sexta-feira, 19 de junho de 2015
sexta-feira, 29 de maio de 2015
Menos carne, mais vegetais: igual a mais saúde
Reduzir
o consumo de carne vermelha e se inspirar uma pitada nos vegetarianos
faz parte da receita para viver mais e escapar de infartos, derrames e
tumores.
Fãs de
bifes, picanhas e hambúrgueres, tratem de repensar suas preferências à
mesa. Ninguém vai pedir para vocês virarem a casaca para o
vegetarianismo, mas convém conhecer os últimos achados científicos sobre
o impacto de economizar na carne vermelha para o bem da sua saúde.
Achados, diga-se, um tanto sólidos, como os de um estudo recém-publicado
pelo Imperial College London, na Inglaterra. Depois de acompanhar mais
de 450 mil pessoas de dez países por uma década, os pesquisadores
constataram que os adeptos de uma dieta semivegetariana – na qual só 30%
dos alimentos eram de origem animal – encaravam um risco 20% menor de
morrer por doenças cardiovasculares em comparação com quem seguia um
cardápio mais carnívoro. Repare que não se fala aqui em adotar um menu
baseado apenas em folhas e afins, mas em conceder menos espaço ao que
vem do boi... e mais espaço ao que nasce na terra ou dá em árvore.
Carne vermelha todo dia, maior mortalidade
Outro levantamento, esse da Escola de Saúde Pública de Harvard, nos
Estados Unidos, endossa essa conclusão. Na análise de 121 mil
americanos, a mortalidade por câncer, infarto e derrame aumentou 13%
entre pessoas que consumiam carne vermelha todo santo dia e em 20% entre
aquelas que abusavam de embutidos, como salsichas. Sim, a balança da
ciência pende para os que dão valor à salada. O que não significa riscar
a carne da lista de compras. "Os resultados desses trabalhos não
sugerem proibição, mas moderação", frisa a oncologista Maria Del Pilar
Estevez Diz, do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo.
Recomendação semanal
Pelos cálculos atuais, a recomendação é não exceder meio quilo de
carne de vaca, ovelha ou porco por semana. É pouco mesmo: algo como um
bife segunda, quarta e sexta. Só que essa redução deve ser acompanhada
pelo incremento nas porções de verduras e legumes. "Para obter os
benefícios demonstrados nas pesquisas, o mais importante seria ampliar a
ingestão dos vegetais", avalia a endocrinologista Mirela Jobim de
Azevedo, chefe do Serviço de Nutrologia do Hospital de Clínicas de Porto
Alegre. E o motivo você já deve saber ou suspeitar: as hortaliças e as
frutas reúnem um arsenal inesgotável de substâncias que financiam nossa
longevidade.
Menor mortalidade entre os vegetarianos
Não dá pra negar que o padrão vegetariano leva vantagem em termos de
prevenção. Até porque, em geral, indivíduos que privilegiam esse tipo de
dieta tendem a ser mais magros, praticam exercícios, bebem menos e não
fumam. Tudo isso ajuda a entender os resultados de um megaestudo
assinado pela Universidade Loma Linda, nos Estados Unidos. Após avaliar
73 mil pessoas por cinco anos, observou-se que as taxas de mortalidade, a
despeito da causa, eram menores entre os vegetarianos. Em outro braço
dessa pesquisa, divulgado há pouco, os cientistas perceberam que essa
turma tem um risco 22% menor de sofrer um câncer colorretal. Mas o
interessante aqui é que essa proteção dobra se o sujeito comer... peixe.
No trabalho, os pescovegetarianos enfrentam uma probabilidade 43% menor
de ter a doença. A hipótese para justificar o benefício recai sobre o
ômega-3, a prestigiada gordura dos pescados. Olha aí um substituto para o
bife de vez em quando.
E os embutidos?
Certo, você já entendeu por que deve visistar mais a feira (e a
peixaria). O que há de errado, então, com a carne vermelha? Segundo a
nutróloga Andréa Pereira, do Hospital Israelita Albert Einstein, em São
Paulo, o problema em extravasar no alimento se deve ao fato de ele ser
uma baita fonte de gordura saturada, cujo excesso é um reconhecido fator
de risco cardiovascular. Já os embutidos e as versões processadas
carregam muito nos conservantes, como o nitrito e o nitrato. "Anos e
anos de ingestão contribuem para o surgimento de tumores", alerta a
médica.
Carnívoros x vegetarianos
Como a palavra de ordem é o bom senso, o correto é priorizar sempre a
carne fresca e com menor percentual de gordura. "Com os cortes magros
se obtêm os benefícios e o mínimo de danos", ressalta Aline Marcadenti,
professora de nutrição da Universidade Federal de Ciências e Saúde de
Porto Alegre. Ora, justiça seja feita, não dá pra esconder que a carne
vermelha tem lá suas virtudes, como proteínas, ferro e vitamina B12.
"Mesmo fazendo a substituição por fontes vegetais, fica mais complicado
para o organismo aproveitar todos esses elementos", afirma Andréa. "Não à
toa, alguns vegetarianos têm que repor esses nutrientes por meio de
cápsula."
Essa é uma questão que move um debate acalorado entre carnívoros,
vegetarianos e profissionais da saúde. De acordo com a endocrinologista
Mirela Jobim de Azevedo, não há risco em retirar a carne do cardápio,
desde que sejam mantidos ovos e laticínios – no caso dos veganos, que
eliminam todo alimento de origem animal, a possibilidade de déficits
nutricionais realmente se agrava, o que cobraria a orientação de um
especialista.
Existem, porém, trocas pra lá de plausíveis. "Cerca de 100 gramas de
carne poder ser substituídas por uma concha de feijão, o que resolve a
necessidade de ferro", exemplifica o médico Eric Slywitch, diretor da
Sociedade Vegetariana Brasileira. Mas e a vitamina B12, importante para o
cérebro e exclusiva dos animais? Segundo Slywitch, mesmo comendo carne,
muita gente não absorve o nutriente a contento. E o pior é que temos
pouquíssimos produtos fortificados no mercado. "O ideal é que houvesse
mais alimentos enriquecidos com a vitamina, da mesma forma que acontece
com o iodo no sal e com o ácido fólico em farinhas", dis Slywitch.
Botar em prática uma alimentação saudável não é a tarefa mais fácil
do mundo. Mas tudo pode engrenar se a sua conta for equilibrada: corta
um bifinho aqui, entram um grão e uma verdura ali... Ou, visto de outro
jeito, se você fizer economia no açougue e gastar mais na feira.
Sem carne, mas com prazer
Criatividade pe peça-chave para aumentar o consumo de vegetais sem sentir saudade do churrasco e do bife acebolado
Hambúrguer
Grão-de-bico, lentilha e abóbora podem entrar no lugar da carne.
Depois de cozinhá-los, faça uma pasta, molde e leve ao forno. Para dar
sabor, aposte em pimentas, páprica ou fumaça líquida, que dá gostinho de
carne assada.
