terça-feira, 28 de maio de 2013

Gripe - Quais foram as maiores pandemias de gripe?

Descrita pelo médico grego Hipócrates em 412 a.C., a doença dá as caras quando o inverno chega.
As maiores epidemias se concentram nos últimos séculos, época com mais registros e formas de tratamento. Confira o top 5 da influenza.
 
Metamorfose ambulante

O vírus vive se modificando, estratégia para não entrar em extinção. Os laboratórios precisam produzir vacinas diferentes baseadas nos tipos de micro-organismo que mais apareceram no inverno anterior. Assim, fabricam imunizantes capazes de proteger a saúde, sobretudo dos grupos de risco: crianças, idosos e grávidas.

H1N1

H - Inicial de hemaglutinina, proteína encarregada de aderir o vírus às células de seu hospedeiro.
N - Outra proteína, a neuraminidase, que lança o material genético do influenza para as células.
Os números demarcam a família, ou cepa, à qual pertence aquele tipo específico de gripe.

Alertas da Organização Mundial da Sáude 

A entidade elabora uma escala sobre a gravidade dos surtos

1 O micro-organismo da influenza está circulando entre animais, mas não afeta seres humanos.

2 A gripe animal infecciona homens e mulheres e é uma ameaça em potencial.

3 A doença aparece em casos esparsos, mas não é transmitida com facilidade entre pessoas.

4 Já causa crises em comunidades. Esse estágio revela que a situação é grave.

5 Afeta grupos de dois ou mais países. A pandemia é questão de tempo.

6 O problema é detectado em mais de um continente. Esse é o nível máximo de alerta.

E a gripe aviária?
O H5N1, manchete em 1997 e 2004, matou cerca de 300 pessoas, número bem abaixo dos outros surtos. A doença passou pelo Sudeste Asiático, Europa e África e, para frear sua proliferação, 1,5 milhão de aves foram mortas só em 1997. Ainda é motivo de muita preocupação. Lavar bem as mãos é uma forma simples e eficiente de prevenir o problema.

Top 5 da influenza

O primeiro surto com registros históricos começou em Bukhara, atual Uzbequistão, e se espalhou com grande rapidez. Em três meses, já passeava pela Europa, Ásia, África e América, causando crises de pneumonia e febre. No Brasil, sobrou até para o imperador: d. Pedro II (1825-1891) penou com o vírus da terra de Tolstói e Dostoiévski. Até 1,5 milhão de mortos em 1889-1890
 
Gripe russa - Vírus: H2N2
O primeiro surto com registros históricos começou em Bukhara, atual Uzbequistão, e se espalhou com grande rapidez. Em três meses, já passeava pela Europa, Ásia, África e América, causando crises de pneumonia e febre. No Brasil, sobrou até para o imperador: d. Pedro II (1825-1891) penou com o vírus da terra de Tolstói e Dostoiévski. Até 1,5 milhão de mortos em 1889-1890
Acredita-se que ela surgiu nos Estados Unidos, que não divulgaram a informação. Os ianques estavam na Primeira Guerra Mundial e censuravam dados que pudessem enfraquecer seu Exército. A neutra Espanha noticiou o fato e, por isso, ficou conhecida como o berço do perrengue. Relatos dão conta que as pessoas acordavam bem de saúde e morriam ao final do dia. No Brasil, até o presidente eleito Rodrigues Alves (1848-1919) faleceu  por causa da moléstia. Até 100 milhões de mortos em 1918-1919.
 

