terça-feira, 17 de novembro de 2015

7 coisas que você precisa saber sobre herpes

Mulher boca herpes
Houve avanços importantes no controle desse vírus que adora dar as caras no calo.
 
 
Verão é tempo de sol, praia, piscina... e aumento nas crises de herpes labial. A exposição solar reduz a imunidade da pele. Então, o vírus do herpes, encontrado em 90% da população, pode partir para o ataque. O lábio começa a formigar, coçar, depois é tomado por vesículas (bolhinhas cheias de líquido), que se rompem criando feridas. Além de arderem, abalam a autoestima: todo mundo repara, não tem como esconder. O tratamento se limitava a reduzir a duração das crises. Depois que os cientistas descobriram como se dá o ataque, surgiram estratégias mais eficazes de prevenção e meios de identificar quem está mais sujeito a episódios graves e muito repetitivos – 10% da população têm até seis por ano, o que é um tormento! A seguir, outras informações sobre herpes que você precisa conhecer.

1. Não é uma infecção bobinha

O herpes é altamente contagioso. Transmitido pelo beijo ou contato com saliva de quem está com o vírus ativo, na maioria das vezes produz sintomas restritos aos lábios, mas pode se alastrar, atingindo os olhos, o nariz, a boca e outras regiões da face, avisa o dermatologista Walmar Roncalli de Oliveira, professor da Faculdade de Medicina da USP. Os quadros mais extensos e graves ocorrem em pessoas com imunidade baixa. 

2. Pode haver predisposição genética

Estudos recentes mostram que não se trata apenas de uma doença infecciosa; a resposta ao vírus também decorre de sensibilidade relacionada ao gene MBL, situado no cromossomo 10, que pode vir em 10 formas diferentes. “Quem herda a forma 2 é mais vulnerável a surtos graves e frequentes, o que pode ser detectado por um teste genético”, afirma o dermatologista Omar Lupi, da Academia Nacional de Medicina.

3. A primeira crise costuma ser mais grave

Em 72% dos casos, o contato com o vírus se dá antes dos 20 anos de idade. Na primeira vez, como o sistema de defesa interno não o reconhece, os estragos são maiores: “surgem aftas na boca e na faringe, que impedem o paciente de se alimentar, gânglios inchados, dor de cabeça, febre e mal-estar geral”, explica Lupi. As crises posteriores em geral são mais brandas. Em torno de 40% dos portadores manifestam sintomas.

4. Os medicamentos não matam o vírus

Eles impedem a sua replicação, isto é, que continue produzindo cópias de si mesmo e infectando os tecidos. O primeiro foi o aciclovir, sintetizado em 1974; depois vieram derivados, como o valaciclovir e o fanciclovir, com menos efeitos colaterais e custo mais alto. Os três são administrados por via oral e, nos casos mais graves, endovenosa, para abreviar a crise e reduzir sua intensidade. As pomadas à base dessas substâncias não têm a mesma ação, apenas evitam que o vírus se dissemine para outras regiões. Debelado o surto, ele fica inativo até uma nova queda na imunidade, que nem precisa ser de grandes proporções. Gripe, diarreia, estresse físico ou psicológico, cansaço, exposição solar e tratamentos dentários podem desencadear o ataque. Muitas mulheres sofrem com herpes na TPM.

5. Tratar por conta própria é um perigo

Cerca de 80% das pessoas praticam a automedicação, segundo pesquisa que ouviu 100 brasileiros, divulgada em setembro. O achado preocupa porque o uso indiscriminado está tornando o vírus resistente aos medicamentos. “Em geral as pessoas usam sem critério, numa dose insuficiente e por tempo menor do que o necessário”, informa Lupi.

6. Dá para prevenir

Antes, a orientação era usar protetor solar labial e cuidar bem da saúde para manter a resistência em dia e o vírus inativo. Até que foram resgatados estudos da década de 1950 sobre a lisina, um aminoácido essencial (não é produzido pelo corpo, deve ser fornecido pela dieta). “Ela consegue entrar na célula infectada e inibir a replicação do vírus, portanto previne crises”, explica Oliveira. Novos trabalhos encontraram resultado tão promissor (diminuição da frequência dos surtos em 84% dos casos) que os dermatologistas começaram a receitar a lisina manipulada. Até o lançamento do primeiro medicamento à base dela, apresentado aos dermatologistas em setembro.