Cogumelos
A rigor, são fungos, não vegetais. Substituem muito bem a carne em
massas e risotos. Cada vez mais comuns no mercado, os tipos shimeji,
shiitake e paris dão um toque especial e ainda têm consistência que
lembra tiras de filé.
Na brasa
Não tenha vergonha de pedir espaço na churrasqueira para um espeto de
vegetais. Cebola, batata, abobrinha, tomates e pimentões assados no
fogo ficam de dar água na boca. E, se sobrar espaço, que tal um abacaxi
com canela?
Fonte: Revista saúde
Reduzir
o consumo de carne vermelha e se inspirar uma pitada nos vegetarianos
faz parte da receita para viver mais e escapar de infartos, derrames e
tumores.
Fãs de
bifes, picanhas e hambúrgueres, tratem de repensar suas preferências à
mesa. Ninguém vai pedir para vocês virarem a casaca para o
vegetarianismo, mas convém conhecer os últimos achados científicos sobre
o impacto de economizar na carne vermelha para o bem da sua saúde.
Achados, diga-se, um tanto sólidos, como os de um estudo recém-publicado
pelo Imperial College London, na Inglaterra. Depois de acompanhar mais
de 450 mil pessoas de dez países por uma década, os pesquisadores
constataram que os adeptos de uma dieta semivegetariana – na qual só 30%
dos alimentos eram de origem animal – encaravam um risco 20% menor de
morrer por doenças cardiovasculares em comparação com quem seguia um
cardápio mais carnívoro. Repare que não se fala aqui em adotar um menu
baseado apenas em folhas e afins, mas em conceder menos espaço ao que
vem do boi... e mais espaço ao que nasce na terra ou dá em árvore.
Carne vermelha todo dia, maior mortalidade
Outro levantamento, esse da Escola de Saúde Pública de Harvard, nos Estados Unidos, endossa essa conclusão. Na análise de 121 mil americanos, a mortalidade por câncer, infarto e derrame aumentou 13% entre pessoas que consumiam carne vermelha todo santo dia e em 20% entre aquelas que abusavam de embutidos, como salsichas. Sim, a balança da ciência pende para os que dão valor à salada. O que não significa riscar a carne da lista de compras. "Os resultados desses trabalhos não sugerem proibição, mas moderação", frisa a oncologista Maria Del Pilar Estevez Diz, do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo.Recomendação semanal
Pelos cálculos atuais, a recomendação é não exceder meio quilo de carne de vaca, ovelha ou porco por semana. É pouco mesmo: algo como um bife segunda, quarta e sexta. Só que essa redução deve ser acompanhada pelo incremento nas porções de verduras e legumes. "Para obter os benefícios demonstrados nas pesquisas, o mais importante seria ampliar a ingestão dos vegetais", avalia a endocrinologista Mirela Jobim de Azevedo, chefe do Serviço de Nutrologia do Hospital de Clínicas de Porto Alegre. E o motivo você já deve saber ou suspeitar: as hortaliças e as frutas reúnem um arsenal inesgotável de substâncias que financiam nossa longevidade.Menor mortalidade entre os vegetarianos
Não dá pra negar que o padrão vegetariano leva vantagem em termos de prevenção. Até porque, em geral, indivíduos que privilegiam esse tipo de dieta tendem a ser mais magros, praticam exercícios, bebem menos e não fumam. Tudo isso ajuda a entender os resultados de um megaestudo assinado pela Universidade Loma Linda, nos Estados Unidos. Após avaliar 73 mil pessoas por cinco anos, observou-se que as taxas de mortalidade, a despeito da causa, eram menores entre os vegetarianos. Em outro braço dessa pesquisa, divulgado há pouco, os cientistas perceberam que essa turma tem um risco 22% menor de sofrer um câncer colorretal. Mas o interessante aqui é que essa proteção dobra se o sujeito comer... peixe. No trabalho, os pescovegetarianos enfrentam uma probabilidade 43% menor de ter a doença. A hipótese para justificar o benefício recai sobre o ômega-3, a prestigiada gordura dos pescados. Olha aí um substituto para o bife de vez em quando.E os embutidos?
Certo, você já entendeu por que deve visistar mais a feira (e a peixaria). O que há de errado, então, com a carne vermelha? Segundo a nutróloga Andréa Pereira, do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, o problema em extravasar no alimento se deve ao fato de ele ser uma baita fonte de gordura saturada, cujo excesso é um reconhecido fator de risco cardiovascular. Já os embutidos e as versões processadas carregam muito nos conservantes, como o nitrito e o nitrato. "Anos e anos de ingestão contribuem para o surgimento de tumores", alerta a médica.Carnívoros x vegetarianos
Como a palavra de ordem é o bom senso, o correto é priorizar sempre a carne fresca e com menor percentual de gordura. "Com os cortes magros se obtêm os benefícios e o mínimo de danos", ressalta Aline Marcadenti, professora de nutrição da Universidade Federal de Ciências e Saúde de Porto Alegre. Ora, justiça seja feita, não dá pra esconder que a carne vermelha tem lá suas virtudes, como proteínas, ferro e vitamina B12. "Mesmo fazendo a substituição por fontes vegetais, fica mais complicado para o organismo aproveitar todos esses elementos", afirma Andréa. "Não à toa, alguns vegetarianos têm que repor esses nutrientes por meio de cápsula."Essa é uma questão que move um debate acalorado entre carnívoros, vegetarianos e profissionais da saúde. De acordo com a endocrinologista Mirela Jobim de Azevedo, não há risco em retirar a carne do cardápio, desde que sejam mantidos ovos e laticínios – no caso dos veganos, que eliminam todo alimento de origem animal, a possibilidade de déficits nutricionais realmente se agrava, o que cobraria a orientação de um especialista.
Existem, porém, trocas pra lá de plausíveis. "Cerca de 100 gramas de carne poder ser substituídas por uma concha de feijão, o que resolve a necessidade de ferro", exemplifica o médico Eric Slywitch, diretor da Sociedade Vegetariana Brasileira. Mas e a vitamina B12, importante para o cérebro e exclusiva dos animais? Segundo Slywitch, mesmo comendo carne, muita gente não absorve o nutriente a contento. E o pior é que temos pouquíssimos produtos fortificados no mercado. "O ideal é que houvesse mais alimentos enriquecidos com a vitamina, da mesma forma que acontece com o iodo no sal e com o ácido fólico em farinhas", dis Slywitch.
Botar em prática uma alimentação saudável não é a tarefa mais fácil do mundo. Mas tudo pode engrenar se a sua conta for equilibrada: corta um bifinho aqui, entram um grão e uma verdura ali... Ou, visto de outro jeito, se você fizer economia no açougue e gastar mais na feira.
