terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Novos procedimentos cobertos por planos de saúde



A partir de janeiro de 2014, os beneficiários de planos de saúde individuais e coletivos terão direito a mais 87 procedimentos, incluindo 37 medicamentos orais para o tratamento domiciliar de diferentes tipos de câncer e 50 novos exames, consultas e cirurgias.

A principal novidade no rol de procedimentos da agência é a inclusão de tratamento para o câncer em casa, com medicamentos via oral. Serão ofertados medicamentos para o tratamento de tumores de grande prevalência entre e população, como estômago, fígado, intestino, rim, testículo, mama, útero e ovário. A terapia medicamentosa oral contra o câncer promove maior conforto ao paciente e reduz os casos de internação para tratamento em clínicas ou hospitais.
 
“Os planos de saúde serão obrigados a oferecer a seus beneficiários o que há de mais moderno no tratamento médico, como o caso desses 37 novos medicamentos que serão incorporados ao tratamento do câncer. É uma mudança de paradigma e um avanço importante para complementar o cuidado do paciente da saúde suplementar”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

O novo rol também contempla o cuidado integral à saúde e o tratamento multidisciplinar ao prever na cobertura obrigatória consulta com fisioterapeuta, além de ampliar o número de consultas e sessões de seis para 12 com profissionais de especialidades como fonoaudiologia, nutrição, psicologia e terapia ocupacional. Pacientes, por exemplo, que queiram se submeter à laqueadura, vasectomia, cirurgia bariátrica, implante coclear e ostomizados ou estomizados têm direito a 12 sessões de psicologia.

NOVOS PROCEDIMENTOS - Além disso, foram incluídos 28 cirurgias por videolaparoscopia (procedimentos menos invasivos que reduzem os riscos para o paciente e o tempo de internação), além de tratamento de dores crônicas nas costas utilizando radiofrequência e tratamento de tumores neuroendócrinos por medicina nuclear. Também foi estabelecida a obrigatoriedade do fornecimento de bolsas coletoras intestinais ou urinárias para pacientes ostomizados. Além das bolsas, também devem ser ofertadas ao paciente os equipamentos de proteção e segurança utilizados conjuntamente com elas, como as barreiras protetoras de pele.

No rol odontológico, passam a constar a realização de enxertos periodontais, teste de identificação da acidez da saliva; e tunelização (cirurgia de gengiva destinada a facilitar a higienização dentária).

"Historicamente, as inclusões de procedimentos no Rol não têm causado grande impacto nos custos e nós acreditamos que dessa vez não será diferente. É importante levar em consideração também que o uso de medicamentos para tratamento de câncer e novos procedimentos com tecnologia avançada deverão diminuir o tempo de internação e facilitar a recuperação dos pacientes, como no caso das cirurgias por videolaparocopia, menos invasivas", esclareceu o diretor-presidente da ANS, André Longo.

AMPLIAÇÃO – Além de inclusões, a ANS ampliou o uso de outros 44 procedimentos já ofertados no rol da agência. Entre eles, o exame pet scan que passa de três para oito indicações: além de tumor pulmonar para células não pequenas, linfoma e câncer colo-retal, o exame passa a ser indicado também para a detecção de nódulo pulmonar solitário, câncer de mama metastático, câncer de cabeça e pescoço, melanoma e câncer de esôfago. O exame de angiotomografia coronariana também foi ampliado para pacientes de risco baixo e intermediário para doenças coronarianas, assim como a tomografia de coerência ótica – que agora também tem indicação coberta pelas operadoras para patologias retinianas, entre elas: edema macular cistoide, edema macula diabético.
A medida é válida para consumidores com planos de saúde de assistência médica contratados após 1º de janeiro de 1999 no país e também para os beneficiários de planos adaptados à Lei nº 9.656/98.

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

De olho no estresse: aprenda a reconhecer os 10 principais sintomas

Uma pesquisa da International Stress Management Association revelou que, de cada dez trabalhadores brasileiros, três sofrem de estresse no nível mais alto. Preparamos um guia para você reconhecer os dez principais sinais do estresse.

 1. Queda de cabelo

Além de adrenalina, noradrenalina e cortisol, o trio hormonal estressante por natureza, situações que exigem demais da gente levam à produção de uma proteína chamada NGF. Ela provoca infamação em várias partes do corpo, inclusive nos folículos por meio dos quais nascem os pelos e o cabelo. Aí, eles caem em um ritmo muito mais acelerado do que o normal, algo em torno de 100 fios diários. “Uma dieta equilibrada, com frutas e vegetais, ajuda a diminuir a infamação”, diz a dermatologista Roberta Sengelmann, de Santa Bárbara, nos Estados Unidos.
 

