos graxos insaturados (azeite de oliva, pescados, nozes e castanhas etc) e evitar que mais de 10% das calorias sejam provenientes de gordura saturada (manteiga, óleo de palma, miúdos…).

Da mesma maneira, a obtenção de vitaminas e minerais deve obedecer aos padrões da Ingestão Dietética de Referência (DRIs), não havendo a necessidade de suplementação caso a dieta já esteja suprindo as necessidades.

A hidratação adequada também é fundamental, tendo em vista que, com o envelhecimento, há redução do conteúdo de água corporal, bem como da sensação de sede. Logo, idosos entram no grupo de risco para desidratação e desequilíbrio eletrolítico (um desbalanço entre minerais cruciais a diversas funções do organismo). A ingestão hídrica recomendada é de 20 a 45 mililitros por quilo de peso diariamente. Contudo, esse valor sofre variações dependendo da situação, como nível de atividade física ou aumento da temperatura do ambiente.

O acompanhamento com um nutricionista minimiza o risco de sarcopenia assim como contribui para o manejo da condição. Na elaboração do plano alimentar, o profissional irá considerar fatores como condições socioeconômicas, estado de saúde, capacidade de mastigação, intolerâncias alimentares, entre outros. Desse modo, poderá individualizar as condutas para que o atendimento seja coerente, acessível e reflita na melhor expectativa e qualidade de vida do indivíduo.

*Audrey Yule Coqueiro é nutricionista, doutoranda em nutrição pela Universidade de São Paulo e membro da Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição (Sban). Marcelo Macedo Rogero é nutricionista, professor da Universidade de São Paulo e membro da Sban
Fonte: Revista saúde

quarta-feira, 16 de maio de 2018

O ponto ideal da carne para a saúde

digestão da carne e cozimento

Se você tem mais de 60 e quer tirar melhor proveito das proteínas, é bom saber quanto tempo deixar esse alimento no fogo

 
Com o passar do tempo, não tem jeito: perdemos músculos. Esse processo se acentua depois da sexta década de vida e pode resultar em perda de força, dificuldade para se movimentar, maior risco de quedas… Uma maneira de driblar o enrosco é garantir o consumo adequado de proteínas. E a carne vermelha é desses alimentos que possuem a versão mais valiosa do nutriente.

Ocorre que o ponto de cozimento faz diferença na sua posterior absorção. É o que demonstraram cientistas da Universidade de Clermont Auvergne, na França. A prova veio após voluntários de 70 a 82 anos comerem, em ocasiões diferentes, um corte malpassado e outro bem cozido. Pois as proteínas da segunda opção foram mais bem assimiladas pelo corpo.

Para a nutricionista e gerontóloga Maristela Strufaldi, de São Paulo, apesar de a pesquisa ser pequena, os achados são importantes. “As proteínas começam a ser digeridas no estômago. Então, a textura e o bom cozimento favorecem sua absorção”, explica.

O ponto da carne

Malpassada: para não correr o risco de contaminação por micro-organismos, o cozimento tem que atingir pelo menos 70 °C.

Ao ponto: garante não só o aproveitamento das proteínas como facilita a mastigação e a digestão.

Passado demais: torrar a carne (ainda mais no carvão) gera elementos cancerígenos. Se curtir, coma só às vezes.
Fonte: Revista saúde

sexta-feira, 11 de maio de 2018

Uma massa com zero carboidrato

Konjac low carb para emagrecer

Esse tubérculo atende pelo nome de konjac, não conta com o nutriente mais famoso do macarrão e concentra poucas calorias

 
Tubérculo de origem asiática, o konjac mal desembarcou no Brasil e já faz barulho. Pudera. Ele dá origem a produtos como arroz, espaguete e afins, mas com o seguinte diferencial: não possui carboidratos e é rico em fibras.

Para quem deseja maneirar no nutriente e ficar mais saciado, é uma mão na roda. Fora que são apenas 9 calorias em uma porção de 100 gramas.

“Mas cuidado para não compensar esse valor com os acompanhamentos”, aconselha a nutricionista Bianca Chimenti Naves, da clínica Nutrioffice, na capital paulista. Ela sugere recorrer ao molho à bolonhesa feito com tomates naturais ou ao pesto, com um mix de verduras verde-escuras.

Agora, não é preciso renunciar ao macarrão à base de farinha de trigo. “Nenhum alimento deve ser visto como vilão. A massa tradicional pode ser consumida. É só ter moderação”, lembra Bianca. Confira abaixo uma comparação entre um macarrão tradicional e o feito à base de konjac.

Macarrão à base de farinha de trigo

Carboidratos: 28,3 g Calorias: 141 Fibras: 1,5 g

Macarrão à base de konjac

Carboidratos: 0 g Calorias: 9 Fibras: 4 g
Fonte: Revista saúde

quarta-feira, 2 de maio de 2018

Começa a campanha de vacinação contra gripe em 2018: quem pode tomar

A vacina contra o vírus influenza será distribuída gratuitamente aos grupos de risco. Veja como fica o calendário este ano e tome sua dose!

campanha de vacinação gripe 2018
Esta segunda, 23 de abril de 2018, marca o início da 20ª Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza – o vírus da gripe. Até o dia 1º de junho, devem ser imunizados idosos a partir de 60 anos, crianças de 6 meses a menores de 5 anos, trabalhadores da saúde, professores das redes pública e privada, povos indígenas, gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto), pessoas privadas de liberdade e funcionários do sistema prisional.
Pessoas com doenças crônicas (como o diabetes) e outras condições clínicas especiais também devem receber a vacina. Neste caso, é preciso apresentar uma prescrição médica no posto de saúde. Pacientes cadastrados em programas de controle das doenças crônicas do Sistema Único de Saúde (SUS) devem procurar os postos de saúde em que estão registrados para ganhar a dose, sem a necessidade de receita.
Cabe destacar que o resto da população também se beneficiaria da vacina. Mas aí é necessário pagar pela dose na rede privada – o valor fica entre R$ 100 e 200 reais mais ou menos.
 
De acordo com o Ministério da Saúde, a vacina gratuita é trivalente. Ou seja, protege contra os três subtipos do vírus da gripe que mais circularam no último ano no Hemisfério Sul, conforme determinação da Organização Mundial da Saúde (OMS), incluindo o H1N1 e o H3N2. Na rede privada, também está à disposição a versão quadrivalente.
Quanto à campanha, só fique de olho nas datas para cada subgrupo. Segundo um informativo do governo de São Paulo que remete à diretriz do Ministério da Saúde, o projeto terá três fases. Veja:
• Etapa 1: a partir do dia 23 de abril, para trabalhadores de saúde, pessoas com idade de 60 anos e indígenas
• Etapa 2: a partir de 2 de maio, para crianças com idade maior que 9 meses e menor que 5 anos, gestantes, puérperas com até 45 dias após o parto
• Etapa 3: a partir de 9 de maio, para pacientes diagnosticados com doenças crônicas, professores, e outros
Além disso, o 12 de maio marca o Dia D – aí todos os grupos de risco serão incluídos. Nessa data, estarão abertos 65 mil postos de vacinação contra a gripe, sendo 37 mil de rotina e 28 mil volantes, com o envolvimento de 240 mil pessoas. Também estarão disponíveis 27 mil veículos terrestres, marítimos e fluviais. 
 
Fonte: Revista saúde