Sem carne, mas com prazer
Criatividade pe peça-chave para aumentar o consumo de vegetais sem sentir saudade do churrasco e do bife aceboladoHambúrguer
Grão-de-bico, lentilha e abóbora podem entrar no lugar da carne. Depois de cozinhá-los, faça uma pasta, molde e leve ao forno. Para dar sabor, aposte em pimentas, páprica ou fumaça líquida, que dá gostinho de carne assada.Cogumelos
A rigor, são fungos, não vegetais. Substituem muito bem a carne em massas e risotos. Cada vez mais comuns no mercado, os tipos shimeji, shiitake e paris dão um toque especial e ainda têm consistência que lembra tiras de filé.Na brasa
Não tenha vergonha de pedir espaço na churrasqueira para um espeto de vegetais. Cebola, batata, abobrinha, tomates e pimentões assados no fogo ficam de dar água na boca. E, se sobrar espaço, que tal um abacaxi com canela?Fonte: Revista saúde
sexta-feira, 8 de maio de 2015
Um intestino sensível demais
Dor
na barriga, ventre inflado, constipação ou, pelo contrário, idas
urgentes ao banheiro. Se tudo isso lhe soa familiar, comece a suspeitar
da síndrome do intestino irritável.
Você
mal cruza os garfos e já sente a barriga inchar. Tem de correr para o
banheiro e ficar algum tempo esperando até tudo ir embora, inclusive as
cólicas. E é a quarta vez no mês que o episódio se repete ? e olha que
não comeu nada tão forte ou pesado. Aí o suplício some e você já está se
esquecendo... Até que ele volta com tudo, após um prosaico pão com
manteiga no café da manhã. Se você protagoniza essa história, é provável
que tenha um intestino sensível demais. Ou irritável, como preferem os
médicos.
Presente em até 20% da população mundial, a síndrome do intestino
irritável (SII) é uma condição ainda não totalmente compreendida pela
comunidade científica. Isso porque, quando se examina o sistema
digestivo de quem tem o problema, não se veem alterações anatômicas ou
lesões. Só em 1994 foram estabelecidos os critérios de diagnósticos. E
esses critérios, bem como as condutas de controle, acabam de ser
revistos em um trabalho publicado no renomado The Journal of the
American Medical Association.
O artigo aponta o dedo para os principais sintomas: diarreia ou
constipação sem motivo aparente e inchaço temporário da barriga
acompanhado de dores, normalmente depois das refeições. Em geral, a
síndrome começa a se manifestar após um evento estressante, físico ou
emocional. "O gatilho pode ser uma infecção intestinal ou um trauma,
como um assalto", conta a gastroenterologista Sandra Beatriz Marion, da
pontifícia Universida de Católica do paraná. Vem o primeiro episódio e
ela nunca mais abandona o sujeito.
Não há, porém, motivo para pânico. O problema é crônico, mas não
evolui para quadros graves como tumores. "Menos de 10% dos pacientes têm
um comprometimento sério na qualidade de vida", calcula Carlos Fernando
Francescone, chefe do Serviço de Gastroenterologia do Hospital de
Clínicas de Porto Alegre. Apesar disso, a medicina labuta para que a
síndrome não seja um estorvo tão frequente na vida do cidadão ? afinal,
ninguém quer sofrer quando vai ao banheiro.
No passado, a síndrome do intestino irritável era chamada de colite
nervosa por causa da sua intensa associação com situações estressantes.
Só que os médicos repararam, por meio de exames, que os pacientes não
tinham inflamação (identificada pelo "ite" da nomenclatura nem lesões no
intestino grosso. Aí mudaram o nome. "A SII não se resume a um problema
de ordem psicológica, uma vez que é caracterizada por alterações
funcionais no órgão", ressalta Maria do Carmo Friche Passos, presidente
da Federação Brasileira de Gastroenterologia. Contudo, o fator emocional
costuma ser o grande desencadeador das crises. Como fases boas e ruins
se alternam na vida, a síndrome pode ter um comportamento mais
aleatório. O indivíduo passa as férias à base de cerveja e petiscos sem
ter nem uma cólica sequer, mas basta voltar à rotina do trabalho e
trânsito que o martírio reaparece com tudo.
Fonte: revista saúde
Dor
na barriga, ventre inflado, constipação ou, pelo contrário, idas
urgentes ao banheiro. Se tudo isso lhe soa familiar, comece a suspeitar
da síndrome do intestino irritável.
Você
mal cruza os garfos e já sente a barriga inchar. Tem de correr para o
banheiro e ficar algum tempo esperando até tudo ir embora, inclusive as
cólicas. E é a quarta vez no mês que o episódio se repete ? e olha que
não comeu nada tão forte ou pesado. Aí o suplício some e você já está se
esquecendo... Até que ele volta com tudo, após um prosaico pão com
manteiga no café da manhã. Se você protagoniza essa história, é provável
que tenha um intestino sensível demais. Ou irritável, como preferem os
médicos.
O artigo aponta o dedo para os principais sintomas: diarreia ou constipação sem motivo aparente e inchaço temporário da barriga acompanhado de dores, normalmente depois das refeições. Em geral, a síndrome começa a se manifestar após um evento estressante, físico ou emocional. "O gatilho pode ser uma infecção intestinal ou um trauma, como um assalto", conta a gastroenterologista Sandra Beatriz Marion, da pontifícia Universida de Católica do paraná. Vem o primeiro episódio e ela nunca mais abandona o sujeito.
Não há, porém, motivo para pânico. O problema é crônico, mas não evolui para quadros graves como tumores. "Menos de 10% dos pacientes têm um comprometimento sério na qualidade de vida", calcula Carlos Fernando Francescone, chefe do Serviço de Gastroenterologia do Hospital de Clínicas de Porto Alegre. Apesar disso, a medicina labuta para que a síndrome não seja um estorvo tão frequente na vida do cidadão ? afinal, ninguém quer sofrer quando vai ao banheiro.
No passado, a síndrome do intestino irritável era chamada de colite nervosa por causa da sua intensa associação com situações estressantes. Só que os médicos repararam, por meio de exames, que os pacientes não tinham inflamação (identificada pelo "ite" da nomenclatura nem lesões no intestino grosso. Aí mudaram o nome. "A SII não se resume a um problema de ordem psicológica, uma vez que é caracterizada por alterações funcionais no órgão", ressalta Maria do Carmo Friche Passos, presidente da Federação Brasileira de Gastroenterologia. Contudo, o fator emocional costuma ser o grande desencadeador das crises. Como fases boas e ruins se alternam na vida, a síndrome pode ter um comportamento mais aleatório. O indivíduo passa as férias à base de cerveja e petiscos sem ter nem uma cólica sequer, mas basta voltar à rotina do trabalho e trânsito que o martírio reaparece com tudo.
Fonte: revista saúde
segunda-feira, 27 de abril de 2015
Para quem é a cirurgia bariátrica
Os
benefícios desse tipo de procedimento, cada vez mais sólidos, não
justificam sua indicação para qualquer um. Saiba quando, de fato, o
bisturi é uma boa opção para emagrecer.
