terça-feira, 17 de maio de 2016

Como bactérias criam resistência a antibióticos?

Bactéria azulEntenda as táticas empregadas por elas para driblarem os medicamentos e saiba o que você pode (e deve) fazer para ajudar a conter essa ameaça à saúde pública.
Antibióticos são remédios que combatem infecções destruindo partes específicas das bactérias que as causam. Para sobreviver ao ataque, algumas delas se adaptam e criam resistência à medicação. Aí, essa bactéria praticamente imune ao remédio consegue disseminar seu "superpoder". Por isso que tomar antibiótico sem o pedido médico é tão perigoso para a sua saúde e a da população em geral. Veja abaixo todos detalhes desses processos.


A ação dos antibióticos:


1. Sem guarnição
Alguns medicamentos abalam a parede e a membrana celular da bactéria, estruturas que funcionam como muros protetores e que regulam a entrada de água e outras moléculas. Logo, se surgem buracos nelas, o micróbio fica bastante vulnerável.



2. Genética afetada
Os fármacos podem agir diretamente no material genético do bicho. Sua ação induz a ocorrência de erros no DNA, que vão deixá-lo em parafuso. Outras drogas se dirigem aos ribossomos, que fabricam as proteínas necessárias para a bactéria. Sem elas, não há como sobreviver.



3. Restrição na dieta
O ser microscópico é dotado de um mecanismo que transforma o ácido paraminobenzoico (PABA) em ácido fólico - vitamina essencial na criação do código genético bacteriano. Determinados antibióticos bloqueiam a conversão do PABA. É como se matassem a bactéria de fome.



A resistência das bactérias:


1. Efeito chaminé
Certas bactérias, ao entrarem em contato com um remédio, superativam a chamada bomba de efluxo, uma chaminé que expulsa substâncias nocivas a elas.



2. Reforma esperta
É comum que enzimas e receptores alvejados pelos antibióticos se modifiquem após os primeiros ataques. Aí, as armas dos médicos não conseguem mais agir.


3. Atiradoras de elite
Enzimas específicas, que neutralizam o antibiótico antes de ele chegar ao seu destino, passam a ter uma ação de destaque entre os germes resistentes.


Como a resistência de uma bactéria se espalha:


1. Passa-anel
Um micróbio transmite partes de seu DNA que conferem proteção contra uma droga para outros que estão nas proximidades.



2. Pilhagem
O inimigo ainda consegue pegar trechos genéticos de bactérias já resistentes mortas e os inclui em seu próprio genoma.



3. Infecção da infecção
Vírus chamados de bacteriófagos, ao invadir uma bactéria, tomam para si pedaços de genes resistentes e os transmitem adiante, infectando outras.



4. Seleção natural
Um fármaco elimina as bactérias frágeis, porém uma ou outra mais forte pode sobreviver. Aí, ela se reproduz e, aos poucos, vira uma maioria difícil de erradicar.


De quem é a culpa:


1. Droga sem prescrição
Tomar antibiótico para qualquer coisa - sem o pedido médico - é um dos maiores perigos. Outro chabu é largar o tratamento pela metade.



2. Descarte inadequado
Remédios arremessados na pia, na privada ou no lixo podem entrar em contato com bactérias, tornando-as mais fortes. Leve-os a farmácias.



3. Lixo hospitalar
O sistema de esgotos dos hospitais, se não recebe o devido tratamento, lança germes resistentes no ambiente.



4. Lavouras e criadouros
Muitos produtores exageram na hora de aplicar medicações que afastam as bactérias em animais e até nas plantações.




As nossas mãos estão sempre em contato com superfícies repletas de micróbios perigosos. E não existe melhor maneira de acabar com eles do que limpando dedos, unhas e palmas. 



Dados reveladores do Conselho Global de Higiene:

  • 83% dos 16 mil entrevistados pensam que sua casa oferece baixo ou nenhum risco de infecção, mas...
  • 45% dos objetos da moradia podem estar contaminados com bactérias.
  • Só 36% sabem que micróbios causadores de dores de barriga estão nos domicílios.
  • Apenas 29% dizem que a bucha do banho tem muitas bactérias. Pasme: ela é campeã de sujeira.
  • 16% não lavam as mãos após visitar o banheiro. Eca!


Revolução ao acaso


Foi meio sem querer que o bacteriologista escocês Alexander Fleming (1881-1955) descobriu, em 1928, a penicilina, o primeiro antibiótico da história. Ao voltar de férias, ele notou que um tipo de fungo, o Penicillium chrysogenum, havia invadido seu laboratório e, curiosamente, inibido o crescimento de bactérias cultivadas ali. Esse caso fortuito viria salvar milhões de vidas de infecções antes letais.

Fonte: Revista saúde

terça-feira, 10 de maio de 2016

8 problemas de saúde que fazem você engordar

espelhoVocê faz tudo direitinho - come menos, malha mais - e nem assim consegue derrotar a balança? É que a guerra contra os quilos a mais conta mesmo com inimigos ocultos, capazes de levar seu esforço por água abaixo. Conheça quem são eles e vire o jogo a seu favor.