7. A dieta pode fazer diferença

Os cientistas descobriram que enquanto a lisina dificulta o ataque, outro aminoácido favorece a agressão, a arginina. Portanto, para se proteger contra o herpes ponha na mesa mais alimentos ricos em lisina (carne vermelha, peixe, frango, laticínios, levedo de cerveja) e restrinja as fontes de arginina (chocolate, amendoim, castanha, pistache, abacaxi).

Fonte: Revista saúde
 

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Tem que lavar o nariz

Tem que lavar o narizLançar mão de soluções salinas é regra básica para controlar a rinite alérgica. Mas não adianta fazer isso só durante as crises.
 
 
Para quem convive com espirros, coriza e sensação de nariz entupido, dar um banho nas fossas nasais é tão importante quanto escovar os dentes. Achou exagerado? Não é, não. Adotar soluções salinas para higienizar o nariz faz toda a diferença no contra-ataque à rinite alérgica, inflamação da mucosa nasal desencadeada por elementos como ácaro e que chegar a abalar a produtividade no dia a dia. Segundo João Ferreira de Mello Júnior, professor de otorrinolaringologia da Universidade de São Paulo, é comum que a congestão nasal e outros sintomas atrapalhem até o sono. “Aí, sem dormir direito, a pessoa não consegue se concentrar na escola ou no trabalho”, observa.
O antídoto contra essas chateações é simples, mas exige compromisso na agenda: a lavagem diária. Uma revisão de trabalhos científicos realizada por médicos do Hospital Municipal de Karlsruhe e da Universidade de Colônia, na Alemanha, constatou que a limpeza da cavidade nasal minimiza as manifestações da rinite, aumenta a qualidade de vida e permite diminuir em cerca de 60% a necessidade de remédios mais fortes.

“Ela melhora os mecanismo de defesa do nariz, hidrata a mucosa e torna mais fluida a secreção produzida em excesso em resposta aos agentes alérgenos”, explica Talita Poli Biason, gerente médica da unidade de medicamentos isentos de prescrição do Laboratório Aché. Só que, para colher todos esses benefícios, o recomendado é recorrer ao procedimento pelo menos duas vezes ao dias – e todo santo dia. Isso mesmo quando o nariz está numa boa. Afinal, a lavagem é um método preventivo. Ainda assim, se a crise se instalar, a tática pode ser aplicada à vontade, porque otimiza a recuperação e não apresenta riscos à saúde.

A solução salina de que tanto falamos tem como ingrediente o cloreto de sódio a 0,9%. É a base do soro fisiológico e de produtos específicos para o nariz, sendo que alguns deles contam com a adição de um conservante. Essa porcentagem na fórmula indica que a solução é isotônica, ou seja, não há possibilidade de ela desidratar a mucosa nasal. Os produtos são facilmente encontrados em farmácias, mas vale ter em mente que certos indivíduos podem ser sensíveis ao conservante no líquido. 

Também é preciso ficara tento para não confundir soluções salinas com medicamentosas, que possuem corticoides, por exemplo. “Esse tipo de tratamento está mais moderno e hoje oferece pouco risco, mas só deve ser usado com orientações médica”, avisa o otorrino Fabrizio Romano, membro da diretoria da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial. Já alguns descongestionantes, à base de substâncias vasoconstritoras, até aliviam a jato, só que podem viciar e não eliminam a rinite.

Agora, pensando em lavagem mesmo, não funcionaria juntar água filtrada e sal por conta própria numa receita caseira? Essa é uma questão que divide opiniões. Poder fazer em casa até pode. Porém, existe o risco de errar a mão na quantidade ou contaminar os ingredientes, o que irritará ainda mais as narinas. “O problema é que as pessoas têm dificuldade para entender medidas, e isso pode comprometer o efeito da solução”, nota Mello.