Não dá
para ignorar os resultados expressivos das cirurgias bariátricas. Numa
revisão da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, a economista
especializada em saúde Su-Hsin Chang investigou 164 estudos, que
reuniram 161 756 voluntários pesos pesados. Tudo para concluir que,
mesmo cinco anos após terem deixado o hospital, os participantes
apresentavam, em média, uma redução de 12 a 17 pontos no índice de massa
corporal (IMC).
Constatações como essa alavancaram o número de pessoas que enxugaram
grandes excessos gordurosos com o bisturi. No nosso pais, saímos de 16
mil casos em 2003 para 88 mil em 2014 – um crescimento de 5,5 vezes,
segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica
(SBCBM).
O que avaliar antes de apelar para o bisturi
IMC
De uma forma muito simplista, daria para dizer que são candidatos à
cirurgia os sujeitos entre 16 e 65 anos com IMC de 40 ou mais – ou mesmo
“só” acima dos 35, desde que já estejam com uma doença decorrente do
excesso de peso.
Tempo
“Hoje, um dos principais fatores a serem analisados é o tempo que o
indivíduo convive com a obesidade”, aponta o cirurgião Cláudio Mottin,
diretor do Centro de Obesidade e Síndrome Metabólica do Hospital São
Lucas, em Porto Alegre. Se for inferior a cinco anos, melhor apostar em
táticas menos radicais.
Fracasso de outras medidas
Outro critério fundamental é ter tentado, sem sucesso, medidas mais brandas por ao menos dois anos.
Estado mental
Transtornos psiquiátricos descompensados ou fases turbulentas da vida
no mínimo adiam a operação. “Há quem precise de preparo psicológico por
mais de um ano antes de fazer o procedimento”, conta Luiza Heberle,
psiquiatra que trabalha com Motin no Hospital São Lucas.
Para não operar e engordar de novo
Antes de tudo
Uma bateria de exames é feita para checar se o candidato pode ser
operado – e, se sim, em quais condições. Ele ainda passa por
acompanhamento psicológico e já dá o pontapé inicial para modificações
no estilo de vida.
Logo após a cirurgia
Nos primeiros 15 dias, a dieta é composta de líquidos. Nas duas
semanas seguintes, entram alimentos pastosos. Só depois de 30 dias estão
liberadas comidas mais durinhas. O contato com os profissionais de
saúde deve ser constante.
Daí em diante
O tratamento não para aí. Fora os ajustes no cardápio e a inclusão de
exercícios na rotina, a pessoa provavelmente recorrerá a suplementos de
vitaminas e minerais. As consultas com o médico seguem por anos e mais
anos.
Fonte: Revista saúde
Os
benefícios desse tipo de procedimento, cada vez mais sólidos, não
justificam sua indicação para qualquer um. Saiba quando, de fato, o
bisturi é uma boa opção para emagrecer.
Não dá
para ignorar os resultados expressivos das cirurgias bariátricas. Numa
revisão da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, a economista
especializada em saúde Su-Hsin Chang investigou 164 estudos, que
reuniram 161 756 voluntários pesos pesados. Tudo para concluir que,
mesmo cinco anos após terem deixado o hospital, os participantes
apresentavam, em média, uma redução de 12 a 17 pontos no índice de massa
corporal (IMC).
Constatações como essa alavancaram o número de pessoas que enxugaram
grandes excessos gordurosos com o bisturi. No nosso pais, saímos de 16
mil casos em 2003 para 88 mil em 2014 – um crescimento de 5,5 vezes,
segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica
(SBCBM).O que avaliar antes de apelar para o bisturi
IMC
De uma forma muito simplista, daria para dizer que são candidatos à cirurgia os sujeitos entre 16 e 65 anos com IMC de 40 ou mais – ou mesmo “só” acima dos 35, desde que já estejam com uma doença decorrente do excesso de peso.Tempo
“Hoje, um dos principais fatores a serem analisados é o tempo que o indivíduo convive com a obesidade”, aponta o cirurgião Cláudio Mottin, diretor do Centro de Obesidade e Síndrome Metabólica do Hospital São Lucas, em Porto Alegre. Se for inferior a cinco anos, melhor apostar em táticas menos radicais.Fracasso de outras medidas
Outro critério fundamental é ter tentado, sem sucesso, medidas mais brandas por ao menos dois anos.Estado mental
Transtornos psiquiátricos descompensados ou fases turbulentas da vida no mínimo adiam a operação. “Há quem precise de preparo psicológico por mais de um ano antes de fazer o procedimento”, conta Luiza Heberle, psiquiatra que trabalha com Motin no Hospital São Lucas.Para não operar e engordar de novo
Antes de tudo
Uma bateria de exames é feita para checar se o candidato pode ser operado – e, se sim, em quais condições. Ele ainda passa por acompanhamento psicológico e já dá o pontapé inicial para modificações no estilo de vida.Logo após a cirurgia
Nos primeiros 15 dias, a dieta é composta de líquidos. Nas duas semanas seguintes, entram alimentos pastosos. Só depois de 30 dias estão liberadas comidas mais durinhas. O contato com os profissionais de saúde deve ser constante.Daí em diante
O tratamento não para aí. Fora os ajustes no cardápio e a inclusão de exercícios na rotina, a pessoa provavelmente recorrerá a suplementos de vitaminas e minerais. As consultas com o médico seguem por anos e mais anos.
Fonte: Revista saúde
sexta-feira, 24 de abril de 2015
Uma gordura para esquecer
Estudo comprova que a trans está por trás de falhas de memória. E pior: seus efeitos já podem aparecer em pessoas jovens
Que ela
faz um mal danado ao coração, quase todo mundo lembra e ninguém
questiona. Mas a repercussão de alimentos ricos em trans (bolachas,
salgadinhos, sorvetes...) alguns palmos acima do peito, lá no cérebro,
ainda é um terreno novo entre os estudiosos da nutrição. Terreno que foi
chacoalhado por uma pesquisa da Universidade da Califórnia, nos Estados
Unidos. Ela traz dados robustos de que o consumo frequente de produtos
industrializados cheios de gordura é capaz de comprometer a memória – e
muito antes de os cabelos brancos surgirem.
Os cientistas pediram a 1 018 homens, com idade entre 20 e 45 anos,
que respondessem a um questionário sobre hábitos alimentares – um dos
tópicos era a carga de trans no cardápio. Depois das perguntas todos
participaram de um teste de memória simples, em que assistiam a uma
sequência de palavras. A única tarefa dos voluntários era dizer se o que
eles estavam lendo naquele momento era igual ao que tinham visto antes.
Aí veio a surpresa: a cada grama ingerido do ingrediente, o sujeito se
esquecia de 0,76 palavra. “Isso significa que, num exame com 86
vocábulos, as pessoas que comiam muito dessa gordura erravam 11 termos a
mais em comparação com quem a evitava no prato”, explica a médica
Beatrice Golomb, líder da investigação. A diferença é considerada
enorme, ainda mais quando se leva em conta a idade dos participantes.