Claro que fechar a boca e fazer ginástica é uma fórmula certeira para manter a forma, mas nem sempre a dobradinha é suficiente para afinar a cintura. Antes de desistir da sua meta de diminuir o manequim, saiba que o caminho para emagrecer tem curvas que muita gente nem imagina e que esbarram em questões ligadas à sua saúde. Aqui, você vai descobrir quais são esses fatores e finalmente vencer sua batalha contra o peso.

1. Células inflamadas

Quem não vive sem pão francês, arroz, massa e açúcar, carne vermelha, queijos amarelos e pratos industrializados demora mais para chegar ao peso desejado, isso não é novidade. O problema é que, calorias à parte, esses alimentos são inflamatórios, como avisa a nutricionista Roseli Rossi, de São Paulo. "Incluí-los no cardápio de todo dia, mesmo em pequenas quantidades, significa nutrir os adipócitos, células que armazenam gordura", fala. Num mecanismo de autodefesa, eles acabam produzindo adipocinas, substâncias com alto poder inflamatório que tomam conta de boa parte das células do corpo e levam à formação da indesejada gordura branca, aquela que acumula na barriga, no culote e no bumbum.

A saída: coma mais peixes de água fria, como salmão, atum, bacalhau e sardinha. Eles estão lotados de gorduras poli-insaturadas, como o ômega 3, inimigo número 1 de inflamações. Para reforçar esse exército anti-inflamatório, consuma também aveia, linhaça e chia (semente riquíssima em nutrientes), além de maçã e leguminosas (feijão, lentinha, grão-de-bico). Todos esses alimentos têm substâncias com ação antioxidante e, como são ricos em fibras, diminuem a velocidade de absorção do açúcar pelo sangue. Isso evita a produção excessiva de insulina, o acúmulo de gordura e a inflamação das células.

2. Emoções descontroladas

Todo mundo já passou por isto: na hora da tristeza, do stress, da dúvida ou da ansiedade, quando vem aquele nó na garganta, quase nada funciona melhor para aliviar a angústia do que comer. Estudos sugerem que nessas situações-limite, em que você está a um passo do descontrole, o organismo ativa um gene que provoca a larica pelas comidas engordativas. Nessas horas, você é capaz de fazer tudo por um docinho, algo gordo ou simplesmente devora tudo o que tiver pela frente. Isso acontece porque o açúcar e a gordura acionam o centro de recompensa do cérebro, que libera dopamina e manda o baixo-astral embora no ato.

A saída: busque outras formas de atingir o centro de recompensa do cérebro, que responde pelo prazer e pelo bem-estar, e de aliviar a tensão. Malhar, meditar, se envolver em um hobby que a faça se sentir bem e até transar são maneiras de se fazer feliz sem descontar no peso.

3. Tireoide em pane

Essa glândula, localizada no pescoço, produz dois hormônios (T3 e T4) que regulam o organismo - dos batimentos do coração ao trabalho do intestino, o raciocínio e a força muscular. Outra glândula, a hipófise, que fica na base do cérebro, secreta o TSH, que estimula a tireoide a fabricar T3 e T4. Quando ela produz esses hormônios em quantidade insuficiente, ocorre o hipotireoidismo, que deixa o corpo inteiro mais lento, inclusive o metabolismo - daí a dificuldade para emagrecer. "A doença também está relacionada à retenção de sal e água, que levam ao famoso inchaço", observa a endocrinologista Carolina Mantelli Borges, de São Paulo. "A mulher com hipotireoidismo ganha, em média, de 3 a 5 quilos em um ano."

A saída: "Um exame de sangue comum pode medir os níveis de TSH no organismo. Se houver alteração, o médico indica fazer a reposição hormonal", explica a endocrinologista. De maneira geral, o controle do hipotireoidismo consiste em tomar diariamente um comprimido com hormônio tireoidiano sintético, com dosagem orientada pelo endocrinologista de acordo com os resultados do exame de sangue. "O inconveniente é que o tratamento, na maioria das vezes, precisa ser mantido por toda a vida para regular a tireoide e prevenir o retorno dos sintomas", fala Carolina.

4. Stress demais

Quando a rotina de trabalho está alucinante, a relação não vai bem ou as contas não fecham no fim do mês - ou, pior, tudo isso junto -, é bem possível que quem acabe pagando o pato é o peso. Isso porque, nos momentos de alta tensão, o organismo é bombardeado por cortisol, adrenalina e noradrenalina, substâncias que levam ao acúmulo de gordura corporal. Para piorar, elas derrubam o ritmo do metabolismo, o que dificulta o gasto de energia. Fora que, no impulso de aplacar a tensão, é comum cair de boca nos doces e nas comidas engordativas. E, com o corpo trabalhando mais devagar, o resultado é conhecido: quilos extras na balança.