Outra opção que aparece na farmácia é o irrigador nasal, apetrecho de plástico ou cerâmica cujo formato lembra uma lâmpada de gênio. Essa ferramenta, por assim dizer, envolve um processo mais complexo que a lavagem em si, uma vez que a solução salina chega até os seios da face. “Ela é mais recomendada para quem tem sinusite crônica. Sem indicação médica, pode ser uma técnica agressiva”, explica Talita. Por falar no especialista, a rinite alérgica pede acompanhamento inclusive para identificar o gatilho das crises e traçar o melhor plano terapêutico. Saiba, no entanto, que o paciente sairá do consultório com uma tarefa diária a cumprir: lavar o nariz.

Fonte: Revista saúde
 

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Proteínas que baixam a pressão

Proteínas que baixam a pressãoCientistas descobrem que alimentos ricos em certos aminoácidos (as moléculas que formam as proteínas) podem ser parceiros das artérias.
 
O achado vem da Universidade East Anglia, no Reino Unido, onde cerca de 2 mil mulheres foram acompanhadas. "Encontramos fortes evidências de que aquelas que consumiam quantidades mais elevadas de sete aminoácidos específicos exibiam menores níveis de pressão arterial e rigidez dos vasos", conta a professora de nutrição Aeden Cassidy, principal autora da pesquisa. Segundo ela, essas partículas ajudam a liberar óxido nítrico, substância que dilata as artérias, facilitando o fluxo sanguíneo. 
Outra revelação interessante é que a origem desses aminoácidos parece modular sua atuação no sistema circulatório. Quando eles vêm de vegetais, o resultado é menor pressão nos vasos. Se forem provenientes de animais, deixam as artérias mais flexíveis. 
Mas e a carne? Apesar de abastecida de proteína, ela sempre é citada como inimiga do peito por causa da gordura. E aí? "O ideal é preferir os cortes magros", orienta Aeden. Ela ainda lembra que os tais aminoácidos podem vir de outros alimentos.

Onde estão os aminoácidos do bem:

Nos vegetais
As sete moléculas estudadas pelos britânicos (arginina, cisteína, ácido glutâmico, glicina, histidina, leucina e tirosina) estão em alimentos como feijão, arroz integral, abacate e amêndoas.


Nos animais
Três desses aminoácidos analisados - ácido glutâmico, leucina e tirosina - também podem ser incorporados à dieta por meio de carne vermelha, pescados e lácteos.


Fonte: Revista saúde
 

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Como controlar os perigosos triglicérides

TriglicéridesEssa gordura está por trás de infartos e outras ameaças. 
 
Embora menos conhecida que o colesterol, é mais controlável com ajustes no estilo de vida, como maneirar em pães e massas. Chegou a hora de mudar esse panorama.
 
Os triglicérides estão e, ao mesmo tempo, não estão na boca do povo. Por um lado, abusamos de alimentos que, junto a outros hábitos pouco saudáveis, aumentam a concentração dessa gordura nos vasos. Tanto que um em cada quatro americanos apresenta um índice acima de 150 mg/dl, o limite ideal — no Brasil não há números confiáveis, mas se acredita que seguimos a mesma toada. Por outro lado, ainda perdura um desconhecimento da população sobre o tema.

O colesterol (que nem gordura é; quimicamente falamos de um álcool complexo) ganhou os holofotes por ser reconhecidamente um fator de risco direto para panes no sistema circulatório. Pesquisas comprovam que o uso de remédios para baixá-lo reduz em até 40% os desfechos cardiovasculares e também aplaca a mortalidade. Já os triglicérides entraram numa certa penumbra, porque alguns estudos insinuaram que as drogas voltadas ao seu controle não evitam óbitos, embora diminuam em 13% o risco de infarto, AVC e afins.
O fato é que, quando se encontra numa quantidade elevada, os triglicérides instigam o surgimento de radicais livres e processos inflamatórios, dois perigos aos vasos. Fora isso, estimulam a fabricação exagerada de VLDL no fígado e de quilomícrons no intestino. "Essas duas lipoproteínas são quebradas, então, nas chamadas partículas remanescentes, que contribuem diretamente para o entupimento das artérias", ensina Michael Miller, epidemiologista da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos.