Ora, é entre os 20 e os 45 anos que o indivíduo se forma e cresce na
vida acadêmica e profissional – fase crítica para o cérebro trabalhar.
Com uma gordura interfere nas atividades dos neurônios?
Numa ação chamada pró-oxidante, a trans promove, dentro do organismo,
uma enxurrada de radicais livres, moléculas que, em excesso, danificam
as células nervosas – inclusive nas áreas cerebrais que retêm as
lembranças. “O abuso de itens ricos em trans também está associado ao
ganho de peso, que, por sua vez, impacta negativamente na massa
cinzenta”, acrescenta o neurologista Paulo Bertolucci, da Universidade
Federal de São Paulo
A partir de que quantidade é prejudicial?
Apesar de a presença do ingrediente ter sido reduzida no mercado nos
últimos anos, o assunto ainda preocupa os profissionais de saúde – até
porque produtos mais baratos permanecem lotados dessa gordura. “A trans
deve representar, no máximo, 1%, ou 2,2 gramas, das calorias diárias”,
indica a nutricionista Selma Sanches Dovichi, da Universidade Federal
do Triângulo Mineiro.
Se pensarmos que uma porção de batata frita pré-cozida tem 6 gramas
de trans e uma única fatia de pizza congelada leva 1,1 grama,
ultrapassar esse limite é mais fácil do que se imagina. E o mesmo
raciocínio se aplica a quem se entrega aos pacotes de bolacha recheada
ou salgadinho. “Quanto menos trans na dieta, melhor”, frisa Silva.
Estudo comprova que a trans está por trás de falhas de memória. E pior: seus efeitos já podem aparecer em pessoas jovens
Que ela
faz um mal danado ao coração, quase todo mundo lembra e ninguém
questiona. Mas a repercussão de alimentos ricos em trans (bolachas,
salgadinhos, sorvetes...) alguns palmos acima do peito, lá no cérebro,
ainda é um terreno novo entre os estudiosos da nutrição. Terreno que foi
chacoalhado por uma pesquisa da Universidade da Califórnia, nos Estados
Unidos. Ela traz dados robustos de que o consumo frequente de produtos
industrializados cheios de gordura é capaz de comprometer a memória – e
muito antes de os cabelos brancos surgirem.
Os cientistas pediram a 1 018 homens, com idade entre 20 e 45 anos,
que respondessem a um questionário sobre hábitos alimentares – um dos
tópicos era a carga de trans no cardápio. Depois das perguntas todos
participaram de um teste de memória simples, em que assistiam a uma
sequência de palavras. A única tarefa dos voluntários era dizer se o que
eles estavam lendo naquele momento era igual ao que tinham visto antes.
Aí veio a surpresa: a cada grama ingerido do ingrediente, o sujeito se
esquecia de 0,76 palavra. “Isso significa que, num exame com 86
vocábulos, as pessoas que comiam muito dessa gordura erravam 11 termos a
mais em comparação com quem a evitava no prato”, explica a médica
Beatrice Golomb, líder da investigação. A diferença é considerada
enorme, ainda mais quando se leva em conta a idade dos participantes.
Ora, é entre os 20 e os 45 anos que o indivíduo se forma e cresce na
vida acadêmica e profissional – fase crítica para o cérebro trabalhar.Com uma gordura interfere nas atividades dos neurônios?
Numa ação chamada pró-oxidante, a trans promove, dentro do organismo, uma enxurrada de radicais livres, moléculas que, em excesso, danificam as células nervosas – inclusive nas áreas cerebrais que retêm as lembranças. “O abuso de itens ricos em trans também está associado ao ganho de peso, que, por sua vez, impacta negativamente na massa cinzenta”, acrescenta o neurologista Paulo Bertolucci, da Universidade Federal de São PauloA partir de que quantidade é prejudicial?
Apesar de a presença do ingrediente ter sido reduzida no mercado nos últimos anos, o assunto ainda preocupa os profissionais de saúde – até porque produtos mais baratos permanecem lotados dessa gordura. “A trans deve representar, no máximo, 1%, ou 2,2 gramas, das calorias diárias”, indica a nutricionista Selma Sanches Dovichi, da Universidade Federal do Triângulo Mineiro.Se pensarmos que uma porção de batata frita pré-cozida tem 6 gramas de trans e uma única fatia de pizza congelada leva 1,1 grama, ultrapassar esse limite é mais fácil do que se imagina. E o mesmo raciocínio se aplica a quem se entrega aos pacotes de bolacha recheada ou salgadinho. “Quanto menos trans na dieta, melhor”, frisa Silva.
sexta-feira, 17 de abril de 2015
Operação “chega de rinite”
Manual publicado por médicos americanos traz as novas recomendações para o controle de quadros de fundo alérgico
Espirros,
coriza e nariz entupido: todo mundo tem, já teve ou ainda vai ter pelo
menos um episódio de rinite. Basta pegar uma gripe ou um resfriado
passageiro. Mas, para uma parcela da população, ela faz parte da rotina.
É só entar em contato com pó, mofo, ácaros, pólen, pelos de animais ou
produtos químicos que o organismo reage com tudo, anticorpos são
liberados e a mucosa nasal, inflamada, sofre as consequências.
Por se tratar de uma condição crônica e que muitas vezes repele o
tratamento receitado, a Academia Americana de Otorrinolaringologia e
Cirurgia Cérvico-Facial acaba de atualizar suas diretrizes para o
controle da rinite alérgica. Além de nortear a detecção e o plano
terapêutico, o guia propõe orientações para adotar em casa e ainda dá
uma palavra sobre o papel da acupuntura e da fitoterapia. Segure o
espirro e conheça essas 10 recomendações.
1. A importância do diagnóstico
Um dos desafios que a rinite alérgia impõe é o dignóstico e como
flagrar o que desperta as crises. Não por acaso, o documento americano
começa reforçando a necessidade de o médico traçar minuciosamente o
histórico do paciente e apurar os gatilhos e a presença de doenças
relacionadas. Segundo o pneumologista Álvaro Cruz, da Universidade
Federal da Bahia, asmáticos tendem a ter mais rinite, por exemplo. Se o
fator desencadeante não é identificado nas consultas, testes de alergia
(que usam a pele ou o sangue) são bem-vindos.
2. Pets: cada um no seu quadrado
Sabemos que é difícil manter distância dos animais se você tem um
deles em casa. Mas o novo guia pede atenção diante dos pets. Isso porque
cães e gatos têm alérgenos que são liberados na saliva, na pele e na
urina, além de acumular ácaros nos pelos. Tem gente que só tem alergia
de gato e outros só de cachorro. Independentemente da espécie, o ideal é
definir um espaço para o bicho, a fim de evitar que os pelos se
espalhem pela casa, e lavar as mãos depois dos afagos. Dar banho ajuda,
mas não traz melhoras em meio a uma crise.