A saída: em primeiro lugar, encontre a origem do seu stress - o trabalho, o relacionamento, a falta de grana? Então, analise formas de aliviá-lo, sabendo que provavelmente terá de fazer mudanças no seu estilo de vida. Se não está malhando, não sabe o que está perdendo: a atividade física é uma poderosa válvula de escape das tensões, pois estimula a liberação de substâncias que aumentam o bem-estar e melhoram o humor. Enquanto se exercita, a cabeça também fica mais relaxada, o que favorece a reflexão sobre as questões que geram preocupação. É experimentar para comprovar.

5. Pílula errada

A reação ao anticoncepcional é bem individual - algumas mulheres têm queixas como ganho de peso, pele oleosa e alteração da libido depois que começam a tomar, mas outras não sentem mudança alguma. Os especialistas esclarecem que o principal vilão para quem reclama que engordou é o estrógeno, hormônio presente em alguns medicamentos. Ele pode levar à retenção de líquido (e não gordura) e dificultar a eliminação, o que provoca inchaço e reflete na balança.

A saída: muitas vezes, é necessário experimentar pílulas de marcas e dosagens diferentes até encontrar uma que combine com você e não ofereça efeitos colaterais negativos. As mais modernas costumam ter menos impacto sobre o peso do que as antigas, pois trazem doses menores de estrógeno e, portanto, não causam tanta retenção hídrica. Converse com seu ginecologista para conhecer as melhores alternativas para você.

6. Alergia a alimentos

Não estamos falando de comidas que desencadeiam, pouco depois de ingeridas, erupções na pele, coceira, cólicas... A alergia que faz engordar acontece mais tarde: com o tempo, você nota que o ponteiro da balança subiu sem motivo aparente. Isso acontece por causa da imunoglobulina G, o anticorpo que ativa as células de defesa nos processos alérgicos e provoca, como efeitos colaterais perversos, a retenção hídrica e o armazenamento de gordura. Além disso, ocorrem grandes flutuações na glicemia, a taxa de açúcar no sangue. Num piscar de olhos, ela vai de alta para baixa. "Essa é a hipoglicemia, uma manifestação de mau funcionamento do pâncreas, frequentemente causada por alergia alimentar", diz Tamara Mazaracki, nutróloga do Rio de Janeiro. O baixo nível de açúcar no sangue vem acompanhado de fraqueza, fome, aí você precisa comer de novo...

A saída: "Ironicamente, os alimentos que temos vontade de comer, em geral, são também os que mais provocam alergia", alerta a nutróloga. Aqui os vilões são leite e laticínios, glúten (a proteína do trigo), soja e ovo, além dos corantes presentes nos alimentos industrializados. Se você se encaixa na descrição acima, procure um nutricionista para identificar o alimento que provoca a alergia. O suspeito deve sair do cardápio por 30 dias, tempo necessário para que seu organismo fique livre dos efeitos negativos dele.

7. Sono ruim

A qualidade do seu descanso está diretamente ligada à ação dos hormônios grelina (que diminui a sensação de fome) e leptina (que dá o sinal de que você está saciada) no organismo. Quando você dorme bem e o suficiente, ele produz mais leptina e menos grelina, o que mantém o apetite sob controle. Se você passa a noite em claro ou dorme mal, porém, a gangorra hormonal se inverte - sobe a grelina e desce a leptina. Resultado: ataques de gula durante a noite que fica acordada e no dia seguinte, o que inflaciona sua cota ideal de calorias.

A saída: não se obrigue a dormir oito horas toda noite se você fica bem com menos, afinal, está mais do que provado que a necessidade de sono varia de uma pessoa para outra. O que importa é a qualidade do repouso, ou seja, dormir a noite inteira, acordar descansada e render no dia seguinte. Para isso, algumas atitudes ajudam: fazer atividade física, transformar o quarto em um lugar tranquilo e gostoso, evitar café e muito tempo no computador perto da hora de ir para a cama, por exemplo.

8. Hormônios desregulados

Não se sabe com certeza se é a síndrome dos ovários policísticos que leva ao ganho de peso ou o sobrepeso que provoca a síndrome, mas é fato que engordar sem razão (e ter dificuldade para emagrecer) é um dos sintomas desse transtorno feminino. Para o ginecologista Domingos Mantelli Borges Filho, de São Paulo, a explicação é que a síndrome desregula os hormônios. "A mulher pode desenvolver resistência à insulina", explica. Isso significa que o pâncreas passa a produzi-la em maior quantidade para colocá-la dentro das células. E quanto mais insulina sobrar na corrente sanguínea, maior é a fome e o sacrifício para fechar a boca. "Para piorar, o aumento da insulina no sangue desequilibra dois hormônios da hipófise, o LH e o FSH, responsáveis pelo controle dos ovários, o que aumenta ainda mais o risco de ganhar peso", acrescenta Domingos.

A saída: não existe cura para a síndrome, mas tratamento, sim, que geralmente é por meio de pílula anticoncepcional para corrigir o desequilíbrio hormonal. Desconfie do problema se, além de engordar sem motivo aparente, a pele ficar mais oleosa, a menstruação desregulada e você perceber o crescimento de pelos em lugares esquisitos (como rosto, barriga e seios). Então, procure o seu ginecologista, que vai confirmar o diagnóstico e apontar o tratamento adequado.