Miller atualizou um artigo de 2011 que avalia a influência dos hábitos no equilíbrio dos triglicérides. O novo texto diz: "Mudanças no estilo de vida podem reduzir as taxas em 50% ou mais". Fernando Flexa Ribeiro Filho, presidente do Departamento de Dislipidemia e Aterosclerose da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, compara: "Quando se fala em colesterol, esse número não supera 30%". Uma das principais medidas para conter os triglicérides é moderar no pão branco, no macarrão, no açúcar...
Segundo a revisão de Michael Miller, se você trocar 10% das calorias provenientes do carboidrato – nutriente que sobra em macarrão e outras massas – pelas originárias de gorduras poli ou monoinsaturadas, diminui de 10 a 20% a quantidade de triglicérides. Vamos recorrer à matemática: um pão francês possui aproximadamente 112 calorias vindas de carboidratos, o que, em uma dieta tradicional de 2 mil calorias, representa 5,6% do total. Logo, ao riscar um pãozinho da conta diária, há uma potencial subtração de 11,2% na taxa que será exibida pelos exames. 

Entretanto, para fechar esse cálculo do bem, é importante adicionar gorduras insaturadas ao menu. Entre as opções, vale destacar o ômega-3, encontrado principalmente nos peixes marinhos. "Descobertas recentes apontam que ele inibe a síntese de triglicérides no fígado", conta Cintra. "Tanto que suplementos com essa substância já são prescritos para alguns pacientes com triglicérides descontrolados", arremata. Incrementar sua ingestão em 1 grama por dia acarreta uma queda de 5 a 10% na concentração do inimigo da vez.

Causas diversas

Veja o que financia a subida dos triglicérides – e pode passar batido
Remédios: diuréticos, corticoides, antipsicóticos, estrogênio oral... Todos podem conspirar a favor da síndrome metabólica, conjunto de disfunções marcado pelo ganho de barriga e o aumento dos triglicérides.

Hipotireoidismo: a tireoide é uma glândula responsável pelo ritmo de funcionamento do corpo inteiro. Logo, se a sua produção de hormônios é deficiente, há uma lentificação na atividade da enzima que quebra os triglicérides no fígado.

Insuficiência renal: quando os rins não funcionam corretamente, fica faltando uma proteína que também participa do processo de desintegração das moléculas gordurosas. A partir daí, elas passam a aparecer em larga escala nos vasos sanguíneos.

Diabete tipo 2: a doença está bastante ligada à obesidade. E a dupla, junta, intensifica a chamada resistência à ação da insulina. Essa condição, por sua vez, desregula as taxas de triglicérides e colesterol. Desarmonia nociva para o coração.

Consequências

Conheça males deflagrados pela alta dos triglicérides

Pancreatite aguda: é como se ocorresse uma obstrução na glândula que produz insulina. Explicamos: as partículas que carregam os triglicérides são grandes e, em excesso, podem bloquear dutos do pâncreas. A dor é intensa e o quadro inevitavelmente leva à hospitalização.
Esteatose hepática: a obesidade, e o consequente aumento dos triglicérides no organismo, desencadeia uma infiltração de gordura no fígado. A condição costuma ser silenciosa no início - entre os eventuais sintomas estão cansaço e perda de apetite.

Diabete tipo 2: além de causa, ele pode ser uma sequela do boom de triglicérides. É que os ácidos graxos, constituintes dessa gordura, prejudicam a ação da insulina, hormônio que libera o açúcar para as células. E isso, claro, faz a glicemia disparar.

Câncer: um estudo realizado na Universidade Duke, nos Estados Unidos, relacionou altos níveis de triglicéride e colesterol com um maior risco de tumores de próstata. Apesar de ser uma evidência inicial, vale a pena ficar atento para escapar de mais esse problemão.

Fonte: Revista saúde

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

7 maneiras de exercitar seu cérebro

exercício cérebroUse o tempo livre (em vez de curti-lo todo no sofá) para fazer a cabeça borbulhar de boas ideias e mantê-la jovem e saudável por mais tempo.
 