3. O ar que você respira
O ar-condicionado pode ser um aliado porque serve como filtro contra a
poluição que vem da rua. Isso desde que a manutenção do aparelho esteja
em dia – e os fabricantes pedem que o filtro seja limpo com água a cada
três meses, pelo menos. O ar mais gelado e seco em si não provoca
rinite, mas pode deixar a mucosa nasal sensível. Daí o conselho de
programar uma temperatura amena (entre 24 e 25 ºC) e adotar um
umidificador.
4. Extermínio de ácaros
Esses aracnídeos invisíveis a olho nu são responsáveis pela rinite de
boa parte dos brasileiros. Gostam de lugares úmidos e quentes e se
alimentam de restos de pele que se misturam à poeira. Para acabar com a
festa, conservar a casa limpa e os armários secos é fundamental – e, de
bônus, se evita outro patrocinador de alergias, o mofo. Na batalha
contra o pó entram pano úmido e aspirador com filtros Hepa, que retêm
melhor a poeira. Produtos contra ácaros também podem ser requisitados.
5. A cama pode ser a fonte do problema
Lençóis, cobertores, colchões e travesseiros são um prato cheio para
os ácaros. Assim, trocar e lavar a roupa de cama com frequência (pelo
menos uma vez por semana) é a primeira regra de ouro. O manual americano
propõe o uso de capas impermeáveis e hipoalergênicas em colchões e
travesseiros. Manter os quartos ventilados e a cama exposta ao sol
também ajuda.
6. Para tratar sem sedar
Como antialérgicos têm fama de gerar aquela soneira, as novas
diretrizes priorizam a prescrição de anti-histamínicos de segunda
geração, que não têm o efeito sedativo típico da primeira classe dessas
drogas. Essa nova geração tem outras vantagens: age mais rápido, pode
ser usada por um período maior e não interfere no apetite.
7. Remédios da pesada
Há medicações que só devem entrar em cena em casos mais graves ou
durante as crises. E o principal exempo aqui são os corticoides,
potentes anti-inflamatórios. Os especialistas prescrevem por poucos
dias, uma vez que o uso prolongado pode causar retenção de líquido,
aumento de peso, mal-estar e até osteoporose. Convém reforçar: como os
antialérgicos, eles só devem ser empregados sob orientação.
8. Educação imunológica
E se treinássemos o sistema imune para ele deixar de hiper-reagir
toda vez que o corpo tem contato com ácaros ou pelos de animais? Esse é o
princípio da imunoterapia, uma espécie de vacina que injeta baixas
doses de alérgenos com o objetivo de neutralizar a resposta das nossas
defesas diante desses corpos estranhos. O manual a coloca como opção
quando a alergia é refratária a tratamentos convencionais – e as
aplicações podem durar de dois a três anos.
9. Apoio das agulhas
Pela primeira vez, o consenso da Academia Americana de
Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial se posiciona quanto ao
uso da acupuntura: ela pode, sim, integrar o combate não medicamentoso à
rinite alérgica. A aplicação das agulhas em pontos mapeados pela
medicina tradicional chinesa poderia ser utilizada sozinha ou como
complemento aos remédios. No Brasil, a técnica ainda não é reconhecida
para substituir o tratamento padrão, e o que se alega é a carência de
mais pesquisas comprovando seus benefícios. No entanto, ela está longe
de ser contraindicada pelos especialistas.
10. O chazinho se deu mal
Se a acupuntura recebeu o aval contra a rinite, o mesmo não se pode
dizer da fitoterapia. O guia desencoraja o uso de ervas medicinais como
tratamento, independentemente do meio (infusão, cápsula...). Faltam
provas sobre sua segurança e eficiência e ainda existe o risco de
efeitos colaterais e interações com remédios prescritos no consultório.
Veja: não é que o chá da vovó está proibido, mas é importante saber que
não será uma xícara quentinha que resolverá de vez uma crise de rinite.
Manual publicado por médicos americanos traz as novas recomendações para o controle de quadros de fundo alérgico
Espirros,
coriza e nariz entupido: todo mundo tem, já teve ou ainda vai ter pelo
menos um episódio de rinite. Basta pegar uma gripe ou um resfriado
passageiro. Mas, para uma parcela da população, ela faz parte da rotina.
É só entar em contato com pó, mofo, ácaros, pólen, pelos de animais ou
produtos químicos que o organismo reage com tudo, anticorpos são
liberados e a mucosa nasal, inflamada, sofre as consequências.
Por se tratar de uma condição crônica e que muitas vezes repele o
tratamento receitado, a Academia Americana de Otorrinolaringologia e
Cirurgia Cérvico-Facial acaba de atualizar suas diretrizes para o
controle da rinite alérgica. Além de nortear a detecção e o plano
terapêutico, o guia propõe orientações para adotar em casa e ainda dá
uma palavra sobre o papel da acupuntura e da fitoterapia. Segure o
espirro e conheça essas 10 recomendações.1. A importância do diagnóstico
Um dos desafios que a rinite alérgia impõe é o dignóstico e como flagrar o que desperta as crises. Não por acaso, o documento americano começa reforçando a necessidade de o médico traçar minuciosamente o histórico do paciente e apurar os gatilhos e a presença de doenças relacionadas. Segundo o pneumologista Álvaro Cruz, da Universidade Federal da Bahia, asmáticos tendem a ter mais rinite, por exemplo. Se o fator desencadeante não é identificado nas consultas, testes de alergia (que usam a pele ou o sangue) são bem-vindos.2. Pets: cada um no seu quadrado
Sabemos que é difícil manter distância dos animais se você tem um deles em casa. Mas o novo guia pede atenção diante dos pets. Isso porque cães e gatos têm alérgenos que são liberados na saliva, na pele e na urina, além de acumular ácaros nos pelos. Tem gente que só tem alergia de gato e outros só de cachorro. Independentemente da espécie, o ideal é definir um espaço para o bicho, a fim de evitar que os pelos se espalhem pela casa, e lavar as mãos depois dos afagos. Dar banho ajuda, mas não traz melhoras em meio a uma crise.3. O ar que você respira
O ar-condicionado pode ser um aliado porque serve como filtro contra a poluição que vem da rua. Isso desde que a manutenção do aparelho esteja em dia – e os fabricantes pedem que o filtro seja limpo com água a cada três meses, pelo menos. O ar mais gelado e seco em si não provoca rinite, mas pode deixar a mucosa nasal sensível. Daí o conselho de programar uma temperatura amena (entre 24 e 25 ºC) e adotar um umidificador.4. Extermínio de ácaros
Esses aracnídeos invisíveis a olho nu são responsáveis pela rinite de boa parte dos brasileiros. Gostam de lugares úmidos e quentes e se alimentam de restos de pele que se misturam à poeira. Para acabar com a festa, conservar a casa limpa e os armários secos é fundamental – e, de bônus, se evita outro patrocinador de alergias, o mofo. Na batalha contra o pó entram pano úmido e aspirador com filtros Hepa, que retêm melhor a poeira. Produtos contra ácaros também podem ser requisitados.5. A cama pode ser a fonte do problema