Fonte: Revista saúde

quinta-feira, 5 de maio de 2016

8 maneiras de controlar a asma

Novo remédio para câncer de pulmão e melanoma é aprovado — e deve revolucionar o tratamento da doençaA doença não tem cura, mas algumas medidas simples podem ajudar a amenizá-la.
 
Quarta causa de internação hospitalar no Brasil, a asma atinge 20 milhões de brasileiros, entre crianças e adultos. Mas é possível que esse número seja bem maior, aponta uma pesquisa encomendada pela farmacêutica Boehringer Ingelheim do Brasil ao Ibope. É que de 2 010 pessoas entrevistadas entre maio e junho de 2015, 44% disseram ter sintomas respiratórios, como tosse, chiado no peito e falta de ar – que podem ser sinais de doenças como asma, bronquite e doença pulmonar obstrutiva crônica (a DPOC). Durante a investigação, 35% dos indivíduos disseram ter “asma” e 37% mencionaram a “bronquite crônica”. A questão é que a bronquite é bem menos frequente e costuma dar as caras após anos de tabagismo. Logo, para o médico José Eduardo Delfini Cançado, professor da Santa Casa de São Paulo e diretor da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia, que analisou os dados, é possível que, na verdade, essa parcela sofra mesmo é de asma. 
Outro dado preocupante, agora do Instituto de Asma da Grã-Bretanha, é que nem metade dos portadores da doença reconhece a gravidade da condição – e um ataque de asma pode ser fatal. A boa notícia é que, de acordo com a pesquisa, 75% das internações de emergência seriam evitadas com atitudes simples no dia a dia. Conheça algumas e coloque-as em prática.

1. Pratique exercícios 

Em um estudo conduzido na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), 58 pessoas com a forma moderada ou grave da doença, na faixa dos 30 aos 50 anos, foram convidadas a caminhar em ritmo acelerado na esteira por 30 minutos, duas vezes por semana. Ao final de três meses, os pesquisadores observaram uma redução nos sintomas e na gravidade do quadro — ou seja, os asmáticos ficaram mais dias livres de episódios de falta de ar. Além disso, tornaram-se mais tolerantes a fatores que irritam o sistema respiratório, como ácaro e fumaça. Uma notícia e tanto se pensarmos que, às vezes, um mínimo contato já dispara o maior sufoco.

2. Coma peixes, verduras e legumes 

Depois de analisar mais de 32 mil voluntários, um estudo da Universidade do Porto, em solo português, identificou esses alimentos como aliados na prevenção das crises — e no descanso das bombinhas. A razão por trás disso estaria na abundância de antioxidantes detectados nos vegetais, além do ômega-3, a gordura boa dos pescados. Por outro lado, os estudiosos portugueses viram que exagerar na gordura saturada, no sal e no açúcar tornava a asma mais grave.

3. Invista em alimentos ricos em fibras 

Pesquisadores do Hospital Universitário Lausanne, na Suíça, perceberam que doses caprichadas de fibras — como soja, grão-de-bico, ervilha, feijão-carioca, cereal à base de trigo — induzem a uma reação menos intensa aos alérgenos que provocam crises. Tudo leva a crer que as fibras modificam a flora intestinal, culminando na multiplicação de bactérias boas. Essas, por sua vez, desempenham várias funções, como ajudar na formação de ácidos graxos capazes de reduzir processos inflamatórios. O que resultaria, em última instância, em menos muco nas vias aéreas.

4. Deixe o cigarro de lado

Ele favorece inflamações nas vias respiratórias. Atenção: o fumo passivo também leva à piora dos sintomas. Ou seja, mesmo se o asmático não fumar, ele pode ser prejudicado pelo fumacê dos outros.  

5. Cuidado com animais de estimação

Não é apenas o pelo do bicho que pode deflagrar o surto. Segundo informações da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), a descamação natural da pele do animal, além de sua saliva e urina são capazes de atuar como gatilhos para a doença.  

6. Perca peso

Acredite: os quilos extras atrapalham quem tem a doença respiratória. Pesquisas mostraram que a leptina, hormônio conhecido por controlar a fome, também dilata as vias aéreas. Só que o excesso de gordurinhas pelo corpo faz com que essa substância não trabalhe direito. 

7. Evite ficar em ambientes sujos, empoeirados e cheios de ácaros

Esses bichinhos microscópicos e seus excrementos pioram a asma e a inflamação dos brônquios, segundo a SBPT. Eles também são encontrados em locais como colchões, travesseiros, carpetes, bichos de pelúcia, estantes e papéis, de acordo com informações da SBPT. 

