segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Por que a babosa é aliada dos cabelos

Por que a babosa é aliada dos cabelos
A famosa aloe-vera entra na composição de vários xampus e cremes.
 

Ela tem lugar garantido na lista de plantas com efeitos cosméticos – os produtos são feitos com a polpa branca de suas folhas. Tudo graças a uma dupla de princípios ativos, aloeferon e antraquinona. Enquanto o primeiro age na multiplicação celular e acelera a cicatrização, o outro funciona como antisséptico. 
Em alguns casos, é justamente essa propriedade que evita a queda dos cabelos. Isso porque em algumas pessoas o problema se deve à invasão de bactérias no bulbo capilar, o que leva ao aumento da produção de sebo. O excesso de gordura acaba derrubando os fios. 
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Presente em várias regiões do país, ela também é rica em taninos, substâncias que retraem o tecido de uma região machucada ou com queimaduras, produzindo uma camada protetora que ajuda a cicatrização de feridas. 

Para reforçar os cabelos
Esfregue folhas de babosa cozidas no couro cabeludo. Deixe agir durante 15 minutos e enxague. Outra opção é cortar as folhas pela base, deixando escoar o suo gosmento. Passe-o nos fios. E saiba: ele dura apenas dois dias na geladeira.
 
Fonte: Revista saúde

terça-feira, 13 de setembro de 2016

Amaranto, uma ótima fonte de proteína

amarantoPor ser rica no nutriente, a sementinha ajuda a preservar a massa magra e ainda dá saciedade.
 
Chegando à América, o colonizador europeu tratou logo de proibir essa semente, usada em rituais que lhe causavam estranheza. Sorte que a medida não vingou. "Sua proteína é considerada de alto valor biológico", aponta a nutricionista Valéria Caselato, professora da UFRJ. Para testar o poder do nutriente, a especialista deu pipoca de amaranto (isso mesmo!) a 20 idosos por três meses - o estudo foi realizado na Universidade Estadual de Campinas, no interior paulista. A experiência mostrou que a semente contribuiu para o ganho de massa magra, que vai minguando com o avançar da idade. Ventila-se por aí mais um benefício da proteína. "Após vários testes, concluímos que ela é a responsável por uma redução do colesterol", revela o bioquímico José Arêas, professor da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo. De acordo com ele, o segredo está na digestão do nutriente. É que esse processo dá origem aos chamados peptídeos bioativos. Durante experiências em laboratório, esses pedacinhos de proteína se mostraram capazes de inibir uma enzima que participa da produção do colesterol no fígado. Para isso, seria necessário ingerir 25 gramas das proteínas do amaranto, o correspondente a 170 gramas de semente. O dilema: no estudo em seres humanos, Valéria não identificou essa vantagem. Na verdade, as taxas até subiram um pouco. "Então, enquanto não há trabalhos definitivos, não indicaria o amaranto como alimento funcional para baixar o colesterol", pondera a nutricionista. Por outro lado, ela reforça que a qualidade da proteína e a capacidade de essa semente saciar fazem dela uma ótima escolha para grande parte das pessoas.
A tal pipoca de amaranto
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É fácil preparar o petisco que foi oferecido aos participantes do experimento na Unicamp. Basta jogar uma colher de sopa de amaranto em uma panela quente, sem adicionar óleo. Leve ao fogo baixo até que grande parte dos grãos se torne branca. Isso deve demorar de 10 a 30 segundos. "É bem rápido. Só cuidado para não deixar queimar", orienta Valéria. "E repita quantas vezes quiser", completa. Os grãos também podem ser servidos em sopas e saladas ou cozidos junto com o arroz. A farinha cai bem em mingaus, panquecas, biscoitos, pães e pudins.
 
 
Fonte: Revista saúde
 

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Para cada doença, um jeito de malhar

Para cada doença, um jeito de malhar
Há incontáveis tipos de exercício que podem fazer parte de um treino de musculação.SAÚDE revela quais os mais — e os menos — indicados para combater uma dúzia de doenças da pesada.


O remédio que doma a pressão dos hipertensos não é o mesmo que baixa a glicemia dos diabéticos, tampouco serve para proteger o esqueleto de pessoas com osteoporose. Isso mostra que não existe uma única estratégia capaz de contra-atacar todas as enfermidades ao mesmo tempo. E é mais ou menos esse conceito que você precisa ter em mente quando falamos do efeito de cada um dos exercícios de musculação em pessoas com problemas diferentes.
A ideia de utilizar e adaptar a malhação de acordo com o estado de saúde de seus praticantes começou a ganhar destaque no final da década de 1980, quando os pesquisadores lançaram um olhar mais apurado sobre o tema. A partir do ano de 1990, o exercício de força se tornou — e ainda é — o método de treinamento mais estudado, segundo dados do Pubmed, site do governo americano que concentra artigos publicados no mundo inteiro. Esse interesse da comunidade científica ajudou a acabar com o preconceito que cercava a musculação. Ela deixou de ser encarada como algo voltado apenas para fisiculturistas e virou uma importante aliada entre aqueles que buscam qualidade de vida.
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Tal cenário veio seguido de um aumento significativo na quantidade de salas de ginástica por aí. Dados da Associação Brasileira de Academias mostram que, em 2010, havia 15 mil unidades espalhadas pelo país. Em 2014, o número dobrou. E, embora tenhamos que evoluir muito, há uma tendência de esses estabelecimentos passarem a oferecer profissionais especializados em determinadas condições de saúde. Ou seja, de pouco em pouco, os halteres se incorporam ao tratamento de muitas encrencas.
Agora, você vai entender como a musculação enfrenta 12 delas. Todas devidamente acompanhadas de orientações específicas para tirar o melhor proveito do levantamento de peso sem ameaçar o corpo. Contudo, antes de avançar, cabe uma ponderação: só pode fazer musculação ou qualquer atividade física estruturada quem estiver saudável ou com uma doença sob controle. Começar a puxar ferro da noite para o dia sem uma avaliação médica (e a supervisão do educador físico) é um risco que ninguém precisa correr.

