Segundo estudo, vários tipos de atividades (até jardinagem!) ajudam a afastar a doença.
Pesquisadores das universidades da Califórnia e de Pittsburgh, ambas
nos Estados Unidos, analisaram por um bom tempo os hábitos e a memória
de 876 pessoas, que hoje têm uma média de 78 anos de idade. Além disso,
os voluntários se submeteram a exames, como o de ressonância
magnética.
Toda essa investigação revelou, então, que a turma que se exercitava mais
tinha um cérebro maior, sobretudo em áreas associadas à memória e ao
Alzheimer, a exemplo do hipocampo. Inclusive, os experts calcularam que o
risco de desenvolver a doença caiu pela metade nesse pessoal. E tem
mais: os indivíduos que já apresentavam um comprometimento leve das
funções cognitivas também foram beneficiados ao mexer o corpo. E olha
que notícia boa: vale qualquer tipo de movimentação. Além de ginástica e
caminhadas, até jardinagem já traria vantagens para a cabeça.
Hábitos como ler, estudar e aprender novas habilidades ajudam, e muito, a prevenir Alzheimer.
Praticar atividade física,
comer de forma equilibrada e manter a mente sempre funcionando são
medidas capazes de afastar (ou pelo menos retardar) as chamadas demências, grupo de doenças que inclui o Alzheimer e o Parkinson.
Embora a ciência já soubesse disso, o Relatório Global de Alzheimer
2014, divulgado recentemente pela organização não governamental
Alzheimer's Disease International, reforçou essa tese. Há, segundo o
estudo, evidências científicas significativas de que baixa escolaridade,
maus hábitos alimentares, hipertensão
e cigarro são fatores associados ao desenvolvimento de doenças
neurodegenerativas na terceira idade. Por isso, a entidade alerta para a
urgência de combatê-los por meio da adoção de uma vida mais saudável e
ativa desde cedo. Confira a seguir quatro atitudes importantes para ter
uma velhice cheia de saúde:
1. Mantenha a cabeça em funcionamento
Estudar, ler, desenvolver novas habilidades e até conviver com
diferentes tipos de pessoas são atividades que estimulam os neurônios a
estabelecerem mais conexões entre si. E quanto maior for essa
comunicação entre as células nervosas, melhor. Desse modo, o cérebro tem
mais capacidade de contornar eventuais falhas e até retardar a
manifestação de demências. Para ter ideia, a inatividade cognitiva
aumenta em 19% o risco de ter Alzheimer, segundo o neurologista Paulo
Bertolucci, da Universidade Federal de São Paulo..
2. Durma bem
Uma boa noite de sono
é fundamental para manter a cabeça em ordem. Afinal, é nesse período
que gravamos tudo o que aprendemos. O ideal é um repouso sem
interrupções e relaxar antes de ir para a cama. "Evite trabalhar e ficar
no computador", indica a bióloga Elke Bromberg, da Pontifícia
Universidade Católica do Rio Grande do Sul.
3. Pratique exercícios
Estudos apontam que a atividade física protege contra demências. Os
mecanismos envolvidos nesse processo ainda não são totalmente
conhecidos. "Sabe-se que a atividade física libera neurotrofinas,
substâncias que ajudam na memória", diz Elke.
4. Tenha uma alimentação balanceada
Comer de forma equilibrada é muito importante para manter o corpo
saudável - da cabeça aos pés. Um menu aclamado por afastar males
cardiovasculares e também o Alzheimer é a dieta do Mediterrâneo, que
inclui frutas, verduras, cereais, peixes, azeite e o consumo moderado de
vinho.
É que, além de priorizar alimentos saudáveis, ela é fonte de ômega-3.
Estudos sugerem que essa gordura do bem - encontrada em peixes como
salmão, atum e sardinha - reduziria o risco de declínio cognitivo. Outras substâncias que resguardam o cérebro são os antioxidantes,
que combatem os radicais livres, responsáveis pelo envelhecimento das
células. Eles estão presentes principalmente em frutas, vegetais e
oleaginosas.
Fonte: Revista saúde