Gripe espanhola - Vírus: H1N1

Acredita-se que ela surgiu nos Estados Unidos, que não divulgaram a informação. Os ianques estavam na Primeira Guerra Mundial e censuravam dados que pudessem enfraquecer seu Exército. A neutra Espanha noticiou o fato e, por isso, ficou conhecida como o berço do perrengue. Relatos dão conta que as pessoas acordavam bem de saúde e morriam ao final do dia. No Brasil, até o presidente eleito Rodrigues Alves (1848-1919) faleceu por causa da moléstia. Até 100 milhões de mortos em 1918-1919.
Desenvolveu-se no norte da China e avançou para Ásia, Oceania, África, Europa e Estados Unidos. Alastrou-se mundo afora em dez meses, principalmente por terra e mar. Como a tecnologia médica estava mais avançada em relação à epidemia anterior, foi possível detectar o agente com rapidez e trabalhar em  novas soluções, como as vacinas. Infelizmente, não foram fabricados imunizantes em quantidade suficiente e o número de  mortes foi bem alto. Até 2 milhões de mortos em 1957-1958.
 
 
Gripe asiática - Vírus: H2N2
 
Desenvolveu-se no norte da China e avançou para Ásia, Oceania, África, Europa e Estados Unidos. Alastrou-se mundo afora em dez meses, principalmente por terra e mar. Como a tecnologia médica estava mais avançada em relação à epidemia anterior, foi possível detectar o agente com rapidez e trabalhar em novas soluções, como as vacinas. Infelizmente, não foram fabricados imunizantes em quantidade suficiente e o número de mortes foi bem alto. Até 2 milhões de mortos em 1957-1958.
 
 
Transmitida por aves, sobretudo as criadas soltas e sem higiene, provocava febre alta, cansaço e dor nas articulações. Com uma progressão rápida e avassaladora, matou muita gente em pouco tempo, sobretudo em Hong Kong, origem da pandemia, e nos Estados Unidos, onde quase 34 mil pessoas sucumbiram a ela. O mundo caminhava a passos largos para a globalização e o maior número de voos internacionais ajudou na transmissão do ser microscópico. Até 3 milhões de mortos em 1968-1969.
 
 

Gripe de Hong Kong - Vírus: H3N2

Transmitida por aves, sobretudo as criadas soltas e sem higiene, provocava febre alta, cansaço e dor nas articulações. Com uma progressão rápida e avassaladora, matou muita gente em pouco tempo, sobretudo em Hong Kong, origem da pandemia, e nos Estados Unidos, onde quase 34 mil pessoas sucumbiram a ela. O mundo caminhava a passos largos para a globalização e o maior número de voos internacionais ajudou na transmissão do ser microscópico. Até 3 milhões de mortos em 1968-1969.
No México, o vírus sofreu uma mutação e começou a infectar humanos - antes estava restrito aos suínos. Bem parecida com a gripe espanhola, vitimou muitos jovens que, por geralmente terem uma vida social agitada, correm maior risco de se contaminar. 17 mil mortos em 2009-2010.
 
Gripe suína - Vírus H1N1

No México, o vírus sofreu uma mutação e começou a infectar humanos - antes estava restrito aos suínos. Bem parecida com a gripe espanhola, vitimou muitos jovens que, por geralmente terem uma vida social agitada, correm maior risco de se contaminar. 17 mil mortos em 2009-2010.

Fonte: Revista saude - editora abril

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Estresse pode roubar 2 horas do seu dia

As preocupações do cotidiano afetam a saúde e até a maneira como aproveitamos o tempo.


Um levantamento recém-divulgado pelo instituto Benenden, na Inglaterra, aponta que a tensão da vida moderna rouba até duas das 24 horas do dia. A hipótese dos autores para explicar o déficit no cronômetro é a de que esse período seria gasto pensando em problema se na luta para pegar no sono. Além disso, o trabalho revelou dados preocupantes sobre os britânicos: em média, eles enfrentam dificuldade para dormir por causa das chateações durante seis noites por mês. E 45% dos 2 mil entrevistados admitiram que o estresse atrapalhou diretamente a sua saúde. “Quando provocado pela respostado organismo a estímulos orgânicos, ele faz bem para o corpo”, pondera o psicólogo José Roberto Leite, da Universidade Federal de São Paulo. ”No entanto, se for contínuo e de natureza psicológica, o estresse pode facilitar o aparecimento de doenças cardiovasculares e reduzir a resposta do nosso sistema imune.”