De todo os planos que você provavelmente tem para as próximas semanas - terminar de assistir à terceira temporada da série Orange Is the New Black e planejar o próximo a viagem do feriado -, é quase certo que exercitar sua massa cinzenta não faz parte deles. Mas deveria. Por quê? Você pode achar cedo para começar a pensar nisso, mas perder o domínio da capacidade mental é inevitável. "O processo de evolução da doença de Alzheimer e da demência começa de duas a três décadas antes dos primeiros sintomas se manifestarem", diz o professor Perminder Sachdev, codiretor do Centro de Envelhecimento Cerebral Saudável, da University of New South Wales, na Austrália. "Isso sugere que existe uma grande janela de tempo para atuar na prevenção e no adiamento do início da doença."

Assim como malhar e comer bem mantém seu corpo em forma, isso faz o mesmo por sua cuca. "Estudos observaram que um modo de vida saudável - com atividade física, alimentação equilibrada, controle do stress e outros fatores de risco cardiovascular, como hipertensão e diabetes - está ligado ao risco menor de desenvolver Alzheimer", observa o neurologista Fabio Shiba, da Fluyr Saudável Clínica de Combate à Dor, em São Paulo.

O que rola na sua cachola

Seu cérebro é uma máquina maravilhosa - ou, digamos, a empresa mais bem gerenciada que existe. Dentro do prédio (seu crânio), existem diferentes departamentos encarregados de funções específicas, como emoções, fala, memória, movimentos e sistemas involuntários, como digestão e respiração. Para manter cada seção funcionando adequadamente, seu cérebro é alimentado com oxigênio e nutrientes por meio de uma rede complexa de artérias, veias e vasos. Todos os setores são mediados pelas sinapses, as conexões entre as células do cérebro (neurônios). Você tem cerca de 100 bilhões dessas belezinhas (pense em 100 bilhões de funcionários exemplares, cumprindo prazos e tendo ideias brilhantes).
Num cérebro saudável, eles se encarregam de enviar sinais e mensagens entre os departamentos dia a noite, que são guardadas por um receptor antes de serem passadas adiante. Essa prova de corrida cerebral acontece milhões de vezes por segundo e fazem com que as memórias fiquem armazenadas, os hábitos sejam aprendidos e a nossa personalidade comece a ganhar forma, com certos padrões sendo fortalecidos enquanto outros vão sendo esquecidos.

Conforme envelhecemos, nosso corpo muda tanto do lado de fora quanto por dentro, onde placas amiloides e emaranhados neurofibrilares se formam entre as células do cérebro, causados pelo acúmulo de proteína. Essas placas podem interromper a função celular, enquanto os emaranhados matam os neurônios.

Resultado? Um cérebro encolhido. As informações guardadas em cada departamento começam a desaparecer, geralmente começando pelas memórias mais recentes. À medida que a doença se espalha pelo cérebro, até a memória antiga é afetada, além de habilidades como planejamento, aprendizado e equilíbrio, o que faz com que as pessoas afetadas pela doença passem, de uma hora para a outra, a não reconhecer mais os membros da família. A boa notícia é que pesquisas recentes mostram que os hábitos de vida são essenciais para prevenir e adiar o aparecimento de doenças no cérebro. E, quanto mais jovem você começar a obedecer os mandamentos a seguir, melhor.

As sete maneiras de malhar o cérebro

1. Respirare fundo

Se você é do time das nervosinhas, aprenda a reservar tempo para alguma atividade relaxante, como ouvir e cantar em voz alta as músicas preferidas e respirar calma e profundamente. O stress crônico faz seu cérebro pagar um preço alto, pois leva ao encolhimento do hipocampo (região ligada à memória verbal) e afeta o crescimento de células nervosas. Pior: o stress também prejudica seu coração. Um estudo publicado no periódico internacional Brain, Behavior and Immunity sugere que meditar (que costuma trabalhar também técnicas de respiração) não só diminui o sentimento de solidão como também preserva a integridade e as funções cerebrais.

2. Vá ao happy hour

Difícil quem saiba lidar bem com a solidão. Nosso cérebro, por exemplo, não sabe. Manter laços sociais fortalece esse órgão - e adultos que mantêm uma vida social ativa são menos propensos a desenvolver a demência. Reservar uma noite na semana para encontrar as amigas vez em quando pode ser mágico. "Manter-se em contato com outras pessoas trabalha o cérebro", diz Maree. E nada de se sentir intimidada por entrar em assuntos polêmicos: debater ideias estimula os neurônios a formar novas ligações, que é exatamente o que você precisa. Pesquisas não apontaram se as relações via redes sociais oferecem os mesmos benefícios.