Lençóis, cobertores, colchões e travesseiros são um prato cheio para os ácaros. Assim, trocar e lavar a roupa de cama com frequência (pelo menos uma vez por semana) é a primeira regra de ouro. O manual americano propõe o uso de capas impermeáveis e hipoalergênicas em colchões e travesseiros. Manter os quartos ventilados e a cama exposta ao sol também ajuda.6. Para tratar sem sedar
Como antialérgicos têm fama de gerar aquela soneira, as novas diretrizes priorizam a prescrição de anti-histamínicos de segunda geração, que não têm o efeito sedativo típico da primeira classe dessas drogas. Essa nova geração tem outras vantagens: age mais rápido, pode ser usada por um período maior e não interfere no apetite.7. Remédios da pesada
Há medicações que só devem entrar em cena em casos mais graves ou durante as crises. E o principal exempo aqui são os corticoides, potentes anti-inflamatórios. Os especialistas prescrevem por poucos dias, uma vez que o uso prolongado pode causar retenção de líquido, aumento de peso, mal-estar e até osteoporose. Convém reforçar: como os antialérgicos, eles só devem ser empregados sob orientação.8. Educação imunológica
E se treinássemos o sistema imune para ele deixar de hiper-reagir toda vez que o corpo tem contato com ácaros ou pelos de animais? Esse é o princípio da imunoterapia, uma espécie de vacina que injeta baixas doses de alérgenos com o objetivo de neutralizar a resposta das nossas defesas diante desses corpos estranhos. O manual a coloca como opção quando a alergia é refratária a tratamentos convencionais – e as aplicações podem durar de dois a três anos.9. Apoio das agulhas
Pela primeira vez, o consenso da Academia Americana de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial se posiciona quanto ao uso da acupuntura: ela pode, sim, integrar o combate não medicamentoso à rinite alérgica. A aplicação das agulhas em pontos mapeados pela medicina tradicional chinesa poderia ser utilizada sozinha ou como complemento aos remédios. No Brasil, a técnica ainda não é reconhecida para substituir o tratamento padrão, e o que se alega é a carência de mais pesquisas comprovando seus benefícios. No entanto, ela está longe de ser contraindicada pelos especialistas.10. O chazinho se deu mal
Se a acupuntura recebeu o aval contra a rinite, o mesmo não se pode dizer da fitoterapia. O guia desencoraja o uso de ervas medicinais como tratamento, independentemente do meio (infusão, cápsula...). Faltam provas sobre sua segurança e eficiência e ainda existe o risco de efeitos colaterais e interações com remédios prescritos no consultório. Veja: não é que o chá da vovó está proibido, mas é importante saber que não será uma xícara quentinha que resolverá de vez uma crise de rinite.sexta-feira, 10 de abril de 2015
9 truques para deixar o churrasco saudável
Ele
é uma paixão nacional, mas está longe de ser o melhor preparo aos olhos
da nutrição. Saiba como atenuar suas más qualidades – sem deixar de
comer carne.
Botar a
picanha, a maminha e o cupim para assar é sinônimo de festa para muitos
brasileiros. Mas é preciso tomar cuidado: expor a carne a altas
temperaturas no braseiro tende a impregná-la de compostos nocivos com
nomes químicos de batismo um tanto complicados – as aminas
heterocíclicas e os hidrocarbonetos policíclicos aromáticos. São
moléculas envolvidas, por exemplo, com o surgimento de tumores. Mas há
medidas testadas capazes de minimizar a formação desses compostos.
1. Faça uma marinada
Deixar a carne de molho por pelo menos 30 minutos numa solução com
vinho ou cerveja, alho e ervas aromáticas reduz o aparecimento posterior
das temidas aminas heterocíclicas. "Além de melhorar o sabor e a
maciez, a marinada diminui o tempo de cozimento", explica a
nutricionista Marcela Veiros, professora da Universidade Federal de
Santa Catarina. Esse banho é muito bem-vindo ao frango e a peças bovinas
que demoram um pouco mais para ficar prontas.
O preparo da marinada pode variar com o tipo de carne e o gosto do
freguês. De modo geral, vinho, vinagre, cerveja, limão, ervas, cebola e
alho estão entre os melhores ingredientes – e o tempo de molho vai de
meia hora a um pernoite. Um estudo da Universidade do Porto, em
Portugal, mostra que a cerveja preta é uma senhora protetora da carne de
porco. E um trabalho que comparou marinadas louva a mistura de cebola,
alho e suco de limão – boa para frangos e até mesmo para peixes.
2. Prefira bifes a peçonas
Essa estratégia simples serve para encurtar o tempo sobre a brasa.
"Quanto mais elevada a temperatura a que a carne está submetida, maior a
formação dos compostos prejudiciais", ensina a engenheira de alimentos
Ana Lúcia Corrêa Lemos, do Instituto de Tecnologia de Alimentos, em
Campinas, no interior paulista. Então, quanto menos tempo o alimento
passar pela grelha, melhor. Em vez de colocar a picanha inteira na
churrasqueira, que tal fatiá-la em bifes antes de assar?
3. Vire mais a carne
Sabe quando o churrasqueiro fica batendo um papo e deixa tudo tostar?
Pois esse descuido tem repercussões no nosso corpo. Carne tostada é a
prova visível de que ela está repleta de substâncias ruins. "Virar os
bifes é importante para que primeiro ocorra o selamento e, com isso, a
carne não resseque, e para que ela grelhe de modo uniforme, sem ficar
torrada demais em um dos lados", esclarece Marcela.
4. Tire o excesso de gordura
Quem delira com aquela lasca de gordura da picanha que nos perdoe,
mas há vantagens em optar por cortes menos gordos ou podar os excessos
antes de levar ao fogo – e não apenas por deixar o churrasco mais magro.
"A presença de gordura não influencia a formação das aminas, mas,
quando escorre para a brasa, faz gerar a fumaça que impregna a carne de
hidrocarbonetos policíclicos", avisa Ana Lúcia.
5. Aposte no pré-cozimento
É outra solução para reduzir o tempo no braseiro e se destina a peças
grandes como o cupim e a costela, que podem fazer uma passagem prévia
pela panela de pressão. Se você não gosta tanto da ideia, cobrir a carne
com papel-alumínio ou celofane já ajuda no cozimento sobre a grelha.
"Isso inibe o contato com a fumaça", justifica a nutricionista Andréa
Esquivel, do Centro de Diagnóstico em Gastroenterologia, em São Paulo.
6. Deixe a brasa mais longe
Mantenha distância. Eis uma plaquinha que podia decorar a
churrasqueira de todos os lares. A distância se refere ao espaço entre a
grelha e o carvão. Embora não haja uma medida ideal (depende do espaço
utilizado), busque afastá-los o máximo possível sem que ocorra perda
expressiva de calor. "É preciso ter sempre o cuidado para que as chamas
nunca atinjam o alimento", reforça a professora Marcela.