2. Dor de estômago

O cérebro e o trato digestório estão intimamente relacionados. Daí, quando a cachola fica sobrecarregada, estômago e companhia pagam o pato. Em situações de estresse agudo, até diarreia pode ocorrer. A adrenalina e a noradrenalina produzidas pelo organismo agem sobre a motilidade do intestino e fazem o esfíncter relaxar. Para aliviar a dor de estômago, por exemplo, uma dieta rica em fibras cai superbem. Isso porque, além de evitar a prisão de ventre, equilibra a produção de bactérias do aparelho gástrico.
 

3. Pálpebras trêmulas

Embora os médicos não tenham decifrado ainda o mecanismo que defagra o fenômeno, pálpebras que tremem são um dos principais sinais de estresse. Normalmente, ele se restringe a um olho. “É provável que seja o resultado de uma contração muscular exagerada em um músculo bastante sensível”, sugere a psicóloga Ana Maria Rossi, diretora da International Stress Management Association (Isma-BR). Fechar os olhos por alguns instantes para relaxá-los costuma ajudar. Também vale pressionar levemente com os dedos a região pulsante ou usar colírios que imitam lágrimas.
 

4. Sinais na pele

Acne, psoríase e coceiras costumam surgir no momento em que a gente menos precisava delas. Um estudo realizado pela Isma-BR revelou que 30% da população desenvolve algum problema dermatológico por causa do estresse. Os fatores são múltiplos, no entanto, mais uma vez envolvem o hormônio cortisol, que interfere na hidratação da pele, tornando-a muito ressecada ou bastante oleosa. Sabonetes bactericidas e hidratantes à base de ureia podem ajudar no caso da acne e das coceiras. Para a psoríase, melhor procurar um médico mesmo, que deve prescrever remédios específicos.
 

5. Corpo travado

Os hormônios que inundam o corpo nas situações estressantes deixam os músculos contraídos. Se você precisa fugir de um predador, até que esse efeito é útil. Do contrário, resta a dor. Mexer-se é a melhor forma de não travar. Se não der para ir à academia, pelo menos se alongue em casa ou no escritório: tente alcançar as pontas dos pés com os dedos das mãos sem dobrar as pernas, incline o pescoço de um lado para o outro, gire os ombros.
 

6. Ranger os dentes

Há uma forte associação entre o estresse e o ranger ou apertar demais os dentes, sobretudo na calada da noite. No final das contas, isso gera dor na face e na mandíbula. “A solução é usar placas de acrílico, feitas sob medida, para diminuir a pressão”, diz o dentista Jorge Faber, da Universidade de Brasília. Utilizar o acessório reduz a dor e o desgaste dentário excessivo.
 

7. Pés e mãos gelados

A adrenalina faz com que os vasos do corpo se comprimam. “Assim, menos sangue circula pelas regiões periféricas, como mãos e pés”, diz Ana Maria Rossi. As extremidades ficam geladas, mesmo com o termômetro na casa dos 30 ºC. Não há motivos para preocupações. Assim que relaxar, a temperatura nessas áreas volta ao normal.
 

8. Insônia

O estresse tem diferentes fases. A primeira é a do alerta e “a última é a da exaustão, quando os primeiros sinais de insônia aparecem, a pessoa demora a adormecer ou tem o sono picotado”, descreve a psicóloga Carolina Michaella, do Centro Psicológico de Controle do Stress, em São Paulo. Para não piorar o problema, evite tudo o que atrapalha o suave adormecer: cafeína depois das 18 horas, álcool, claridade no quarto e cochilos durante o dia.
 

9. Mau humor

A fase intermediária do estresse – entre o alerta e a exaustão – é a da resistência. “Nela, o corpo trabalha para impedir o desgaste total da energia. A pessoa se mostra mais cansada, repetitiva e fala o tempo todo do motivo do estresse, tornando-se chata”, diz Carolina. Há outra razão por trás disso. O cortisol nas alturas leva a um desequilíbrio nos sistema imunológico que, segundo uma pesquisa da Universidade de Ohio, nos EUA, está ligado ao estado de espírito.
 