3. Durma como um anjo

Um sono bom é necessário para manter seu cérebro afiado. Pesquisadores da Escola de Saúde Pública Johns Hopkins Bloomberg, nos Estados Unidos, descobriram que dormir pouco ou mal está ligado a níveis mais altos de beta-amiloide no cérebro, uma proteína que forma placas associadas ao mal de Alzheimer. O que fazer: descanse em um quarto escuro e ventilado, desligue o celular (ou coloque no silencioso) e evite olhar para ele uma hora antes de ir para a cama. 

4. Ame seu coração

"Todos os fatores de risco para as doenças cardíacas - pressão alta, diabetes, síndrome metabólica, fumo, colesterol alto, obesidade e sedentarismo - são também perigosos para a demência", diz Sachdev. Lembra-se daquela rede complexa de vasos sanguíneos abastecendo seu cérebro com nutrientes e energia? Se o seu sistema cardiovascular estiver comprometido, essa rede também pode entrar em colapso.

5. Coma alimentos frescos

Não se sabe exatamente como a alimentação impacta a demência e o mal de Alzheimer, mas pesquisadores enxergam uma ligação. Um estudo recente publicado na revista científica Alzheimer´s & Dementia afirma que a dieta mediterrânea está associada a um risco menor de desenvolver doenças do cérebro. Encha o carrinho com folhas verdes, vegetais frescos, frutas vermelhas, peixe, aves, castanhas, azeite, grãos integrais e feijão. O que cortar da lista de compras: Margarina, carboidratos e açúcar refinados e alimentos industrializados, fontes de sódio e gorduras trans.

6. Transpirarás sempre

Precisa de mais motivação para encarar a aula de spinning? Um estudo do ano passado realizado pela University of British Columbia, no Canadá, descobriu que uma rotina regular de exercícios aeróbicos parece aumentar a área cerebral do hipocampo. Treinos de resistência, equilíbrio e tonificação muscular não mostraram os mesmos resultados.

7. Estude mais

Quanto mais você usa o cérebro, mais forte ele fica, pois os neurônios são obrigados a fazer novas conexões. Que tal escolher um curso diferente ou assistir a palestras e debates de temas que curte? A música também é ótima para turbinar a inteligência. "Tocar um instrumento e cantar ativa o funcionamento simultâneo de várias áreas cerebrais", diz Fabio Shiba. "Além disso, é sabido que a capacidade musical em portadores de demência se mantém por muito mais tempo depois que outras habilidades foram perdidas." 
Mais: Esportes coletivos, aulas de circo e até escalada são esportes que não só exigem de você esforço físico como muito trabalho cerebral. Você irá aprender novas regras e estratégias vai acelerar o cérebro enquanto você aumenta os limites do corpo. 

Fonte: Revista saúde

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

De onde vêm os roncos?

Conheça os fatores que patrocinam a sinfonia noturna.
De onde vêm os roncos?
 
Os músculos da garganta e da boca são como uma sanfona.

Quando estão esticados, o ar passa silencioso. Mas, ao relaxarem à noite, podem ficar cheios de dobrinhas - e, aí, vibram com o entre e sai de oxigênio, provocando roncos. Estima-se que essa barulheira ecoe pela cavidade bucal de 40 a 60% da população. Listamos, abaixo, cinco fatores que podem estar por trás da sinfonia na hora do sono:   

1. Excesso de peso
Não é só na barriga que a banha se aloja. O excesso de gordura torna a língua maior e mais flácida, aumentando o risco de travar a garganta. Na faringe e no pescoço, o inchaço dificulta a passagem do ar. E tudo isso, junto, transforma a cavidade bucal em um potente amplificador.


2. Ser do sexo masculino O problema é três vezes mais comum entre os homens. Enquanto a testosterona relaxa a garganta, a progesterona das mulheres diminui o risco de obstruções. "Por isso que, a partir da menopausa, algumas mulheres começam a roncar", afirma Dalva Poyares, neurologista do Instituto do Sono.