8. Previna infecções virais

Elas podem causar sintomas de asma. Por isso, proteja-se da gripe e do resfriado comum. 
E não se esqueça: existem medicamentos para aplacar os sintomas e trazer maior qualidade de vida para os pacientes. O tratamento é distribuído gratuitamente aos usuários pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Para ter acesso aos remédios, é necessário apresentar um documento de identidade com foto, o CPF e uma receita médica dentro do prazo de validade (120 dias) — a receita pode ser emitida tanto por um profissional do SUS quanto por um médico da rede privada.

Fonte: Revista saúde
 

terça-feira, 26 de abril de 2016

5 problemas de saúde provocados pelo calor

Ficou quente para a saúdeConheça os transtornos que ficam mais comuns quando o termômetro sobe.
 
O ano de 2016 deve registrar a maior temperatura média da história — e o calor da pesada é capaz de armar um caldeirão de doenças. A revista científica The Lancet publicou recentemente um estudo mostrando como as oscilações térmicas estão abalando a saúde da humanidade. Conduzido em vários países, entre eles o Brasil, o levantamento revelou que cerca de 7,7% das mortes no mundo podem ser creditadas ao sobe e desce dos termômetros.
Conheça alguns problemas que podem ser causados pelo calorão:

1. Desidratação

Ingerir pouca água e suar bastante leva a perda de líquidos e sais minerais e a complicações como tontura, queda de pressão e até morte. Afeta sobretudo crianças idosos.

2. Doenças infecciosas

Aumenta a transmissão de vírus por mosquitos (dengue, zika...), bem como de males ligados às chuvas e à contaminação da água, como hepatite A e leptospirose.

3. Infarto e derrame

A perda de água reduz a pressão e exige que o coração bata rápido, o que favorece ataques cardíacos. Também deixa o sangue espesso, facilitando a formação de trombos e AVCs.

4. Males respiratórios

Em dias muito quentes e com o ar seco, a mucosa nasal e as vias aéreas ficam mais ressecadas, o que deixa o aparelho respiratório suscetível a asma, bronquite e infecções.

5. Problemas renais

A desidratação eleva o risco de pedras nos rins, e o desequilíbrio entre fluidos e eletrólitos ameaça esses órgãos especialmente se já existe doença renal, diabete ou hipertensão.
Enquanto isso, na Amazônia...
Um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) calculou o efeito do desmatamento da Floresta Amazônica na saúde dos habitantes da região entre 2004 e 2012 e trouxe um dado inédito. Cada 1% de mata derrubada aumenta em 23% os casos de malária e 9% de leishmaniose, doenças transmitidas por mosquitos. "Há várias hipóteses para explicar o achado. Uma delas é que a derrubada das árvores e o desequilíbrio gerado por isso facilitam o deslocamento dos vetores", diz o biólogo Nilo Saccaro Júnior, um dos autores.

Fonte: Revista saúde

terça-feira, 19 de abril de 2016

Comer frutas diariamente protege o coração

Comer frutas diariamente protege o coraçãoEntre as principais vantagens, o consumo parece regular a pressão arterial e o nível de glicose no sangue

O brasileiro está longe de conseguir cumprir a meta da Organização Mundial da Saúde (OMS) de consumir 400 gramas de frutas por dia. Segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, só 18% da população do país alcança o objetivo. Mas já passou da hora de mudarmos esse cenário, até porque um novo estudo da Universidade de Oxford, na Inglaterra, ressalta que elas podem favorecer a saúde cardiovascular.

Os cientistas analisaram 512 891 adultos de regiões urbanas e rurais da China, com idades entre 30 e 79 anos. Os participantes foram acompanhados durante sete anos e também responderam a questionários sobre seus hábitos alimentares. Conclusão: as pessoas que comiam frutas frescas diariamente tinham menos risco de sofrer um ataque cardíaco e acidente vascular cerebral, além de apresentarem taxas de pressão e de glicose na medida.

Os autores ainda não sabem direito se a menor probabilidade de desenvolver essas doenças está ligada a um efeito direto das frutas — ou se essa turma, além de ingeri-las com frequência, adotava outros comportamentos que contribuíram para o peito. Mas outras pesquisas já indicam que os vegetais em geral têm potencial para afastar males cardiovasculares. Levando o estudo inglês em consideração, projeções afirmam que seria possível evitar até 200 mil mortes na China causadas por problemas cardiovasculares com um aumento no consumo de frutas.

Fonte: Revista saúde

terça-feira, 12 de abril de 2016

1 pera por dia para melhorar a saúde

A fruta sai da sombra de sua celebrada prima-irmã, a maçã, para mostrar que também tem atrativos: ela facilita a digestão, dá saciedade, ajuda a controlar a glicemia, protege os vasos...
Uma pera por dia para melhorar a saúde 
 