Dois raios no mesmo lugar
Para certos quadros, como a fibromialgia, preconiza-se malhar em intensidade leve. Em outros, a exemplo da sarcopenia, o ideal é pegar um pouco mais pesado. Então, o que fazer se você sofre com ambos — ou com quaisquer problemas que cobram atitudes aparentemente contraditórias na academia? Nesses casos, é imprescindível bater um papo com os profissionais de modo a acertar o treinamento. Só não vale usar isso como desculpa para cair no sedentarismo.

1. Hipertensão
Décadas atrás, a musculação chegava a ser contraindicada para os hipertensos. E, de fato, durante sua execução, a pressão sobe, principalmente se a intensidade é elevada ou se o exercício for repetido à exaustão. Mas uma porção de experimentos deixa claro que, seguindo recomendações básicas, erguer peso não ameaça o sistema cardiovascular dessa turma. Embora não dê para confirmar que a modalidade aplaque a hipertensão ao longo dos meses — os estudos são controversos nesse sentido —, restam poucas dúvidas de que ela promove bem-estar aos seus portadores.
Recrutar poucos músculos por vez
Usar vários grupos musculares ao mesmo tempo comprime demais os vasos sanguíneos. Prefira, por exemplo, cumprir uma série com o braço esquerdo e, depois, outra com o direito.

Não prender a respiração
Em primeiro lugar, o ato de segurar o ar sugere que a carga do treino está pesada demais — o que, nesse pessoal, dispara a pressão. Isso sem contar que a atitude, por si só, aperta as veias e as artérias.

Descansar dois minutos entre uma série e outra
Esse tempo é necessário para que os níveis pressóricos retornem a um patamar seguro. Em comparação, um repouso de 30 a 45 segundos é suficiente para quem não tem hipertensão.


2. Diabete
Em uma revisão de 14 pesquisas, experts da Universidade de Viena, na Áustria, descobriram que combinar o treino aeróbico com o de resistência é a estratégia perfeita para regular a glicemia em diabéticos do tipo 2. De um lado, corridas e pedaladas queimam glicose em larga escala. Do outro, os aparelhos da academia fortalecem bíceps, tríceps e companhia. Assim, eles conseguem estocar mais desse substrato, tirando-o da circulação.
Medir a glicemia antes, durante e depois
Quando as taxas estão estratosféricas ou mínimas, é bom pular a sessão. E, se caírem depressa durante ou após a ralação, recorra a isotônico, suco de laranja ou até sachês de glicose.

Entrosar o exercício com o tratamento
A regra vale sobretudo para os sujeitos que aplicam insulina. Em geral, os médicos diminuem a dose a ser injetada nos dias em que o diabético vai se mexer. Isso para afastar a hipoglicemia.


3. Obesidade
Já adiantamos: puxar ferro sem equilibrar a dieta não implicará um grande emagrecimento. Segundo a tese de doutorado da educadora física Valéria Bonganha, da Universidade Estadual de Campinas, no interior paulista, cinco meses de exercícios de força, em conjunto com outros aeróbicos, não derrubaram o ponteiro da balança em 24 homens obesos. Eles apenas mantiveram mais ou menos os mesmos quilos, porém trocaram gordura por massa magra — e ficaram menos propensos a sofrer panes no coração.
Investir em treinos curtos e intensos
Após um período de adaptação, vale apostar em séries com menos repetições e cargas altas. Isso fortalece muito os músculos — e, vigorosos, eles queimam mais calorias.

Priorizar abdômen e costas
A barriga sobrecarrega a coluna, fomentando desvios posturais. Daí a importância de realizar atividades capazes de enrijecer a musculatura dorsal. Converse com seu treinador a respeito.


4. Fibromialgia
Pessoas com essa síndrome têm até medo de fazer ginástica. Isso porque a condição provoca incômodos dos pés à cabeça, que pioram quando se mexe além dos limites. Na contramão, práticas leves funcionam como um remédio para amenizar os sintomas da fibromialgia. Nesse contexto, a musculação, apesar de não ser prescrita no início do treinamento, auxilia a remover toxinas dos músculos, afastando as dores.
Levantar pesos leves e progredir lentamente
Nas primeiras vezes que pisa na academia, o fibromiálgico não raro apenas executa o gesto de um exercício, sem carregar carga alguma — a meta é não disparar sensações dolorosas.