Causas – o que provoca mais apreensão, segundo a pesquisa:
• sobrepeso
• Problemas financeiros
• Insegurança no emprego
• casa em mau estado
• Vida sexual ruim
• Problemas familiares
• Vício
• Dirigir
• saúde dos filhos
• Bicho de estimação doente


Consequências – corpo prejudicado
• Hipertensão
• Úlcera no estômago
• Infecções oportunistas
• Fraco desempenho no trabalho
• consumo exagerado de álcool


Fonte: Revista saúde - editora abril

terça-feira, 14 de maio de 2013

SQS: Quais as diferenças entre os tumores benigno e maligno?

como mutações no DNA definem o tipo e a gravidade do problema.


O crescimento anormal de células pode ter muitos causadores. Geralmente, eles são divididos em três categorias: os agentes biológicos, caso de bactérias e vírus, os agentes químicos, como o cigarro ou o contato com um produto tóxico, e os agentes físicos, a exemplo do excesso de exposição à luz solar.

 

Tumor benigno

Os mais recorrentes - lesões na pele, pólipos intestinais, fibromas de mama, de órgãos ginecológicos e de próstata.
Metamorfose vagarosa -
Uma pequena mutação no código genético faz a célula se multiplicar mais do que deveria, dando origem a uma massa tumoral. Essa falha não chega a ser muito grave, uma vez que o desenvolvimento do tumor se dá por expansão e segue um ritmo mais lento.


 
 Quase camufladas - A maioria dos tumores benignos fica restrita a uma cápsula fibrosa, que impede a propagação desordenada desse amontoado de células defeituosas. Formam-se, então, protuberâncias, mas que não guardam muita diferença em relação ao tecido sadio.
Rápido e preciso -
Cirurgias costumam ser feitas para retirar o tumor. O médico o extrai junto a um pedaço do órgão não atingido em volta. Como ele não tem a capacidade de se espalhar, o tratamento é mais tranquilo e a operação resolve a maioria dos casos.


 

Tumor Maligno

Tumores mais recorrentes - Pele, mama, colo uterino, pulmão e próstata.
Nasce um câncer -
Genes designados para consertar danos no DNA e frear um surgimento de tumores falham, permitindo que uma célula anormal se reproduza. Essa unidade problemática passa a se replicar em alta velocidade e, com o tempo, brotam vasinhos que nutrem o tumor.


 
Espírito aventureiro - Os tumores malignos, de núcleo de formado, possuem a habilidade de invadir outros órgãos. Chamado de metástase, o processo acontece quando uma dessas células cai na corrente sanguínea ou nos vasos linfáticos e viaja pelos rincões do organismo.
Ataque generalizado -
Os oncologistas fazem uso da quimioterapia e da radioterapia, tratamentos bem agressivos, para mataras células cancerosas que já escaparam da formação inicial. Dependendo do caso, um procedimento cirúrgico é realizado para tirar as áreas maiores tomadas pela doença.


 Fonte: Revista saude

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Benefícios da saúde com Pilates