Pera, uva, maçã ou salada mista? Se você fizer uma investigação rápida, perceberá que, dessas opções, talvez a fruta menos avaliada nos centros de pesquisa e, portanto, conhecida em termos de benefícios à saúde seja a pera. Pobrezinha. Mas a verdade é que de pobre ela não tem nada. E novos estudos com o alimento não nos deixam mentir ou exagerar. Há alguns meses, pesquisadores da Universidade de Minnesota, nos Estados Unidos, compilaram trabalhos sobre o vegetal publicados desde 1970. Não deu outra: o balanço geral rende bons motivos para levá-lo de vez à fruteira.
Um dos mais importantes diz respeito à alta concentração de fibras da fruta. "Encontramos, em média, 4 gramas dessas substâncias em uma unidade", conta a nutricionista Cinthya Maggi, consultora da USA Pears, associação responsável por trazer variedades de peras americanas ao Brasil. Trata-se de uma bela contribuição para alcançar os 25 gramas diários de fibras recomendados pela Organização Mundial da Saúde. Só que, para tirar vantagem pra valer, tem que manter a casca do alimento, grande reduto desses ingredientes. "Aí aproveitamos tanto as fibras insolúveis como as solúveis", justifica Cinthya.
Contar com essa combinação é o melhor dos mundos. A versão insolúvel aumenta o bolo fecal e, assim, dá um chega pra lá na constipação. Já o tipo solúvel se junta à água e gera uma espécie de gel no intestino. Entre suas façanhas está atrair moléculas de colesterol e mandá-las para fora do corpo, além de controlar os níveis de açúcar no sangue.
Manter a casca da fruta é uma decisão esperta por mais uma razão. Nessa parte, estão reunidas doses abundantes de antioxidantes, conhecidos por proteger nosso corpo de radicais livres, moléculas por trás de inúmeros perrengues. Na revisão de Minnesota, os cientistas alegam que as peras são ricas especificamente em compostos fenólicos - em 100 gramas da fruta, são detectados de 27 a 41 miligramas desses elementos. Segundo Larissa Mathias, nutricionista da rede Hortifruti, outra substância com ação antioxidante que tem morada certa na casca da pera é a vitamina C.
Basicamente por causa da dupla fibras e antioxidantes, o cientista agrícola Kalidas Shetty, professor de metabolismo de plantas e segurança alimentar da Universidade do Estado de Dakota do Norte, nos Estados Unidos, acredita que a pera é dessas frutas que merecem ser reverenciadas na luta contra o diabete tipo 2. "Essas substâncias ajudam a adiar o aparecimento da doença e a controlá-la melhor caso esteja instalada", resume o especialista.
Em testes feitos em laboratório, Shetty observou que a presença das fibras pode de fato modular a velocidade com que a glicose é usada pelo corpo para gerar energia. Em outras palavras, essas substâncias desaceleram a digestão, o que dá mais tempo para a insulina realizar o seu trabalho - isto é, liberar a entrada do açúcar nas células. Dessa forma, o pâncreas não precisa suar para produzir um tantão desse hormônio, fator que deixa o terreno propício para o desenvolvimento do diabete tipo 2. No artigo, os pesquisadores relatam que quem está a um passo da doença ou já convive com ela também sairia ganhando, já que o melhor aproveitamento do açúcar pode resultar em menor dependência de remédios - alguns deles com efeitos colaterais.
Quando a glicose entra nas células aos pouquinhos, há outros ganhos em jogo. E não só para diabéticos. "Quem pratica atividade física tem mais pique para malhar, porque o açúcar fica estabilizado por mais tempo", exemplifica Cinthya. O ideal, para sentir o benefício, é comer a pera - com casca e tudo, não se esqueça - uns 30 minutos antes de calçar o tênis.
Digestão mais lenta ainda é sinônimo de fome controlada por um tempo prolongado. Isso pode explicar o achado de uma pesquisa recente, realizada no Centro Agrícola da Universidade do Estado de Louisiana, nos Estados Unidos. Os estudiosos analisaram os hábitos de mais de 20 mil pessoas e descobriram o seguinte: aquelas que eram fãs de pera tinham menor peso corporal. Fora isso, eram 35% menos propensas a se tornarem obesas. "Os consumidores da fruta ingeriam aproximadamente 170 gramas dela por dia. Isso corresponde a uma pera média", descreve a professora Carol O'Neil, líder do trabalho.
Essa não é a primeira pesquisa a mostrar que o alimento é parceiro da cintura. Há alguns anos, cientistas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) recrutaram 60 mulheres acima do peso e pediram a elas que consumissem peras, maçãs ou bicoitos de aveia. Um detalhe: a turma das frutas comia três unidades ao dia. Depois de 12 semanas, ficou claro que elas auxiliaram mais no emagrecimento do que o biscoito de cereal. De imediato, isso surpreendeu porque todas as mulheres ingeriram a mesma quantidade de fibras. Ora, então o que fez a diferença? "A água encontrada nas frutas. Ela parece contribuir para a maior sensação de saciedade", aponta Rosely Sichieri, professora de epidemiologia nutricional da Uerj.
Não é surpresa que afastar a obesidade nos livra de um monte de problemas, a exemplo das doenças cardiovasculares. Mas há evidências de que a pera tem um efeito mais direto sobre a saúde das artérias. Estudiosos da Universidade Wageningen, na Holanda, acompanharam 20 069 pessoas por dez anos e perceberam que o consumo de vegetais brancos (como couve-flor, maçã e, claro, pera) estava associado a um risco 52% menor de encarar um AVC. Na verdade, qualquer brancura no cardápio já ajudaria: segundo o artigo, cada 25 gramas extras de vegetais dessa coloração por dia diminuiriam em 9% a probabilidade de derrame. Uma unidade de pera, veja só, tem pelo menos 120 gramas.
Segundo a nutricionista Raira Pagano, do Hospital do Coração, em São Paulo, a blindagem dos vasos provavelmente tem a ver com os benditos antioxidantes. "Eles ajudam a evitar inflamação e formação de placas nas artérias", esclarece. Não dá para deixar de mencionar (de novo) as fibras, que reduzem a absorção de gordura e assim protegem contra entupimentos ali. "Só não pode comer duas peras e depois jantar três pedaços de pizza acompanhados de uma bebida cheia de açúcar", avisa Shetty. Afinal de contas, a fruta não faz mágicas. "É importante que a pera esteja inserida em uma dieta equilibrada e que outros vegetais entrem na rotina", ressalta Carol. Ao contrário da brincadeira que abre a reportagem, você não precisa escolher só pera, só uva, só maçã... Diversidade sempre cai bem. Mas, que dá vontade de puxar o saco da pera, ah, não há como negar.