Programar o horário
Boa parcela dos pacientes reclama de desconfortos logo depois de acordar e à noite. Uma tática interessante é agendar os treinos nos momentos em que as dores dão uma trégua.

Não forçar regiões sensibilizadas
Se o ombro está pegando durante uma sessão, deixe-o de lado e trabalhe outras partes do corpo. Quando ele parar de incomodar, você compensa.


5. Sarcopenia
Marcada pela degeneração das fibras musculares e mais frequente entre os idosos, a sarcopenia é rechaçada pelos halteres. Em uma revisão da Universidade Católica do Sagrado Coração, na Itália, constatou-se que eles não só abrandam a perda de massa magra como asseguram mais autonomia e afugentam as dores. Contudo, os exercícios devem ser conduzidos com cuidado redobrado e acompanhamento próximo.
Elevar a intensidade
Quanto mais peso na barra, maior o estímulo a fibras musculares do tipo 2 — as mais afetadas pela sarcopenia. Mas lembre-se: antes de pegar pesado, é vital passar pelo consultório.

Conversar sobre suplementação
Preparos como o whey protein, se combinados às sessões de malhação, colaboram para o fortalecimento muscular. Só não vale engolir os suplementos sem checar as reações adversas com o doutor.


6. Osteoporose
O risco de uma queda render fraturas cresce em gente com ossatura frágil. Felizmente, músculos de aço servem como amortecedores de impacto e trazem equilíbrio. Como se não bastasse, as atividades de resistência solidificam o esqueleto. Elas incitam o depósito de cálcio nos ossos. Um artigo da Universidade Walsh, nos Estados Unidos, demonstra ainda que sujeitos com osteoporose que vão à academia regularmente dependem menos de terceiros para cumprir tarefas do cotidiano.
Valorizar exercícios funcionais
Eles mobilizam os grupos musculares mais exigidos no dia a dia - graças a isso, incrementam a coordenação, o equilíbrio e a postura, fatores cruciais na prevenção de tropeços.


Reforçar as áreas enfraquecidas
As vértebras e o fêmur (localizado na coxa) entram na lista dos ossos mais comprometidos pela doença. A meta, então, é fortificar a musculatura que os sustenta.


7. Osteoartrite
Também conhecida como artrose, ela nada mais é do que um desgaste das juntas. E a musculação é um dos métodos mais eficazes para proteger as articulações, porque favorece a produção do líquido sinovial, que mantém as cartilagens nutridas e íntegras. Aliás, pernas torneadas também absorvem parte da sobrecarga imposta a joelhos, quadris e tornozelos — aí, as dores e a rigidez articular atrapalham menos. A única questão reside no fato de que indivíduos com osteoartrite costumam ser mais velhos e padecer com o excesso de peso, fatores que demandam atenção na hora de planejar o treino.
Reduzir as repetições e aumentar a carga
Desde que adotada com a orientação de um professor, essa técnica dá um gás a mais às fibras musculares que seguram o tranco imposto às juntas toda vez que damos um passo ou subimos a escada.

Dar foco à área abalada
Quem sofre com artrose de joelho, por exemplo, faz de tudo para não usar a perna afetada de apoio. Ocorre que o desuso enfraquece os músculos, abrindo as portas para mais incômodos. O jeito é dedicar tempo ao desenvolvimento do local debilitado.

Evitar a cadeira extensora
Fala-se muito do agachamento — e de fato é bom tomar cuidado com ele. Entretanto, a cadeira extensora traz um risco maior ao joelho com osteoartrite, pois concentra a sobrecarga em uma pequena região da cartilagem. Busque alternativas com o educador físico.


8. Lombalgia
A dor na base da coluna é uma velha conhecida dos brasileiros: corresponde a nove entre dez denúncias de desconforto nas costas. Para suavizar o incômodo, especialistas pedem para enrobustecer toda a musculatura do abdômen. É como colocar um apoio a mais para sustentar o telhado de uma casa.
Lançar mão do Core training
A prática emprega bolas suíças, elásticos e outros equipamentos para ativar músculos abdominais profundos que mal são recrutados com as máquinas tradicionais e ajudam a estabilizar a coluna. Pilates e exercícios funcionais são outras ótimas opções.

Não fazer levantamento terra e agachamento
Apesar de populares, esses exercícios pressionam os discos que se localizam entre uma vértebra e outra. Em uma lombar frouxa, isso é sinônimo de reclamações pós-treino.

Alongar
O estica e puxa alivia tensões na região lombar. Mas é necessário cautela e uma evolução gradual. Insistir em encostar as mãos na ponta dos pés com a perna reta pode gerar arrependimentos.