10. Libido baixa

Tudo culpa da torrente hormonal que interage com outros hormônios, os sexuais, acabando com a motivação para o rala e rola. Um estudo do Hospital das Clínicas de São Paulo, realizado em 2010, revelou que 90% das mulheres que procuraram o ambulatório de sexualidade relatavam estar estressadas. Para reverter o quadro, estimule o parceiro a investir nas preliminares para ajudá-la a entrar no clima. Ou faça isso com suas próprias mãos.

Fonte: Revista saude, editora abril

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Asma infantil: 5 situações que demandam atenção dos pais

O Colégio Americano de Alergia, Asma e Imunologia criou cinco tópicos sobre asma infantil aos quais pais e médicos devem estar sempre de olho. Confira a importância de cada um e, se for o caso, aplique as perguntas em casa.

1. A asma faz a criança evitar a prática de esportes ou de outros exercícios?

Cansaço depois de uma simples corrida e pouca vontade para jogar bola não raro são encarados como sintomas naturais da asma. “Alguns pais até acreditam que seu filho só é quietinho, simples assim”, repara Márcia Pizzichini, pneumologista e coordenadora da Comissão de Asma da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia. Nada disso! A falta de fôlego ou a resistência diante das atividades físicas são indícios de que a doença não está controlada — logo, a situação precisa ser repassada ao médico. “É fundamental comparar se a criança gasta energia como as outras”, completa Márcia. Até porque suar a camisa atenua as manifestações da enfermidade e evita o ganho de peso.



2. O pequeno vem faltando com frequência na sala de aula?


A asma é um importante fator de absenteísmo escolar. Tanto que, nos Estados Unidos, ela está entre as principais causas de cadeiras vazias nas classes. Mas isso não quer dizer que seja normal, mesmo para um jovem com o problema, ausentar-se várias vezes das aulas. Quando isso ocorre, converse com o profissional de saúde. O Colégio Americano de Alergia, Asma e Imunologia ressalta que, se a criança é tratada por um alergologista certificado, o tempo fora da escola diminui até 77%. As faltas, aliás, ainda podem indicar que o paciente está dormindo mal. “Crises durante o sono são comuns e tiram a disposição para sair da cama”, alerta a pediatra Fátima Rodrigues, do Hospital Infantil Sabará, em São Paulo.



3. Quando o jovem sai de casa ou entra nela, será que os sinais tendem a piorar?


Cerca de 80% da molecada asmática apresenta alguma outra alergia. E uma forma de identificar a partícula que a desencadeia é ver a reação do seu filho ao chegar em certo ambiente, seja interno, seja externo. Espirros, coriza e coceira sugerem que há algo incomodando as vias respiratórias. Entre os deflagradores de alergias estão pelos de animais, carpetes, mofo, pólen e cigarro. Evitar contato com esses elementos é um passo, mas a criança não poderá viver para sempre em uma bolha. Especialmente em casos graves ou em que o alérgeno está muito presente — como os ácaros —, recomenda-se um tratamento para deixar o sistema imune menos sensível.



4. A criança se sente triste ou diferente de seus amigos?


Falta de ar e baixo rendimento nos esportes, só para citar duas consequências da asma, podem minar a autoestima e isolar garotos e garotas do convívio com os outros. Para ter ideia, o Colégio Americano de Alergia, Asma e Imunologia alerta que quase metade deles já se sentiu deprimido ou excluído — motivos de sobra para manter o quadro sob rédeas curtas. “Às vezes, o próprio estado emocional predispõe a uma crise”, salienta a alergologista pediátrica Cinara Sorice, do Hospital Pequeno Príncipe, em Curitiba. Se o pequeno estiver para baixo, tente animá-lo ou leve-o para se divertir com os amigos. E, de novo, busque a orientação do especialista.



5. A asma e seus sintomas parecem ter desaparecido?


Em diversos casos, o paciente mirim aprende a lidar com um condicionamento físico limitado — que, vale repetir, não é positivo. Fica, por exemplo, mais na dele e evita sair de casa para não despertar nenhuma reação. E, embora isso possa ser visto como sinal de melhora — afinal, a tosse e o chiado no peito surgem com menos frequência —, na verdade é um indício de que a encrenca está limitando pra valer a vida daquela criança. Segundo Fátima Rodrigues, não existe uma cura para a asma, mas é possível controlá-la sem restringir o dia a dia de ninguém. “Diagnosticado um sintoma da doença, é essencial tratá-la e acompanhá-la sempre”, conclui.


Fonte: Reista saude - aditora abril