7. Limpe bem a grelha
Sabe a sujeira preta que se acumula ali? Pois a gordura derretida e
os restos de carne torrada deixam de herança um reduto de moléculas
perigosas – sem falar nos riscos da falta de higiene em si. A ordem é
limpar o utensílio antes de todo churrasco. Caso contrário, aquela
imundície vai se incorporar, sim, na carne. Além da buchinha e do
detergente, hoje existem produtos próprios para grelhas.
8. Evite tostados e embutidos
Em matéria de agentes cancerígenos, você já deve ter percebido que o
malpassado é preferível ao tostado. "E devem ficar atentas a isso
especialmente pessoas que já sofrem de problemas gástricos e
intestinais", lembra Andréa. Por falar nisso, outra medida de ouro é
deixar de escanteio linguiças processadas e salsichões, que já
apresentam moléculas propícias a atrapalhar a vida das células.
9. Use frutas e legumes
Um churrasco saudável que se preze tem diversidade sobre as brasas.
Por isso, dê fim ao monopólio da carne vermelha e conceda licença a
legumes e frutas, fontes de nutrientes que blindam o organismo. Tomate,
abobrinha e berinjela são alguns exemplos do que vai bem na grelha. E o
abacaxi é um capítulo à parte. "O calor faz aumentar a disponibilidade
da bromelina, substância que favorece a digestão", destaca Andréa.
Fonte: Revista saúde
Ele
é uma paixão nacional, mas está longe de ser o melhor preparo aos olhos
da nutrição. Saiba como atenuar suas más qualidades – sem deixar de
comer carne.
Botar a
picanha, a maminha e o cupim para assar é sinônimo de festa para muitos
brasileiros. Mas é preciso tomar cuidado: expor a carne a altas
temperaturas no braseiro tende a impregná-la de compostos nocivos com
nomes químicos de batismo um tanto complicados – as aminas
heterocíclicas e os hidrocarbonetos policíclicos aromáticos. São
moléculas envolvidas, por exemplo, com o surgimento de tumores. Mas há
medidas testadas capazes de minimizar a formação desses compostos.
1. Faça uma marinada
Deixar a carne de molho por pelo menos 30 minutos numa solução com vinho ou cerveja, alho e ervas aromáticas reduz o aparecimento posterior das temidas aminas heterocíclicas. "Além de melhorar o sabor e a maciez, a marinada diminui o tempo de cozimento", explica a nutricionista Marcela Veiros, professora da Universidade Federal de Santa Catarina. Esse banho é muito bem-vindo ao frango e a peças bovinas que demoram um pouco mais para ficar prontas.O preparo da marinada pode variar com o tipo de carne e o gosto do freguês. De modo geral, vinho, vinagre, cerveja, limão, ervas, cebola e alho estão entre os melhores ingredientes – e o tempo de molho vai de meia hora a um pernoite. Um estudo da Universidade do Porto, em Portugal, mostra que a cerveja preta é uma senhora protetora da carne de porco. E um trabalho que comparou marinadas louva a mistura de cebola, alho e suco de limão – boa para frangos e até mesmo para peixes.
2. Prefira bifes a peçonas
Essa estratégia simples serve para encurtar o tempo sobre a brasa. "Quanto mais elevada a temperatura a que a carne está submetida, maior a formação dos compostos prejudiciais", ensina a engenheira de alimentos Ana Lúcia Corrêa Lemos, do Instituto de Tecnologia de Alimentos, em Campinas, no interior paulista. Então, quanto menos tempo o alimento passar pela grelha, melhor. Em vez de colocar a picanha inteira na churrasqueira, que tal fatiá-la em bifes antes de assar?3. Vire mais a carne
Sabe quando o churrasqueiro fica batendo um papo e deixa tudo tostar? Pois esse descuido tem repercussões no nosso corpo. Carne tostada é a prova visível de que ela está repleta de substâncias ruins. "Virar os bifes é importante para que primeiro ocorra o selamento e, com isso, a carne não resseque, e para que ela grelhe de modo uniforme, sem ficar torrada demais em um dos lados", esclarece Marcela.4. Tire o excesso de gordura
Quem delira com aquela lasca de gordura da picanha que nos perdoe, mas há vantagens em optar por cortes menos gordos ou podar os excessos antes de levar ao fogo – e não apenas por deixar o churrasco mais magro. "A presença de gordura não influencia a formação das aminas, mas, quando escorre para a brasa, faz gerar a fumaça que impregna a carne de hidrocarbonetos policíclicos", avisa Ana Lúcia.5. Aposte no pré-cozimento
É outra solução para reduzir o tempo no braseiro e se destina a peças grandes como o cupim e a costela, que podem fazer uma passagem prévia pela panela de pressão. Se você não gosta tanto da ideia, cobrir a carne com papel-alumínio ou celofane já ajuda no cozimento sobre a grelha. "Isso inibe o contato com a fumaça", justifica a nutricionista Andréa Esquivel, do Centro de Diagnóstico em Gastroenterologia, em São Paulo.6. Deixe a brasa mais longe
Mantenha distância. Eis uma plaquinha que podia decorar a churrasqueira de todos os lares. A distância se refere ao espaço entre a grelha e o carvão. Embora não haja uma medida ideal (depende do espaço utilizado), busque afastá-los o máximo possível sem que ocorra perda expressiva de calor. "É preciso ter sempre o cuidado para que as chamas nunca atinjam o alimento", reforça a professora Marcela.7. Limpe bem a grelha
Sabe a sujeira preta que se acumula ali? Pois a gordura derretida e os restos de carne torrada deixam de herança um reduto de moléculas perigosas – sem falar nos riscos da falta de higiene em si. A ordem é limpar o utensílio antes de todo churrasco. Caso contrário, aquela imundície vai se incorporar, sim, na carne. Além da buchinha e do detergente, hoje existem produtos próprios para grelhas.8. Evite tostados e embutidos
Em matéria de agentes cancerígenos, você já deve ter percebido que o malpassado é preferível ao tostado. "E devem ficar atentas a isso especialmente pessoas que já sofrem de problemas gástricos e intestinais", lembra Andréa. Por falar nisso, outra medida de ouro é deixar de escanteio linguiças processadas e salsichões, que já apresentam moléculas propícias a atrapalhar a vida das células.9. Use frutas e legumes
Um churrasco saudável que se preze tem diversidade sobre as brasas. Por isso, dê fim ao monopólio da carne vermelha e conceda licença a legumes e frutas, fontes de nutrientes que blindam o organismo. Tomate, abobrinha e berinjela são alguns exemplos do que vai bem na grelha. E o abacaxi é um capítulo à parte. "O calor faz aumentar a disponibilidade da bromelina, substância que favorece a digestão", destaca Andréa.Fonte: Revista saúde
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