9. Parkinson
Na USP, a profissional de educação física Carla da Silva Batista e seus colegas vêm testando o efeito da musculação nos portadores dessa doença neurodegenerativa. Primeira conclusão: ela combate o enfraquecimento do corpo, uma das repercussões mais comuns do problema. E os treinos, dependendo de como são conduzidos, também amenizam os tremores. Recentemente, vimos que práticas que exigem coordenação motora e equilíbrio ofereceriam melhores resultados nesse sentido. Mas, ao recorrer a tais exercícios — os funcionais estão entre eles —, é imprescindível ter um profissional ao lado. Ele pode impedir quedas decorrentes de um gesto involuntário.
Executar o movimento completo
Se estiver no aparelho de leg press, por exemplo, estique as pernas completamente ao empurrar a carga. A tática, que vale para qualquer equipamento, evita a atrofia muscular típica do Parkinson. Outra coisa: sessões de alongamento são vitais.

Usar bola, elástico, corda — mas com alguém ao lado
Apetrechos como esses trazem um componente de instabilidade na ginástica, o que atenuaria os tremores. Mas, se não tiver um expert por perto, restrinja-se aos aparelhos tradicionais.

Malhar só depois de tomar o medicamento
As drogas contra o Parkinson demoram cerca de uma hora para surtir efeito. É nesse momento que a prática da musculação será mais segura e eficiente.


10. Asma
Não dá pra negar que as atividades aeróbicas, por botarem os pulmões para trabalhar, são as mais recomendadas a quem enfrenta esse perrengue. Todavia, elas podem disparar crises de falta de ar. Para quem sofre direto com ataques durante ou após a corrida, a musculação é uma alternativa, já que demanda menos do sistema respiratório. Aí, a intensidade tem de ser leve ou moderada. É verdade que ela não aperfeiçoa muito a capacidade de inspirar e expirar, porém revigora o tronco e os membros — o que é de grande valia em uma turma que tende a ficar sedentária e fraquinha.
Diminuir a carga e elevar o número de repetições
Trata-se de uma fórmula certeira para exigir menos dos pulmões sem abdicar da massa magra. Um treino muito vigoroso às vezes serve de gatilho para crises de falta de ar nas pessoas com a asma menos controlada.

Levar o inalador para a academia
Ao longo do treino, as crises eventualmente dão as caras - mesmo se a respiração não estiver ofegante. E, nessas emergências, uma bombinha no bolso faz enorme diferença. Nada de esquecê-la em casa!

Fortificar o peitoral e as costas
Em geral, os asmáticos apresentam uma anteriorização dos músculos da caixa torácica — ou seja, os ombros se inclinam pra frente. De modo a compensar o desvio, não se esqueça de trabalhar peito e costas.


11. Doença renal crônica
Quando os rins param de filtrar o sangue adequadamente, substâncias tóxicas sobram na circulação. Essas moléculas, por sua vez, disparam um processo inflamatório que arrasa panturrilha, glúteos... A malhação estimula a musculatura e contra-ataca sua degeneração, o que se traduz em maior qualidade de vida. Tonificar o corpo também mantém o diabete e a hipertensão, dupla que danifica os rins, sob rédeas curtas. Com orientação, dá até pra se exercitar na hemodiálise.
Não mexer muito o braço com o acesso
Quase todo mundo que se submete à diálise passou por uma cirurgia para adaptar vasos do braço ao procedimento. Para não inviabilizar o acesso, deixe esse membro mais quieto.


Regular a ingestão de água
A doença renal crônica pode culminar em um acúmulo de líquidos. Principalmente quem faz hemodiálise deve discutir com o médico o jeito ideal de se hidratar durante a musculação.


12. Câncer
Entre as reações adversas de determinados quimioterápicos e da radioterapia está a perda de massa magra. Mas uma revisão da Universidade de Aarhus, na Dinamarca, aponta que o treinamento de força faz com que os músculos não definhem. De quebra, movimentar-se durante a fase aguda do tratamento aumenta a disposição e pode até auxiliar na luta contra o tumor. Agora, o treinamento de alguém com câncer tem que ser obrigatoriamente supervisionado - até porque cada tipo requer cuidados específicos, que ainda variam de acordo com o paciente.
Reforçar regiões abaladas
As cirurgias que visam extirpar os esconderijos de células tumorais podem limitar a movimentação de um ou outro membro. Exercitá-lo com orientação minimiza as sequelas.


Mexer-se quando os sintomas somem
Se enjoo e cansaço surgem pra valer à tarde, que tal fazer ginástica de manhã? No início é mesmo difícil, mas o esforço com certeza será recompensado com mais ânimo e disposição nos dias seguintes.


Fonte: Revista saúde

terça-feira, 30 de agosto de 2016

Uma epidemia de depressão

depressãoEla já atinge praticamente 10% da população mundial e a projeção aponta um triste crescimento. Entenda por que a doença é considerada o mal deste século.
 