O número de sessões de Pilates tem expandido em estúdios especializados, clubes de saúde, e hospitais.
Devido a sua natureza multi-muscular, o método é eficaz. Exatamente o que aquele que se exercita neste milênio quer e precisa. Um estudo em como os movimentos de Pilates como o Hundred, o Roll-Up, o Double Leg Stretch, Criss Cross e Teaser comparam com o básico Gym Crunch ilustra a eficiência em praticar Pilates. Segundo relatado pela pósdoutoranda Michele Olson, FACSM com Carrie Myers Smith no artigo, “Exercícios Pilates: Lições de Laboratórios”, descobriu-se que os movimentos Pilates, com exceção do Hundred, eram mais eficientes do que o Gym Crunch (em porcentagens significativas) para estimular um aumento dos músculos, saídas máximas em termos do Abdominal Reto e Oblíquo Externo.
Também é significante que os autores se referem a importância de modificar alguns dos movimentos, como o Teaser e o Roll Up, para reduzir o risco de lesão na parte inferior da coluna e nos flexores do quadril. Essa pesquisa mostra que Pilates pode ser eficiente para treinar a tônica abdominal, mas que isso não é o resultado mais importante praticando Pilates regular e corretamente.
Um dos benefícios chave é visto na área de dor/lesão da coluna lombar, uma das condições mais debilitadas da sociedade moderna e uma causa comum nas consultas a médicos e de dias em que se perde o trabalho. Um estudo na Universidade Atlântica da Flórida, Graves, S., et al. 2005, “A influência dos exercícios de solo baseados em Pilates na dor crônica da parte inferior da coluna”, produzida na data de interesse. Ele relatou sobre um grupo de idade entre 46 e 52 anos que praticava exercício de solo Pilates duas vezes por semana, e um grupo controlado da idade entre 34 e 43 anos que não praticavam o método.
Todos tinham experimentado dor na parte inferior das costas anteriormente. Os resultados indicaram que aqueles que praticaram Pilates ganharam fortalecimento muscular na parte inferior das costas, desenvolveram sua flexibilidade e amplitude de movimento. Também havia uma mudança significativa na composição do corpo naqueles que praticavam Pilates. O grupo teve redução de gordura corporal! Os pesquisadores rapidamente disseram que precisavam realizar mais estudos para descrever o quão eficiente Pilates poderia ser para ajudar nos problemas da parte inferior das costas.
 
Fonte: Revista Pilates 

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Meningite: esclareça as principais dúvidas sobre a doença

A meningite faz vítimas todos os anos, saiba um pouco mais sobre a doença e previna-se.


A meningite já matou milhares de pessoas em todo o mundo. Desde o século XIX a doença provoca epidemias perigosíssimas. Mas com a descoberta das vacinas e outras maneiras de prevenção, o mal vem diminuindo. No entanto, por contar com a transmissão pelo ar, o importante é ficar sempre alerta, pois a taxa de mortalidade ainda continua sendo muito alta.

Segundo dados do Ministério da Saúde, em 2012 foram contabilizados em torno de 1.750 óbitos dentre os 21.070 casos registrados em todo o Brasil. A grande preocupação que as pessoas devem ter em relação à meningite é a de que ela é perigosa e pode levar a óbito em pouco tempo. "A doença pode ter início rápido e se não for diagnosticada logo nas primeiras 24 ou 48 horas pode provocar a morte do paciente", explica o infectologista do Hospital São Camilo, José Ribamar Branco.


A meningite é a inflamação na membrana que envolve o cérebro, responsável por proteger o nosso sistema nervoso, que por sua vez cuida de todas as atividades do corpo. Essa membrana protetora pode ser atacada por vírus, bactérias e fungos que fazem com que aconteça a inflamação conhecida por meningite. A doença é muitas vezes menosprezada já que os sintomas são basicamente semelhantes ao da gripe: febre, dor de cabeça, um pouco de rigidez na nuca, e, ainda, é importante também prestar atenção em náuseas e vômitos.


Os tratamentos são feitos por meio de antibióticos, dependendo do tipo de meningite que for diagnosticado. "Antigamente antes do antibiótico tínhamos mortalidade de quase 100%, hoje apesar de ter abaixado para 10% a 20%, ainda é um número que pode ser considerado muito alto. Isso se dá pelo atraso no tratamento", afirma o infectologista José Ribamar Branco.


Segundo o infectologista o mais importante no quadro da meningite é trabalhar com a prevenção. Já existem vacinas que fazem parte da cartilha básica. No entanto, as pessoas ainda não entendem muito o significado e os sintomas da doença. O porta-voz Rodrigo Diniz, presidente do Instituto Pedro Arthur, que tem como finalidade combater a meningite, afirma: "Pelos números da meningite bacteriana no Brasil é mais do que louvável você fazer um projeto e transformar pessoas em multiplicadores da informação."