3. Anatomia desfavorável
A arquitetura da face influencia o surgimento dos roncos. Um queixo pequeno ou para trás, desvios de septo e obstruções nasais, por exemplo, podem ecoar os ruídos por diferentes motivos. A solução para esses casos costuma ser uma cirurgia de correção.


4. Bebida e cigarro
O álcool descontrai ainda mais a musculatura bucal durante o período de descanso (e, a essa altura, você já deve ter entendido que frouxidão é sinônimo de barulheira). O cigarro, por sua vez, irrita as vias aéreas. Elas inflamam e, aí, podem inchar até deixar a respiração turbulenta.


5. Dormir de barriga pra cima
A culpada, nesse cenário, é a própria gravidade. Entenda: ela arremessa a língua para trás e, desse modo, bloqueia a garganta. Viu?! Há até base científica para dar aquela empurradinha no companheiro que, quando adota essa posição, começa a rugir na cama.

 
 
Fonte: Revista saúde

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Chocolate pelo bem do coração

Chocolate pelo bem do coraçãoExperts constatam que o consumo da delícia está ligado a um menor risco cardíaco.
 
 
Todo mundo adora chocolate. Ok, nem todo mundo. Mas esse doce é tão idolatrado que basta alguém insinuar que não dá a mínima pra ele para pipocarem reações de espanto. Só que sua fama sempre foi proporcional ao receio de comê-lo regularmente. Por causa das suas altas doses de açúcar e gordura, o temor era que ele contribuiria para entupir artérias e predispor ao diabete. Mas um novo estudo vem a público dizer que, ao menos quanto ao coração, não há motivo para grandes privações: o chocolate seria parceiro do peito.

O trabalho, assinado por uma equipe da Universidade de Aberdeen, na Escócia, foi baseado em questionários que avaliaram a dieta de 20 951 britânicos por 12 anos. Além disso, levou em conta dados de oito artigos que envolveram quase 158 mil pessoas. É muita gente. No final das contas, a ingestão da sobremesa foi relacionada a uma probabilidade 11% menor de ter doenças cardiovasculares e 25% menor de morrer devido a um problema de coração. E a explicação para essa suposta proteção às artérias deve estar nos flavonoides, substâncias antioxidantes encontradas no cacau.

Parece notícia boa demais? Pois outra pesquisa, publicada em 2010 e liderada pela Universidade Harvard, nos Estados Unidos, chegou a conclusões parecidas. Das 5 mil pessoas analisadas, quem comia chocolate cinco ou mais vezes na semana era 57% menos propenso a ter entupimentos nas artérias.

Mas, antes de decretar que, a partir de agora, todo dia é Páscoa, cabem ponderações. “O que o novo estudo mostra de positivo é uma ausência de associação. Isto é, que não existe uma relação entre consumo de chocolate e a ocorrência de doença cardiovascular”, analisa o cardiologista Bruno Caramelli, diretor da Unidade de Medicina Interdisciplinar em Cardiologia do Instituto do Coração, o InCor, em São Paulo.

Ao leite liberado?

A versão amarga ainda é, de longe, a que acumula mais pontos entre os especialistas por causa da maior concentração de cacau, o que significa mais polifenóis e mais benefícios. Mas no caso da pesquisa britânica, o chocolate ao leite se mostrou eficaz em resguardar o peito de quem o consumia. Uma hipótese para isso estaria na ação dos componentes do próprio leite, como cálico e certas gorduras, em especial o ácido linoleico conjugado.


Mas é bom ir com calma, pois ainda que não castigue o coração, pode inflar a barrifa com maior facilidade – principalmente se não houver uma rotina de exercícios. Para evitar qualquer chance de a sobremesa botar o ponteiro da balança para cima, é melhor consumir até 10 gramas por dia, pouco mais de dois quadradinhos. O melhor horário é após o almoço, porque depois de comer as fibras presentes nos vegetais, nosso corpo tende a absorver menos açúcar e gordura dos alimentos que vêm na sequência. Mas se não conseguir resistir, já sabe: um pouquinho a mais de chocolate pode alegrar sua tarde sem acarretar prejuízos ao coração.
 
 Fonte: Revista saúde