Em 1911, o então almirante Winston Churchill escreveu para sua esposa: "Acho que um médico pode ser útil para mim se o cachorro negro voltar. Ele parece estar distante agora, o que é um alívio. Todas as cores voltam à vida". Estaria o futuro primeiro-ministro britânico falando em códigos sobre uma missão ultrassecreta? Não! Ele apenas popularizara o termo "cachorro negro" como uma metáfora para depressão, da qual sofria longas e duras crises. Aliás, Churchill é só um nome de uma longa lista de personalidades com um ponto comum em suas biografias: Vincent Van Gogh, Abraham Lincoln, Albert Einstein e Charles Darwin também penaram com esse transtorno em algum momento da vida.

Mas a depressão não é uma má companhia apenas para os gênios das artes, das ciências e da política: ela atinge pessoas de todas as cores, classes sociais e faixas etárias. A Organização Mundial da Saúde (OMS) apostava que o problema seria responsável por 9,8% do total de anos saudáveis desperdiçados pela humanidade lá em 2030. Pois não é que essa estimativa foi alcançada já em 2010, duas décadas antes do previsto? Atualmente, 400 milhões de pessoas convivem com o distúrbio no planeta. Além de liderar a lista das doenças mais incapacitantes, a melancolia sem fim gera gastos na casa dos 800 bilhões de dólares por ano — o equivalente ao Produto Interno Bruto da Turquia.
 
A situação em nosso país é particularmente ruim: um levantamento realizado pela americana Universidade Harvard em 18 localidades mostra que a prevalência de depressão no Brasil é a maior entre as nações em desenvolvimento, com um total de 10,4% de indivíduos atingidos. E a taxa de mortes relacionada a episódios depressivos (incluindo suicídios) aumentou 705% por aqui nos últimos 16 anos, segundo pesquisa realizada pelo jornal O Estado de S. Paulo.

Convém deixar clara a diferença entre depressão e tristeza. A primeira é uma doença, marcada por sentimentos de prostração, perda de interesse e prazer, culpa, baixa autoestima, distúrbios de sono e na alimentação, cansaço e déficit de concentração. Embora os médicos não conheçam em detalhes os motivos do início de uma crise — tampouco o que acontece direito no cérebro deprimido —, o quadro tem diagnóstico e tratamento. Portanto, não dá para caracterizá-lo como falha de caráter ou falta do que se preocupar. "Ainda há muito estigma, e isso só prejudica a melhora do paciente", diz o psiquiatra Táki Cordás, do Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo (IPq-USP).

Na contramão, a tristeza faz parte da natureza humana. "Ela é uma das formas como expressamos o colorido das emoções", define o psiquiatra Luis Felipe Costa, consultor da Associação Brasileira de Familiares, Amigos e Portadores de Transtornos Afetivos. O problema começa quando esse sentimento paralisa e impede que a vida siga em frente. Aí é preciso procurar ajuda. O escritor americano Andrew Solomon, autor de O Demônio do Meio-Dia (Companhia das Letras), obra que faz um grande retrato do transtorno, resume bem esse conceito: "O contrário da depressão não é a alegria, mas, sim, a vitalidade".
Mas como explicar essa explosão de casos nas últimas décadas? Os especialistas entrevistados por SAÚDE foram unânimes em apontar o melhor diagnóstico da doença como fator principal. "Talvez ela atingisse muita gente no passado, mas, por falta de informação, ficava escondida", avalia o psiquiatra Antonio Egidio Nardi, da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Mais interesse sobre o tema e médicos preparados justificariam, então, boa parte da epidemia.

Outro ingrediente de peso é uma palavra que acompanha a rotina de quase todo cidadão: estresse. "Em estudos com ratos jovens, vemos que ele é um desencadeador de depressão na vida adulta", observa a biomédica Deborah Suchecki, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Em humanos, a tensão e o nervosismo além da conta fazem o cortisol decolar. Quando esse hormônio se mantém alto por um longo tempo, provoca uma bagunça cerebral. Que tristeza!

Nesse sentido, o fato de boa parte da população viver em cidades assoladas por trânsito, filas, violência e risco de ataques terroristas e catástrofes naturais faz o tal do cortisol chegar à estratosfera. O individualismo e a sobrecarga de informações que bombardeiam a cachola teriam efeito similar. "O estresse afeta a saúde mental na mesma medida que o tabagismo é prejudicial ao coração", compara o psiquiatra Gerard Sanacora, da Universidade Yale, nos Estados Unidos.

Pegando um gancho na fala do médico, um terceiro personagem importante dessa história é o abuso em álcool, tabaco e outras drogas. Dados de um levantamento da Unifesp de 2013 apontam um crescimento de 20% no consumo frequente de bebidas no Brasil, tendência que se repete no planeta inteiro. "A dependência química é uma das principais promotoras do transtorno", afirma o psiquiatra André Astete, que hoje atua na Secretaria Municipal de Saúde de São José dos Pinhais, no Paraná.

Cabe esclarecer que a depressão depende de uma predisposição genética para se manifestar. Em outras palavras, nem estresse nem drinques a mais conseguem, sozinhos, acordar o cachorro negro. "Eles funcionam como gatilhos para o surgimento do distúrbio", diz o médico Antônio Geraldo da Silva, presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria. O problema é que, na sociedade moderna, o número de fatores prontos para deflagrar uma crise parece só aumentar.