Para não escurecer
Depois de cortada, a pera não demora a ganhar um tom escuro. "É que, em contato com o oxigênio, ela oxida", explica Cinthya Maggi. Para barrar esse processo, há algumas estratégias. "A melhor delas é mergulhar o alimento cortado em água ou embalá-lo a vácuo", ensina Larissa Mathias. Outra possibilidade é regar o pedaço exposto com um pouco de suco de limão, rico em vitamina C, um antioxidante natural. Inclusive, se quiser preparar um suco de pera, é interessante sempre agregar uma fruta cheia de vitamina C na receita. "Caso contrário, em 20 minutos a bebida estará marrom", atesta Cinthya.

Os três tipos mais comumente encontrados nos mercados

Pera portuguesa: Dá para achá-la com outro nome: rocha. Ela tem pintinhas marrons e desmancha na boca. Por isso, é mais adequada para consumir in natura do que em sobremesas.

Pera williams: Também conhecida como bartlett, é o tipo mais comum. Conforme amadurece, a cor vai do verde ao amarelo - neste estágio, fica doce e macia. Como é cheia de água, é perfeita para fazer sucos.
Pera d'anjou verde: O sabor é doce e suave. Pode ser consumida ao natural, na salada, em receitas quentes e em sucos. Sua temporada vai de setembro a julho.
Uma opção prática é a pera desidratada. O único porém é que o açúcar surge mais concentrado. Pegue leve!
 
Fonte: Revista saúde

terça-feira, 5 de abril de 2016

A gripe é mais séria do que a gente imagina

A gripe é mais séria do que a gente imagina
Em entrevista exclusiva, pesquisador americano chama a atenção para a importância da vacinação contra a doença.
 
 
 O pediatra David Greenberg, vice-presidente científico e médico-chefe do laboratório Sanofi Pasteur nos Estados Unidos, esteve no Brasil para um evento com pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Na reunião, ele apresentou resultados da experiência americana com a vacina quadrivalente da gripe, produzida pela farmacêutica que ele representa. Essa versão do imunizante protege contra quatro linhagens do vírus da cepa A (os subtipos H1N1 e H3N2) e da cepa B (os subtipos Victoria e Yamagata). Indicada a partir dos seis meses de vida, ela foi aprovada nos Estados Unidos em 2013 e chegou ao Brasil no ano passado. Na tarde do dia 30 de março, SAÚDE fez uma entrevista exclusiva com o médico, que falou sobre a importância da vacinação e os perigos subestimados da gripe — especialmente a H1N1, que parece vir com força no inverno de 2016.

Por que a gente precisa tomar vacina pra gripe todo ano? Não é possível ter uma injeção única?

Isso acontece porque existem diferentes subtipos de vírus da gripe que impedem uma versão única do imunizante. A superfície do vírus possui duas proteínas, a hemaglutinina (H) e a neuraminidase (N), que variam de acordo com a cepa. Daí, não é possível produzir uma vacina capaz de proteger contra todas. A Sanofi Pasteur e outras companhias da área trabalham atualmente em vacinas capazes de cobrir um maior espectro de subtipos. Mas as pesquisas ainda estão em andamento. 

A vacina quadrivalente contra a influenza está disponível nos Estados Unidos desde 2013. Qual o diferencial dela?

Antes dos anos 2000, nós tínhamos duas cepas principais nas vacinas, que eram do tipo A. Só que, nos últimos 15 anos, as cepas de gripe do tipo B começaram a circular com maior frequência entre a população. Essas cepas são como famílias, ou linhagens de vírus da gripe. As vacinas anteriores protegiam contra o H1N1, o H3N2 [que são da cepa A] e apenas contra um subtipo da cepa B. A versão quadrivalente imuniza contra as duas cepas A e as duas cepas B, o Victoria e o Yamagata. Assim, ela permite a criação de anticorpos para um maior número de variações do vírus.  