Fonte: Revista saude, editora abril

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Grapefruit interage com 85 remédios

Grapefruit interage com 85 remédios comuns provocando efeitos colaterais graves e coloca seu consumo em xeque.


Depois de relatarem sérios efeitos colaterais na mistura do grapefruit com medicamentos, pesquisadores do Lawson Health Research Institute, em Londres, trazem agora um dado alarmante: subiu para 85 o número de remédios afetados de alguma forma por essa fruta. "Só entre 2008 e 2012, passaram de 17 para 43 aqueles com grande potencial de interagir com o grapefruit", diz David Bailey, farmacologista clínico e um dos autores do estudo. "Isso significa seis interações a mais por ano, resultado da inclusão de novas fórmulas químicas na composição dos fármacos", explica. O pior é que muitos deles são de uso frequente e essenciais para o tratamento de diversas doenças. Em comum, eles têm três características: são tomados via oral, têm de baixa a intermediária biodisponibilidade — fração do remédio absorvida pela circulação sanguínea — e são metabolizados por uma enzima chamada CYP3A4. A questão é: o grapefruit possui uma substância, de nome furanocumarina, que é inibidora justamente dessa enzima.

Em outras palavras, cada droga tem um grau de absorção no corpo, uma vez que parte dela é destruída no fígado antes de seguir em frente pela circulação sanguínea. Ao prescrever uma dose, o médico conta com essa porcentagem que não será aproveitada. Se a enzima responsável pela sua quebra está inativa — efeito causado pelo consumo do nosso protagonista, por exemplo —, o medicamento ficará mais tempo no organismo em sua forma original. A consequência é uma quantidade muito maior do que o necessário, podendo gerar uma overdose. Aí moram vários perigos.

Talvez a falta de afinidade de nosso paladar com esse alimento azedo explique também certa confusão quando se trata de saber como ele é chamado por aqui, já que não faz muito sucesso entre os brasileiros. Seria toranja? Não, não é a mesma coisa, vamos logo esclarecendo. "O grapefruit corresponde ao nosso pomelo, cuja espécie botânica é Citrus paradisi", ensina Walter dos Santos Soares Filho, pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). "A toranja, por sua vez, é da família Citrus maxima e tem em ‘pummelo’ sua tradução para o inglês", ele complementa. Mas o importante mesmo é saber que, segundo a pesquisa do Lawson Health, são três as frutas capazes de causar estragos quando se está tomando algum remédio: a toranja, o pomelo e a laranja-azeda. "Todas elas contêm a furanocumarina e interagem igualmente com os medicamentos", diz, categórico, David Bailey. Porém, são diferentes no que se refere às características físicas, ao sabor e aos nutrientes "Neles, a furanocumarina está presente em quantidades bem menores e, para que houvesse interferência significativa no metabolismo de drogas, o consumo teria que ser absurdamente grande", tranquiliza Sergio Surugi de Siqueira, farmacêutico bioquímico e professor da Pontifícia Universidade Católica do Paraná.


Perdão à Vista?
Se a presença da substância-problema depõe contra o grapefruit, não custa lembrar que ele é uma excelente fonte de nutrientes importantes. "Os principais benefícios estão associados à vitamina C e aos flavonoides", diz Solange Guidolin Canniatti Brazaca, professora da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da Universidade de São Paulo, em Piracicaba, no interior paulista.


Devido ao sabor amargo, ele é mais apreciado em forma de suco, que deve ser ingerido assim que preparado. "Tanto no natural como no industrializado, a vitamina C oxida rapidamente no contato com elementos externos, o que pode alterar o sabor e absorção de nutrientes", explica Carlos Canavez Basualdo, nutricionista clínico do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Por fim, uma notícia que poderá absolver o cítrico polêmico: "Há um trabalho de melhoramento genético em andamento na Universidade da Flórida para diminuir — ou até cessar — a furanocumarina nas novas espécies", conta Francisco de Assis Alves Mourão Filho, professor do Departamentode Produção Vegetal da Esalq. É esperar para cair em tentação sem medo.