Assim como acontece na maioria das doenças, flagrar a melancolia em seus estágios iniciais está relacionado a um tratamento mais efetivo e menos penoso. Além disso, quanto mais o quadro se prolonga, piores são suas repercussões. "Nosso desafio é encontrar os casos leves, uma vez que os moderados e graves são fáceis de perceber", atesta Cordás. Por ora, o diagnóstico é feito no consultório, com o relato do paciente e seu histórico familiar — a ciência ainda não descobriu uma molécula no sangue que denuncia a condição com assertividade.

Nesse sentido, a U.S. Preventive Services Task Force (USPSTF), uma comissão de estudiosos que elabora as políticas de saúde pública para o governo dos Estados Unidos, alterou a sua recomendação sobre a forma de detectar a depressão. Desde o começo de 2016, eles passaram a sugerir que os médicos — independentemente da especialidade — realizem testes de rastreamento em todos os pacientes acima de 18 anos. "Nos baseamos nos estudos em que pessoas identificadas previamente e tratadas com antidepressivos e psicoterapia obtêm uma melhora significativa dos sintomas", justifica o epidemiologista Michael Pignone, membro do USPSTF e professor da Universidade da Carolina do Norte.

O exame é composto de um questionário simples, com poucas perguntas. As respostas dão um indicativo de como anda a saúde mental do indivíduo. "É importante salientar que o rastreamento é só o primeiro passo. Caso o resultado inicial seja positivo, um psiquiatra realizará uma avaliação criteriosa", completa Pignone. Infelizmente, o Brasil não possui programas do tipo e não há uma discussão sólida para que se estabeleça algo nesse mesmo modelo. "Nosso país conta com apenas 5 500 psiquiatras para um número gigantesco de queixas", lamenta o neurocientista José Alexandre Crippa, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo.

Só é necessário tomar cuidado para não enxergar um cachorro negro onde há apenas tristeza passageira. "Também precisamos fazer diagnósticos criteriosos e não confundir depressão com uma série de transtornos com características parecidas, como a bipolaridade", lembra o psiquiatra Pedro do Prado Lima, de Porto Alegre. Cada distúrbio pede uma tática diferente de combate — embaralhá-los, portanto, só atrapalha a recuperação.

Esqueça a história de que a depressão é uma doença exclusiva da mente. Pesquisas começam a comprovar que seus efeitos físicos vão muito além. Podem atingir, sem exageros, o corpo inteiro. O primeiro prejudicado é o próprio órgão do pensamento. "Conforme o quadro avança, ocorre uma diminuição em estruturas cerebrais importantes, como o hipocampo, relacionado à memória e às emoções", cita Sanacora. E essa é apenas uma de suas repercussões: o coração, as articulações e o sistema imunológico sofrem quando a melancolia se instaura de vez.

Pesquisadores da Universidade de Granada, na Espanha, reuniram dados de 29 estudos com cerca de 3 900 pacientes para entender a fundo essas ligações perigosas. Após a análise, ficou claro que os sujeitos deprimidos carregam mais radicais livres no organismo — em excesso, esses elementos prejudicam o funcionamento das células saudáveis e abrem alas para uma coleção de encrencas. Por outro lado, substâncias antioxidantes, de efeito benéfico, se encontram em menor número. A notícia boa é que o tratamento correto traria de volta o equilíbrio a essa equação.

O drama para o corpo é que a depressão provoca um intenso estado inflamatório. Lembra da história do cortisol nas alturas? Pois ele volta a incomodar aqui. "Junto a uma série de fatores, altos níveis do hormônio baixam a imunidade e aumentam a propensão a artrite reumatoide, problemas cardiovasculares e até câncer", alerta Costa. O risco sobe nos casos em que o transtorno se desenvolve por anos a fio, sem nenhum contra-ataque adequado. Segundo Costa, médicos australianos testam inclusive o uso de anti-inflamatórios em parceria com os antidepressivos como uma forma de abreviar o tempo de resposta ao tratamento.

A relação entre melancolia e males cardiovasculares é particularmente forte. Uma investigação realizada pela Universidade de Bordeaux e sete outras instituições francesas acompanhou 7 313 indivíduos entre 1999 e 2001. Todos eles foram avaliados em quatro oportunidades distintas ao longo desse período. Aqueles que apresentavam altos índices de sintomas depressivos em todas as ocasiões tinham um risco 75% maior de sofrer um infarto ou um acidente vascular cerebral, o AVC.

E olha que o caminho contrário também pode ocorrer: uma desordem qualquer pode ser o gatilho para um abalo psíquico. "Grupos com algum problema crônico se apresentam mais deprimidos que a população geral", afirma Astete. Foi o caso do escritor Andrew Solomon: após a morte de sua mãe e o fim de um relacionamento amoroso, uma crise de pedra nos rins foi a gota d'água para que o transtorno emergisse. "Senti o controle de minha própria vida escorregar das mãos. `Se essa dor não parar' disse para um amigo, `vou me matar'. Eu nunca tinha dito isso antes", escreveu.