Nos últimos dias, houve um aumento na preocupação sobre o H1N1 aqui no Brasil — inclusive, já tivemos 46 mortes confirmadas pela doença. Esse tipo de gripe é pior que os outros?

As diferentes cepas de gripe tendem a ser mais agressivas em grupos de pessoas distintos, o que é bastante curioso. Ninguém entende muito bem a razão disso. O H1N1, por exemplo, parece ser pior para adultos jovens, entre 18 e 34 anos. Neles, há maior perigo de a doença ser mais forte e, eventualmente, levar à morte. Isso já aconteceu na epidemia de 2009 e parece estar voltando. Na contramão, o H3N2 é pior para pessoas mais velhas, enquanto o H1N1 não costuma atacar muitas pessoas com mais de 65 anos. 

Por que algumas cepas seriam mais perigosas para determinadas faixas etárias?
Deve existir algum motivo para isso, mas ainda não sabemos qual é. Pode ter algo a ver com o sistema imune. As pessoas mais velhas parecem desenvolver anticorpos para o H1N1. Isso explicaria porque ele não é tão agressivo nelas. Por mais que nossa imunidade tenha um papel, ela não explica completamente a questão. Como dissemos, o H1N1 ataca adultos jovens que geralmente são perfeitamente saudáveis. Para piorar, muitos deles pensam que gripe é uma coisa mais leve, de ficar na cama por dois ou três dias e depois voltar à rotina. Mas isso não é verdade. A gripe causa muitas mortes, inclusive de pessoas que estavam sem nenhum problema de saúde antes da infecção. Isso só reforça a importância de se vacinar todos os anos.

Alguns governos estaduais do Brasil estão antecipando a vacinação contra a gripe. Além disso, as próprias pessoas começaram a procurar pelo imunizante em clínicas privadas. Essa corrida é justificável?

Sim, é muito importante que todos sejam vacinados. O sistema de imunização brasileiro é um pouco diferente do que está estabelecido nos Estados Unidos. Mas devemos tomar a vacina, não importa o lugar. [Vale ressaltar que as vacinas que estão sendo distribuídas no momento não dispensam a imunização daqui alguns meses.]

Nós tivemos uma epidemia de H1N1 em 2009. Devemos esperar por outra?
É muito difícil afirmar isso. De forma geral, nós conseguimos prever qual será a cepa mais forte no próximo período frio do ano. Mas dizer exatamente quando ela irá crescer é muito difícil. Em 2009, grande parte da população foi exposta ao H1N1 e desenvolveu anticorpos para a cepa. Mas a proteção imune enfraquece e vai embora ao longo do tempo. Os diferentes subtipos de gripe trabalham em ciclos. A mesma cepa não consegue circular no ano seguinte porque a maioria das pessoas já foi exposta a ela. Mas, depois de algum tempo, o sistema de defesa “desaprende” a combater aquela linhagem. Essa queda na imunidade é o que nos faz indicar a vacina todos os anos. O imunizante do ano passado não será efetivo na temporada atual.

Teremos boas notícias sobre novas vacinas para a gripe nos próximos anos?
Sim. A própria chegada da vacina quadrivalente já é um avanço, pois ela protege contra duas cepas do tipo A e duas cepas do tipo B. Além dela, há pesquisas em andamento para versões que oferecem uma proteção ampliada. Nós demoramos de seis a oito meses para produzir o lote de vacinas para a próxima temporada. Só que, nesse meio tempo, o vírus que está circulando em maior quantidade pode sofrer pequenas mudanças e enfraquecer a eficácia da vacinação. O objetivo futuro é evitar isso e criar um produto ainda mais efetivo para a população. Nos Estados Unidos, a Sanofi já fabrica vacinas de gripe específicas para idosos, que possuem um grau de eficácia maior nessa população. Nossa ideia é expandir esse imunizante para outros países do globo. 

Você acha que as pessoas deveriam encarar a gripe com mais seriedade?
Muitos ainda imaginam a gripe como uma simples infecção do trato respiratório superior, que afeta apenas o nariz e a garganta, como um resfriado. Mas ela pode descer para os pulmões e causar pneumonia. A população não entende que o vírus circula por todo o corpo e gera uma resposta inflamatória do organismo. Isso, para quem tem doenças crônicas, como problemas cardíacos e diabete, pode deixar tudo pior e prejudicar até o efeito dos medicamentos. Porém, mesmo pessoas saudáveis podem pegar gripe e, algumas semanas depois, morrer de infarto. Isso acontece por causa da tal resposta inflamatória. É extremamente importante que a gripe passe a ser encarada como uma doença séria. 
Não perca: amanhã postaremos a segunda parte da entrevista, em que Greenberg fala sobre os desafios atuais na descoberta de novas vacinas!
 
Fonte: Revista saúde