* valor referente à quantidade que devemos consumir diariamente
 

Pomelo

Espécie: Citrus Paradisi. Os alto índices de vitamina A e C se destacam entre os nutrientes. Pode ser consumida em gomos ou em forma de suco, mas o gosto amargo não agrada facilmente.
Cada 100g contêm:
Energia: 32 cal
Carboidratos: 8,1g
Vitamina A: 19%*
Vitamina C: 57%*
Fibras: 1,1 g
Açucar:7g


 

Toranja

Espécie: Citrus maxima Seu tamanho é semelhante ao de um melão pequeno. Chama atenção pela riqueza em vitamina C, mas perde pontos pelo alto índice de açúcar. Mais adocicada é aceita in natura e vai bem em molhos para salada.
Cada 100g contêm
Energia: 38 cal
Carboidratos: 9,6g
Vitamina A: 0%*
Vitamina C: 100%*
Fibras: 1g
Açúcar: 10,1g


 

Laranja-azeda

Espécie: Citrus aurantium É rica em fibra solúvel, o que garante a sensação de saciedade e bom funcionamento do intestino. Pode ser amarga, é consumida predominantementena receita de doces.
Cada 100g contêm
Energia: 40 cal
Carboidratos: 10g
Vitamina A: 4%*
Vitamina C: 80%*
Fibras: 2g
Açúcar: 8g


 

De olho no relógio

No estudo inglês, um copo de 200ml de suco de grapefruit apresentou diferentes efeitos na mistura com a felodipina - droga usada no controle de hipertensão - quando ingerido em variados intervalos de tempo.
4 horas antes

detectaram-se 100% de interação


 

10 horas antes

A chance de interação caiu para 50%

 

24 horas antes

A mistura gerou 25% do seu efeito máximo

Fonte: Revista saude - editora abril

terça-feira, 2 de abril de 2013

Academia liberada para adolescentes

A musculação deixou de ser vista como inimiga da saúde dos jovens para se tornar uma aliada do crescimento. Ela protege até contra o diabete e outros males que ameaçam a rapaziada nos dias de hoje.


De décadas atrás para cá, dois paradigmas com relação aos adolescentes foram quebrados. O primeiro é o de que problemas como diabete tipo 2, colesterol alto e hipertensão quase nunca atormentariam meninos e meninas. O segundo é o de que essa população não deveria nem pensar em levantar peso. "Hoje, muitos jovens obesos e sedentários chegam ao consultório com sinais dessas doenças", diz Maurício de Souza Lima, hebiatra do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas de São Paulo. "Uma das alternativas para evitálas ou ao menos controlá-las é justamente os enviar à academia", sentencia.

Um estudo da Universidade de Granada, na Espanha, confirma o efeito benéfico dos exercícios de força na prevenção do diabete. Após avaliar 1 053 voluntários entre 12 e 18 anos, os cientistas descobriram que músculos bem condicionados facilitam o trabalho da insulina, a responsável por tirar açúcar da circulação e colocá-lo dentro das células. Já braços e pernas fracos não raro vêm acompanhados de certo grau de resistência ao hormônio, indicativo de que a enfermidade está à espreita. "A massa muscular consome bastante combustível. Isso, fora diminuir as taxas de glicose, melhora a ação da insulina", explica o educador físico David Jiménez Pavón, autor do artigo.


Em outro levantamento, o mesmo especialista revelou que bíceps, tríceps e companhia em forma estão associados a um bom funcionamento da leptina no corpo da garotada. "Essa substância regula o apetite. Portanto, ao menos em teoria, os treinos de força podem ajudar adolescentes a não comer além da conta", arremata Jiménez Pavón. Uma vantagem muito bem-vinda, principalmente quando se considera que, segundo a mais recente pesquisa Vigitel (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico), do Ministério da Saúde, 47% dos brasileiros entre os 12 e os 18 anos sofrem com sobrepeso.