Os tratamentos para depressão mudaram muito ao longo da história. Capacete de chumbo, couve-flor, gengibre, hidromel, mirra, banana-da-terra, masturbação e até um cano pingando água ao lado do doente já foram prescritos. É curioso notar também que os remédios surgiram há menos de 70 anos. Em geral, eles agem no cérebro e aumentam a presença de neurotransmissores relacionados à sensação de bem-estar. "As classes medicamentosas prescritas atualmente partem do princípio de que há menos substâncias essenciais, como a serotonina, para o bom funcionamento dos neurônios", resume Deborah Suchecki.

A recuperação pode levar alguns meses ou até mesmo ser contínua. Nesses casos, o paciente toma uma dose de manutenção pelo resto da vida, para se certificar de que a depressão não voltará. "Quem teve uma primeira crise possui 50% de chance de sofrer outra no futuro", calcula Crippa. Caso o segundo episódio ocorra, a probabilidade de um terceiro sobe para 70%. Se o terceiro acontecer, o risco de um quarto chega a 90%. O sujeito que já passou por quatro momentos depressivos com certeza terá um quinto se nada for feito.

Isso só aumenta a importância de não abandonar a terapia pela metade. "Há um grande perigo de retorno, e com maior gravidade, se o paciente desistir no caminho", alerta o psiquiatra Fernando Fernandes, do Programa de Transtornos Afetivos do IPq-USP. Os comprimidos demoram três semanas para trazer melhoras. Porém, os pequenos ganhos iniciais não significam cura. É preciso seguir direitinho a orientação do especialista para não sofrer recaídas.

Nessas horas, é usual pedir apoio à psicoterapia, que se vale de técnicas de expressão dos sentimentos e orientações para trazer alívio. Nos casos leves, ela chega a dar conta do recado sozinha e até dispensa fármacos. "E, mesmo em situações avançadas, esse tipo de tratamento é um aliado primordial da terapia medicamentosa", ressalta Silva.

Em breve, novas opções reforçarão o arsenal terapêutico. É o caso do neuropeptídeo Y e da ocitocina, duas substâncias que mostraram eficácia no combate à depressão em testes iniciais. "A vantagem desses candidatos é uma ação rápida em relação às drogas disponíveis hoje, destaca Deborah. Nos estudos, elas foram administradas por meio de um spray nasal: a mucosa do nariz está cheia de terminações nervosas, o que faz a droga alcançar o cérebro com maior velocidade.

Contudo, de nada adianta apelar para novos medicamentos sem o suporte de familiares e amigos. "A certeza de apoio em um momento de extrema dificuldade é a chama de esperança para muita gente", reflete Nardi. Afinal, o tratamento não vai matar o cachorro negro. O objetivo é ensinar o paciente a lidar e conviver com ele diante das situações difíceis que aparecem pela frente. Amor e carinho são essenciais para que tudo dê certo. Com eles, o cão negro amansa e a vida se desvencilha da depressão para abraçar a vitalidade.

Fonte: Revista saúde
 

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Banana merece espaço cativo na fruteira

Banana merece espaço cativo na fruteira
O alimento é um baita parceiro do coração e, acredite, pode até contribuir para o emagrecimento.
 

Tem fruta com mais cara de Brasil? O curioso é que, apesar de ser a mais consumida por aqui, sua origem não tem nada a ver com nossa terra. Na verdade, há registros apontando que o berço da banana fica no sudeste da Ásia. Não à toa, muitos estudos com o alimento vêm de lá. É o caso de um que associou o consumo de duas unidades da fruta com uma redução na relação entre as taxas de LDL, o colesterol ruim, e o HDL, o bom. Quando esse índice cai, é sinal de que o risco cardiovascular passa a ser menor. 
O magnésio presente no fruto da bananeira estaria entre os ingredientes pró-artérias. Isso porque o mineral parece limitar a ação de uma enzima envolvida na produção de colesterol no fígado. Além disso, a banana é reduto de fibras. No intestino, elas se ligam aos ácidos biliares, que são cheios de moléculas gordurosas. Então, ao serem eliminadas por meio das fezes, acabam carregando junto o colesterol.  
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Se a intenção é afastar o diabete, pode recrutar a banana também. Há evidências de que ela ajuda a derrubar tanto a glicemia de jejum como a depois das refeições. Para quem já é diabético, uma pesquisa indicou que o consumo diário da fruta eleva a adiponectina, um hormônio que facilita o aproveitamento do açúcar circulante no sangue e, para completar, auxilia a espantar inflamações. Eis um combo mais que bem-vindo para vencer a chamada resistência à insulina. 
Os predicados da banana contra infartos e derrames ainda reúnem doses generosas de potássio, mineral que tem papel oposto ao do sódio e, por estimular as artérias a relaxarem, faz baixar a pressão arterial. Para ter ideia, o consumo diário ideal desse nutriente é de 4,7 gramas e uma unidade do alimento concentra, em média, 400 miligramas da substância. 
Há mais uma vantagem em contar com o potássio. Ele dá uma bombada nos impulsos nervosos e, dessa forma, é ótimo para nos manter alertas. Portanto, incluir a banana logo no café da manhã pode ser um jeito gostoso para começar o dia cheio de disposição. E claro: o mineral assegura ainda a boa contração dos músculos. Somando isso ao fato de a banana ser fonte de carboidrato, que dá energia, fica fácil entender por que ela é recomendada antes, durante e depois da prática de exercícios físicos. Sai pra lá, cãibra!
E ninguém precisa ter medo da sua fama de engordativa. Apesar de não fazer parte do time das frutas magrinhas, ela pode, sim, dar um suporte para quem deseja eliminar alguns quilinhos. Afinal, o fruto carrega um monte de fibras, que garantem a saciedade por um tempo prolongado. Inclusive, se a alimentação for equilibrada, não há problema algum em devorar mais de uma por dia. Se estiver fazendo uma dieta mais rigorosa, saiba, ainda, que há tipos da fruta menos calóricos, caso da banana-maçã.    