A malhação já foi acusada de deixar a molecada baixinha. E isso até acontece, mas não por causa dos movimentos em si, e sim devido a uma intensidade elevada demais. "O excesso de carga, não importa o tipo de atividade, causa microtraumas nos ossos, o que pode interromper o crescimento ou provocar deformações", avisa Vinícius de Mathias Martins, ortopedista do Hospital São Luiz, na capital paulista. "Sem contar que um corpo ainda imaturo fica especialmente sujeito a lesões se submetido a atividades pesadas", completa Isabel Salles, fisiatra e coordenadora do Serviço de Reabilitação do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.


Na contramão, quando supervisionada por educadores físicos qualificados, a musculação ajuda no desenvolvimento saudável dessa turma. Tanto que a Academia Americana de Pediatria atesta que inclusive pré-adolescentes - se gostarem da modalidade, estiverem amadurecendo sem problemas e forem avaliados por um médico - podem frequentar as salas de ginástica. "Isso não quer dizer que eles precisem levantar peso. O importante é não ficarem parados. Vale pular corda, jogar bola, escalar árvore...", ressalta Maurício de Souza Lima.


Os exercícios resistidos, na medida ideal, acarretam benesses para o esqueleto que se estendem à vida adulta. "Essas atividades aumentam a densidade óssea, diminuindo o risco de, no futuro, o indivíduo ter osteoporose", ensina Christiano Bertoldo Urtado, fisiologista da Unicamp. Isso sem falar que deixam a musculatura equilibrada, trazendo uma melhor coordenação e afastando as contusões.


Só fique de olho se o adolescente vai à academia pelas razões certas - ou seja, pelo bem-estar e por se divertir com outras pessoas. Dar muita atenção à estética, nessa fase, costuma terminar em exageros que, como você viu, não fazem nada bem. E, de quebra, contribui para disseminar o conceito errado de que a musculação sabota o desenvolvimento. Muito pelo contrário.


Fora da sala de ginástica

Existem jovens que não gostam das práticas oferecidas nas academias. Nesses casos, forçá-los a entrar nesse ambiente só trará um vínculo negativo com os exercícios. "Dá para fortalecer a musculatura com atividades específicas dentro do esporte favorito de cada um. Basta um bom orientador", garante Christiano Bertoldo Urtado, fisiologista da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), no interior paulista.

Crescimento firme e forte

Os exercícios de força auxiliam meninas e meninos a espichar

Efeito nos músculos

1. Cérebro treinado
A musculação e outras atividades físicas estimulam na hipófise - estrutura no meio da massa cinzenta - a produção de GH, que é o hormônio do crescimento.

2. Uma viagem pelo corpo
O GH, então, perambula pela circulação sanguínea até chegar ao fígado. Lá, manda esse orgão fabricar IGF, um hormônio que, entre outros destinos, vai aportar nos músculos.

3. Musculatura desenvolvida
O IGF, ao chegar a esse tecido, patrocina o crescimento de suas fibras. Além disso, novas células são criadas na região, deixando a musculatura mais comprida.


Efeito nos ossos

1. Esqueleto em obras
O hormônio GH e o próprio trabalho dos músculos ativam os osteoblastos dentro do disco epifisário, uma espécie de cartilagem localizada no interior dos ossos longos dos jovens.

2. Construção do arcabouço
Os osteoblastos, aí, calcificam aos poucos parte dessa cartilagem, aumentando o tamanho dos ossos no sentido longitudinal.



Recomendações para a garotada

 

Nunca realizar exercícios de hipertroma (poucas repetições e muita carga)

 
Fazer os movimentos sem peso até dominar a técnica de cada um deles

 
Treinar no máximo três vezes por semana

 
Ajustar os equipamentos para o tamanho do jovem

 
Incluir atividades aeróbicas, como a corrida

Fonte: Revista saude - editora abril