Aproveite a casca
 
Sabia que nela há mais potássio e vitamina C do que na polpa? Pois é. Por conta disso, vale muito a pena higienizar essa parte e utilizar na cozinha – dá para fazer bolos, pães, geleias, vitaminas e afins com ela. E não precisa pensar em receitas logo após comer a polpa. Se levar a casca ao congelador, ela dura cerca de dois meses.

Um mundo de variedades

Thap maeo
Ganhou fama de ser a banana light por reunir poucas calorias. Mas essa característica se perdeu ao longo dos anos. Atualmente, o que chama a atenção mesmo é o alto teor de fibras.

Prata
Campeã disparada em relação aos teores de vitamina C, ela reúne 98 calorias em 100 gramas. Sabe a banana em calda? Costuma ser produzida com essa variedade.

Da-terra
É a maior e mais pesada: são 128 calorias em 100 gramas. Nos quesitos vitaminas A e C, dá show. Os chips de banana geralmente são feitos com ela.

Ouro
Pequenina, não ultrapassa os 10 centímetros e pesa cerca de 50 gramas. Duas unidades somam 112 calorias.

Maçã
Em 100 gramas, há 87 calorias e uma boa dose de fibras, 2,6 gramas. Junto com a banana-prata e a banana-da-terra, faz parte da trinca com os maiores teores de vitamina C.

Nanica
Não se engane pelo nome: de pequena não tem nada. Por causa da textura e do rendimento, é a mais usada pela indústria de alimentos. A cada 100 gramas, são 92 calorias.


Fonte: Revista saúde
 

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

5 vírus e bactérias que aproveitam falhas na sua imunidade para causar doenças

A gripe é mais séria do que a gente imaginaNão é só o vírus da gripe que começa a provocar estragos quando suas defesas naturais estão fragilizadas. Conheça outros agentes infecciosos oportunistas
 
Na época do ano em que os termômetros passam a marcar temperaturas mais baixas, a preocupação com a imunidade aumenta. Deixar o sistema imune de prontidão é decisivo para não ser nocauteado pela gripe ou por outras doenças da estação. Listamos alguns agentes infecciosos que também ameaçam a saúde nessa fase:

Pneumococo

A bactéria Streptococcus pneumoniae leva à pneumonia, a terceira doença que mais mata no país. Não raro, instala-se após um quadro de gripe.

Herpes

O vírus fica escondido dentro do nosso corpo e tira vantagem das baixas na imunidade ou do estresse para pipocar no canto da boca ou na genitália.

Varicela

O vírus da catapora se esconde após a primeira manifestação. Mas, se houver brecha, ele provoca dores e erupções na pele mais tarde - é o herpes-zóster.

Bacilo de koch

Micro-organismo por trás da tuberculose, uma grave infecção nos pulmões, costuma aparecer junto a outras enfermidades ou em portadores de condições crônicas.


E os fungos?
Eles estão por toda a parte e são combatidos a contento pelo sistema imune. Porém, em momentos de fragilidade, também ganham espaço e geram problemões.

Fonte: Revista saúde 

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

6 fatores de risco para angina

Esse quadro, marcado por dores no peito, dedura um coração em sofrimento e aflige 23 milhões de pessoas no país. Entenda o que ajuda o problema aparecer.
 
7 fatores de risco para angina
 
 
 
Por trás da dor no peito causada pela angina, há uma obstrução nas artérias que levam sangue para o coração — e esse mesmo processo que pode culminar em um infarto. Conheça os fatores que contribuem para o desenvolvimento dessa condição. 

1. Frio

Temperaturas mais baixas favorecem a angina por instigar a contração dos vasos.

2. Prato cheio

Exagerar na comida faz com que o sistema cardiovascular não dê conta da demanda durante a digestão.

3. Peso

Os quilos a mais contribuem para a pressão alta e o aumento nas taxas de colesterol.

4. Idade

O avançar dos anos é fator de risco para o coração. Homens mais velhos estão na linha de frente.

5. Cigarro

O tabagismo faz disparar inflamações e lesa a camada interna das artérias.

6. Esforço

Força física além da conta exige mais da circulação sanguínea e propicia o desconforto.
 
Fonte: Revista saúde